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As boas sacadas começam no portão de placas de OSB, muito usadas em tapumes, tratadas com duas demãos de Osmocolor Stain UV Gold Natural, da Montana Química. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Portão de OSB
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No ateliê do térreo, Rodrigo Mindlin Loeb e a mulher, Malu, que é psicanalista e artista plástica.
Ateliê
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Uma porta da década de 40 foi preservada na escada que dá acesso à sala, no primeiro andar. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Porta preservada
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As janelas de pinho-de-riga vieram da casa dos pais de Malu. Pivotantes, oferecem uma abertura maior. As cremonas também foram reaproveitadas. Os batentes de portas e janelas dão novo uso às vigas do telhado, que foi retirado e substituído por uma laje. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Janelas reaproveitadas
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O piso da sala é de eucalipto reflorestado (Indusparquet). No alto da parede, um rasgo permite maior claridade, evitando o uso de luz artificial durante o dia. O anteparo em frente ao vidro evita o ofuscamento da visão. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Piso ecológico
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As crianças adoram o quarto com portas de elevador antigas. “Paguei R$ 5 em cada uma quando trocaram os elevadores do Edifício Pauliceia”, diz Rodrigo Mindlin Loeb, sorrindo. “Elas ficaram estocadas até eu reformar aqui.” O restauro foi realizado pela Marcenaria Guapuruvu.
Portas de elevador
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A parede descascada evidencia o clima acolhedor. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Clima acolhedor
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No lugar do telhado, uma laje com deque de peroba-rosa de demolição instalado pelo marceneiro Willi Rosa – que trabalhou com o arquiteto baiano Zanine Caldas (1919-2001), mestre ao lidar com a madeira. Ali, o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb brinca com os filhos, Rhavi e Mhira.
Madeira de demolição
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O contraste do laranja com o branco traz vida à cozinha. Atrás da parede vazada fica uma escada que vai para a lavanderia. A placa superior dessa parede foi feita de argamassa armada moldada no local e o tampo de concreto foi revestido com pastilhas de vidro (Colormix). Piso hidráulico da Ornatos Nossa Senhora da Penha. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Laranja na cozinha
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O corredor conduz da sala para a cozinha e é iluminado por lâmpadas fluorescentes, colocadas em soquetes comuns. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Corredor iluminado
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Na escada que leva ao deque, uma abertura circular na parede capta mais claridade. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Mais claridade
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A parte de baixo da casa foi reservada para as atividades artísticas de Malu e, nos fundos, para a área de serviço. No atual ateliê, ficavam a sala e a cozinha de uma das casas geminadas. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Planta do térreo
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No primeiro andar, os ambientes das duas moradias foram unidos e resultaram em três quartos, sala, cozinha e dois banheiros. No último andar, quase um quintal: o deck, ao lado da saleta de brinquedo das crianças. Projeto de Rodrigo Mindlin Loeb.
Superior e cobertura
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Durante a adolescência, Rodrigo Mindlin Loeb conviveu com os maiores nomes da literatura do país. Muitos autores entravam pela casa do seu avô, José Mindlin, o maior colecionador de livros do Brasil. Por ele, hoje com 94 anos, Rodrigo tem um terno afeto, concretizado pelo projeto Biblioteca Brasiliana, um grande centro cultural na Universidade de São Paulo (USP) projetado em parceria com Eduardo de Almeida para abrigar a partir de outubro a coleção de livros de Mindlin. Filho do arquiteto Roberto Loeb, com quem trabalhou por dez anos, e da professora de arquitetura Diana Mindlin, Rodrigo, ainda criança, considerava a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (FAU-USP) quase uma extensão de sua casa. Formou-se lá e
especializou-se em arquitetura sustentável em Londres. Hoje dá aulas em cursos de graduação e pós-graduação e é autor de projetos na área sustentável, como o de uma pousada na ilha de Alcântara, no Maranhão
(foto), e o da
Casa Acqua, que será montada em novembro na feira Batimat de Paris como parte das comemorações do Ano da França no Brasil.
Berço de arte e livros