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O traçado geométrico e as cores vivas (telhas da Perfilor) são características da produção do arquiteto. A sala de estar cresceu com a nova cobertura de vidro, fixada em caixilhos de alumínio. “O sol entra e aquece o interior; é delicioso no inverno”, diz Bratke.
Traçado geométrico
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Uma intervenção pesada ampliou a sala de estar, que ganhou cobertura de vidro apoiada em tesouras de madeira iguais às existentes (em forma de triângulo). No arremate, portas pivotantes gigantescas (Jacqsa Comercial), de alumínio e vidro temperado.
Portas pivotantes gigantescas
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A empreitada começou pela terraplanagem: o aumento do platô onde fica a casa e a escavação que abriu espaço a duas novas suítes – marcadas pelas portas de correr de aço com venezianas amarelas (Serralheria Santo Expedito).
Duas novas suítes
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Nesta sala de estar (que foi preservada), as mudanças são transparentes. Os taquinhos de marfim demarcam os limites anteriores da casa. O terraço ia até a borda, onde agora existe um peitoril metálico – não havia o andar de baixo. Outro segredo do arquiteto aparece aqui: as vigas não são maciças, mas compostas de três tábuas de muiracatiara pregadas, com pequenos calços entre si.
Mudanças transparentes
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Uma nova cozinha, com ar levemente caipira, surgiu no andar de baixo. Tem bancada de ardósia e fogão a lenha. “Funciona como aquecedor para toda a casa”, diz Bratke. A porta grande premia os esforços para aproximar a paisagem.
Cozinha caipira
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Não bastasse a vista da sala, o arquiteto construiu um deque de madeira que avança sobre o penhasco. Na esplanada e nos interiores, o piso é de cacos cerâmicos envelhecidos (Lepri), à venda soltos ou em tela. “Evita os recortes nos cantos”, diz ele.
Sobre o penhasco
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A suíte principal foi instalada na lateral do chalé que menos sofreu alterações.
Na lateral do chalé
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A suíte principal permaneceu tão calorosa e aconchegante quanto antes. Traz uma lareira e janela do tipo bay window. Dentro, o lambri de madeira segue coberto de verniz.
Suíte com lareira
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Por fora, a janela do tipo bay window foi recoberta de réguas pintadas de preto, que exibem um ar moderno.
Bay window moderno
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O terreno atual mede 10 mil m², soma de lotes comprados ao longo dos anos. No local exato da casa, a queda é de dramáticos 25 m – vencidos pelo portentoso muro de pedras da região, chamadas de rachão. Longos pilares de eucalipto (tratados quimicamente) sustentam o deque.
Muro de pedras
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Com a obra, o terreno ganhou um platô de 80 m² (o nível mais baixo na foto). Parte da velha construção, o bloco de tijolinhos, ao fundo, reúne um grande reservatório (na época, era comum faltar água), além de banheiros, lavanderia e cozinha – para simplificar as instalações hidráulicas.
Bloco de tijolinhos
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Lembrança de outros tempos, a entrada principal (nos fundos da construção) manteve as esquadrias quadriculadas e o mosaico de cacos.
Entrada principal
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A construção original se resumia ao piso superior (com três quartos), o mezanino e a moradia do caseiro (inferior). A mudança começou por transferir as dependências do empregado para outro lugar e escavar o solo nesse nível para encaixar duas suítes e uma cozinha.
Perfil modificado
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Note a parede curva na sala: ela oculta duas brocas da velha fundação, expostas com a escavação.
Planta inferior
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Superior e mezanino
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Em clima descontraído, e na companhia do cão Elvis, Cacá Bratke mostra ao pai as imagens que clicou da casa de campo (em breve, vão ilustrar um livro sobre a obra do arquiteto).
Família Bratke
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Carlos Bratke conta 66 anos e muita quilometragem na arquitetura. Foi presidente da Fundação Bienal de São Paulo e projetou quase 70 prédios na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, artéria pulsante da capital paulista. 1. Lajes desencontradas marcam o edifício Oswaldo Bratke, um dos primeiros projetados por Carlos na avenida Berrini, nos anos 80. 2. Em forma de L, o Rodésia, também em São Paulo, garante sol a todos os apartamentos. Projeto de 1998. 3. No Equinox (de 1996), o destaque vai para as varandas de aramado amarelo – recipiente para plantas em vasos e trepadeiras.
Grandes projetos
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Além da bancada de ardósia, o banheiro traz cacos de cerâmica envelhecida (Lepri) nas paredes e forro de chapas de OSB. Comum em tapumes de obras, nesta casa o material recebeu uma camada de impermeabilizante incolor -- para manter aparentes as fibras de madeira. "Mas tem que ter cuidado na aplicação, porque o material pode absorver água e estufar", comenta Bratke.
Banheiro moderninho
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Desenhada por Bratke, ela foi confeccionada pelo caseiro do refúgio, que é também carpinteiro. Repare nos grandes parafusos que garantem a estabilidade dos degraus e na delicadeza do guarda-corpo metálico -- detalhes como esses garantem a beleza do conjunto.
Escada escultural
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O acesso à construção ocorre pela fachada dos fundos, onde fica a porta principal. Feita de madeira com caixilhos quadriculados e vidro aramado (de segurança), ela segue inalterada.
Entrada à moda antiga
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Os pilares de tijolo que antes demarcavam os limites da construção foram mantidos. Para não destoar o arquiteto deixou todas as divisórias erguidas na reforma com aspecto semelhante: tijolo aparente. Apenas o rejunte, que antigamente era perfeitamente finalizado, ganhou aspecto mais rústico nas novas alvenarias. "Basta passar a colher de pedreiro para retirar o excesso de massa", ensina o arquiteto.
Estrutura sólida
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Dos quartos, enxerga-se um belo vale repleto de vegetação típica de montanha. Não há vizinhos muito próximos, o que garante aos proprietários um máximo de privacidade.
Clima de montanha
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Pivotantes e enormes, essas esquadrias de alumínio empregam uma tecnologia usada na construção de edifícios, chamada glaze. As chapas de vidro são fixadas na estrutura de metal com o auxílio de uma espécie de fita dupla-face de silicone. Muito aderente, o sistema dispensa outras vedações.
Portas especiais
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Em busca de espaços singelos, quase bucólicos, o arquiteto projetou uma cozinha com materiais simples: cerâmicas, tijolo aparente e concreto à mostra compõem o ambiente.
Quase caipira
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A sala de jantar é o espaço em que melhor se enxergam as placas de OBS (aplicadas no piso, nas portas de correr e no forro). Aqui, também chama a atenção a parede de pedras brutas (ao fundo). Trata-se de uma divisória que esconde duas brocas da fundação que ficaram expostas com a escavação necessária à reforma.
Profusão de texturas
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A construção de linhas retas se destaca em meio a vegetação do lugar, mantida sem maiores interferências. Ali, há desde grandes araucárias (ao fundo), a arboretas em flor, fungos e líquens. "Os muros e paredes de pedra estão ficando mais bonitos e coloridos com o passar do tempo, com várias plantinhas preenchendo suas frestas", diz Bratke.
Moldura natural
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Essa foi a escolha do arquiteto para erguer todos os muros de contenção. A rocha, comprada nos arredores da casa é extremamente comum por ali, é barata e ainda evita maiores gastos com frete.
Pedras da região
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O exuberante projeto está inserido na paisagem montanhosa de Campos do Jordão, SP.
Fachada exuberante