Revista Casa Claudia Edição de Julho de 2009
QUARTOS

7 quartos que agradam filhos e pais

Dormir, estudar e brincar: cores alegres e clima de sonho se aliam a soluções práticas de organização de brinquedos e livros

Reportagem Visual: Deborah Apsan
Texto: Lúcia Santos Gurovitz
Fotos: Cacá Bratke

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Estes sete quartos agradam filhos e pais: trazem as cores alegres e o clima de sonho que os pequenos desejam sem deixar de solucionar questões práticas, como o espaço para guardar brinquedos e livros. Abaixo, você conhecerá um projeto que atende um casal de irmãos, outro adaptável ao crescimento, um cantinho para uma princesa moderna, um espaço forrado de papel de parede psicodélico para a adolescente, um quarto com uma divertida rede sobre a cama, outro com móveis lúdicos e um dormitório em que a pintura é a grande atração. Antes de planejar a área íntima da sua casa, consulte nosso canal de Quartos, com matérias especiais sobre o assunto.

Animação em dose dupla
Apesar de terem outro quarto disponível no apartamento, os arquitetos Sandra Llovet e Claudio Libeskind preferiram que os filhos Marc, 7 anos, e Nina, 5, partilhassem o mesmo ambiente. “Acreditamos que isso favorece a comunicação e a brincadeira entre eles”, diz Sandra. Para ajudar a abrir espaço para a farra, o casal projetou camas que deslizam para os lados, fixadas em um trilho na parede e com dois pés apoiados em rodízios. Logo abaixo delas, um móvel com gavetas, laqueado de verde, guarda roupa de cama, pijamas e fantasias.

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Adaptável ao crescimento
O projeto da decoradora Marinha Linhares apostou em uma marcenaria marcante, que combina laca azul e madeira de tom mel, em um quarto pensado para acompanhar o crescimento de Franco, 10 anos. “O ambiente ficou pronto há três anos e, de lá para cá, trocamos bichos de pelúcia por carrinhos e brinquedos por livros”, conta Gabriela, a mãe do garoto. Cerca de um ano atrás, o espaço incorporou outra novidade: um saco para treinar boxe. “Meninos têm muita energia”, diz Gabriela. “Essa é uma forma divertida de extravasar.”

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Para uma princesa moderna
Nina, 5 anos, queria um quarto de princesa. A mãe da menina, a arquiteta Maraí Valente, criou um clima de fantasia sem recorrer a referências óbvias. “Não é preciso usar a colcha da Branca de Neve. Optei por dar a Nina elementos sutis, como o véu fixado no teto, e deixar que ela preencha o resto com a imaginação. A criança enjoa de um ambiente muito temático”, afirma. O lilás dos acessórios foi ideia da garota, que tinha seu antigo quarto pintado dessa cor. “Agora defini paredes brancas para o espaço parecer maior”, diz Maraí.

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Romântico na dose certa
Quando projetou sua nova casa, finalizada em dezembro de 2008, a designer de interiores Patsy Rieper desenhou quartos do mesmo tamanho (4,50 x 5 m) para os dois filhos, Ana Beatriz, 12 anos, e Gianfranco, 7, dono do ambiente que tem uma divertida rede sobre a cama. “Os armários e a disposição da cama também são idênticos”, diz a designer, sócia de Lilian Melo e Flávia Wahba. Toques de personalidade aparecem nos elementos decorativos. “A Bia é muito moderna e escolheu o papel de parede psicodélico”, conta Patsy. “Sugeri a cama com dossel para trazer uma atmosfera mais romântica e ela falou: ‘Mãe, você está louca?’ Só topou depois de ver que o móvel teria uma linguagem contemporânea.”

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Com sabor de aventura
O principal desejo de Gianfranco era uma cama com um “andar de cima”, em que pudesse subir e brincar. “Meu filho chegou a me pedir um beliche, mas não fazia sentido adotar esse móvel, pois ele dorme sozinho”, lembra Patsy Rieper. “Como o tecido da colcha seria camuflado, pesquisei redes usadas pelo exército e pendurei a peça no teto para satisfazer a vontade dele.” A fixação exigiu ganchos presos à laje, atravessando o forro de gesso. “No início, deixava a rede bem baixa, mas já adquiri confiança para amarrá-la no alto”, diz Patsy, sócia de Lilian Melo e Flávia Wahba.

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Móveis lúdicos
Vidrado em carrinhos, Henrique, 3 anos, precisava de área livre no piso para empurrar seus brinquedos. “Também pedi um local para desenhar, coisa que ele adora fazer”, conta a mãe do menino, Fabíola. O projeto dos arquitetos Paula Andrade, Marcus La Motta e Ivan Nishihata atendeu às demandas, mantendo vazio o centro do ambiente, que mede 2,80 x 3,70 m, e criando um armário cujas portas, de laminado de lousa branca, podem ser rabiscadas. “Propusemos ainda a mesa baixa, de 45 cm de altura, associada a um rolo de papel de impressora plotter”, conta Paula. O beliche surgiu como solução para quando os primos vêm para dormir.

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Pintura é a grande atração
Uma colcha que acompanha a dona do ambiente há anos deu o tom ao projeto de Carmen Mansor, Fernando Azevedo e Tiza Kann. “Definimos o lilás para a parede com base na roupa de cama. Trata-se de uma nuance relaxante”, diz Fernando. A cor foi aplicada atrás da cabeceira em uma estampa de formas orgânicas, resultado de uma pintura especial. “Queria algo que não fosse comum na maioria dos quartos”, afirma a garota, de 17 anos. O resultado agradou. “Ficou um espaço aconchegante, onde passo a maior parte do tempo.”

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