Vá de cimento queimado!
Cimento queimado é bonito e barato. Acerte no seu com sugestões de receitas e nossos segredos para evitar rachaduras
Por Helene Zaro Koller
O cimento queimado conquista fãs por ser uma opção rústica, elegante e, ao mesmo tempo, barata. Mas nada é tão simples: para garantir um piso sem rachaduras e outros defeitos, é preciso atentar para algumas dicas, contar com um profissional especializado e ter uma boa receita em mãos. Por isso, reunimos 23 aplicações de cimento queimado, inclusive em combinação com materiais como cerâmica, ladrilho hidráulico e madeira. Há sugestões até como revestimento de bancada e parede!
Divulgação
Nesta cozinha, o piso de cimento queimado faz bonito, aliado ao ladrilho hidráulico, que forma um tapete no centro do ambiente. O experiente empreiteiro fez uso da seguinte receita: para 4 m² (4 mm de espessura), a massa levou 1 saco de 50 kg de pó de mármore, 1 saco de 25 kg de cimento branco estrutural, 1 litro de adesivo Bianco (da Otto Baumgart) para dar liga à mistura e água até obter consistência pastosa. Sobre o contrapiso nivelado, ele dispôs filetes plásticos que servem de junta de dilatação, evitando trincas, e passou Bianco com brocha (neste caso, melhora a aderência da massa à base). Ela foi aplicada a seguir e alisada com desempenadeira de aço. No dia seguinte, uma lixa fina acabou com as irregularidades. Panos molhados cobriram a superfície por três dias. Ao tirá-los, os pedreiros lixaram o piso e passaram resina própria para pedra. Projeto de Alan Chu e Cristiano Kato.
Divulgação
O revestimento desta sala de estar é de concreto usinado comprado pronto (cimento, água e pedrisco) e dispensa contrapiso. As juntas plásticas de dilatação foram colocadas a cada 3 m. Quanto menor a distância entre elas, menor o risco de trincas. Despejado o concreto, a superfície foi sarrafeada com régua de alumínio. O bambolê (tipo de enceradeira com hélices de aço) alisou e nivelou o piso. Depois de 30 dias (cura), passaram-se três demãos de resina de poliuretano (Alinkol) com intervalos de seis horas. Projeto de José Roberto Moreira do Valle e execução da Sfera Engenharia.
Divulgação
Aqui não há contrapiso graças ao concreto usinado UFCK 25 (Betoncamp). Após ser compactado na superfície, ele foi sarrafeado com régua de aço e alisado com o bambolê. Para evitar fissuras, manteve-se o cimento molhado, retardando a cura. Nas quinas, foram instaladas barras de ferro antes de jogar o concreto. O revestimento foi cortado em quadros. Aguardaram-se cerca de 30 dias (cura) e aplicou-se nesse intervalo o tarucel, uma espuma de polietileno que delimita a profundidade dos vãos, e as juntas de dilatação de poliuretano. Uma demão de seladora acrílica e outra de verniz acrílico (ambos da Heliocolor) completaram o serviço. Projeto de Carmem Silvia Parlatore e execução da Pisoplan.
Divulgação
As juntas plásticas de dilatação foram fixadas no contrapiso nivelado. Para que ele ganhasse aderência, passou-se uma mistura de 2 kg de cimento e Bianco (Otto Baumgart) diluído em água (1:4). Uma farofa de cimento e areia média (1:3) foi despejada em quadros alternados e sarrafeada com régua de alumínio. Depois, iniciou-se a queima: uma nata grossa com 20 litros de água, 13 kg de cimento e 1 litro de Bianco foi alisada sobre a superfície com desempenadeira de aço. No dia seguinte, cobriu-se o piso com uma manta de poliéster (Isocryl), molhando-o por oito dias para ficar vistoso. A cura do concreto levou cerca de três semanas, quando se aplicaram duas camadas de resina acrílica fosca Hiper 409 (Dalle Piagge). Projeto de Nina Maria Jamra Tsukumo e aplicação do revestimento supervisionado por André Moral.
Divulgação
Sobre o contrapiso nivelado, o empreiteiro instalou juntas plásticas de dilatação (Granitorre) a cada 2 m². Ao kit pronto (Ladrilar), composto de cimento branco estrutural, pó de quartzo e pigmento terracota-claro, ele adicionou Bianco diluído em água até obter uma mistura pastosa, como uma massa corrida. Uma dica importante: a quantidade de água influi no tom do piso, por isso o ideal é fazer tudo no mesmo dia. A argamassa foi aplicada com desempenadeira de madeira e alisada com desempenadeira de aço. Cerca de quatro dias depois (cura), removeram-se as imperfeições da superfície com lixa de água nº 220. Lavou-se o piso e, para evitar manchas, passaram-se três demãos de resina acrílica Fuseprotec (Fusecolor). A cada dois meses, o piso recebe cera líquida incolor à base de silicone. Projeto de José Carlos Sérgio.
Divulgação
O engenheiro Daniel Hamermesz preparou um contrapiso nivelado e chumbou as réguas plásticas de dilatação a cada 1,50 m². Ele espalhou uma massa pastosa de areia, cimento (3:1) e água intercalando os quadrados, que foram nivelados com desempenadeira de madeira até alcançar 3 mm antes da espessura final do piso. Aguardaram-se quatro dias. A uma mistura pronta (Ladripiso) de cimento branco estrutural e pó de mármore, ele acrescentou Bianco diluído em água (1:1) até obter uma tinta, que foi aplicada com broxa sobre a superfície. No dia seguinte, com esse kit pronto e quantidades menores de Bianco e água, fez uma massa quase seca e espalhou-a sobre o piso com desempenadeira de aço. Após uma semana, passou três camadas de resina acrílica Fuseprotec (Fusecolor). Projeto das arquitetas Claudia e Virgínia Pêcego Meyer.
Divulgação
Nesta casa de praia, o cimento queimado foi o escolhido, por ser rústico e fácil de limpar. A equipe do arquiteto nivelou bem o contrapiso, deixou secar e fixou as juntas, que formaram espaços de 1 x 1 m. Antes da aplicação da massa, a superfície recebeu uma mistura de Bianco (Otto Baumgart) com cimento (1 kg para cada litro da resina). Confira a receita: mistura-se cimento estrutural branco com pó de mármore (1:1). Reserva-se um pouco desse pó e adiciona-se água até obter uma consistência macia (50 kg de cimento e 50 kg do pó cobrem 10 m², com 3 mm de espessura). Na instalação, trabalha-se um espaço por vez. A mistura de Bianco é espalhada com brocha e, depois, a massa de cimento é aplicada e nivelada com a junta, usando-se uma desempenadeira de aço. Mas cuidado: como o volume aumenta com a secagem, deve-se usar a massa com parcimônia, evitando passar o limite da junta. Então, sobre o piso úmido, polvilha-se o pó de cimento reservado e desempena-se mais uma vez. Após 24 horas do fim do trabalho, passa-se lixa fina sobre as juntas e imperfeições. Conforme o clima, mais um ou dois dias podem ser necessários antes da aplicação de resinas (acrílica ou de poliuretano) ou de ceras líquidas. Projeto de Enio Aronis.
Divulgação
Nesta casa de campo, pulou-se a etapa de preparação do cimento: foi escolhido um preparado da Fábrica de Ornatos Nossa Senhora da Penha. Na receita, que leva cerca de 15 ingredientes, optou-se por minérios de quartzo, mais resistentes que o pó de mármore. A instalação foi igual à dos pisos tradicionais: massa colocada sobre o contrapiso com nata adesiva. Os quadrados formados pelas juntas de dilatação plásticas (altura de 4 mm) têm medidas 1,50 x 1,50 m. Depois de pronto, o cimentado secou durante 15 dias antes de receber uma combinação de produtos de alta resistência da marca John Systems, que dão brilho ao piso e prometem durar até 15 anos. Projeto de Rodrigo Amaral e Carina Pederzoli.
Divulgação
A receita do piso de cimento queimado desta casa de praia seguiu os moldes tradicionais, levando cimento estrutural branco, um pouco de cimento cinza e areia branca lavada. O toque inusitado fica por conta das juntas: no lugar das conhecidas tiras de latão ou plástico, desenharam-se frisos paralelos, que enfeitam e também permitem a dilatação do material. Como fazer? Além do cimento queimado, repare que o piso exibe placas cerâmicas de 10 x 10 cm, que realçam a superfície e determinam a distância entre os frisos. A equipe do arquiteto começou demarcando a paginação, com barbantes esticados acima do nível do piso. Antes da aplicação da massa de cimento, assentaram-se as cerâmicas no contrapiso. Depois, com o cimento ainda mole, colocaram-se vergalhões de ferro para formar os frisos. As peças foram retiradas antes de a superfície endurecer completamente. Projeto de Cadas Abranches.
Divulgação
Na reforma desta casa, o banheiro, pequeno e sem janela, pedia mais espaço. A pia foi trazida para fora, sobre um aparador, e assim aproveitou-se o vão sob a escada. Para demarcar a área, o piso com cerâmicas do artista Flávio de Carvalho (Dalle Piagge) difere do restante da sala. O cimento queimado dá um toque especial ao cantinho: ele cobre a parede e esconde os tijolos deteriorados. Sobre as peças de barro aparentes, aplicou-se com brocha uma nata de cimento e adesivo para chapisco (Bianco, da Otto Baumgart). Isso protege o material e evita que esfarele. Projeto de Júlio Bouvier e Giles Castellan.
Divulgação
Este é uma boa ideia para deixar a cozinha com um ar rústico: a bancada de alvenaria recebeu cimento queimado e tampo de angelim-pedra. Essa mesma madeira está no piso presente na sala de estar. Projeto de Júlio Bouvier e Giles Castellan.
Divulgação
Na entrada desta casa, ladrilhos hidráulicos formam um par charmoso com o cimento queimado. A princípio, a instalação do cimento queimado com Pó Xadrez foi feita a olho, mas não deu certo e um especialista foi chamado para refazê-lo. Ele dá a dica: O cimento precisa ser aplicado no mesmo dia em que se prepara o contrapiso, pois ambos devem secar juntos. Ao combiná-lo com ladrilhos, assente essas peças antes, pois é o cimento que dá acabamento ao piso. Projeto de reforma de Carlos Verna.
Divulgação
A partir de uma reformulação do corredor, o banheiro se incorporou ao quarto. Para ganhar espaço, a arquiteta projetou uma esfera de concreto armado (onde depois foi instalado o chuveiro), avançando 48 cm sobre a área de circulação. Na troca dos acabamentos, opções simples e econômicas: tinta acrílica nas paredes e cimento queimado com resina no piso. Projeto de Diana Malzoni.
Divulgação
Aqui, o pedreiro preparou uma nata de consistência semelhante à de um creme de leite apenas com água e cimento, aplicou no piso e passou a desempenadeira de metal. Antes que a massa secasse, jogou o pó de cimento. Juntas de dilatação de plástico, colocadas a cada metro, isolam a movimentação dos pisos e evitam trincas. Projeto de René Fernandes Filho.
Divulgação
O cimentado amarelo da NS Brasil foi coberto com a resina CM Forte, da mesma empresa, que reduz a possibilidade de trincas. Ele foi combinado com outro piso o granilite. O resultado ficou harmônico, mas a execução foi muito difícil. Como os dois materiais são fundidos no local, foi necessário ajustá-los até que estivessem milimetricamente nivelados. Projeto de Rita Muller.
Divulgação
Depois de assentar a cerâmica, o arquiteto teve o capricho de besuntá-la com óleo de cozinha. Assim, a massa de cimento comum, misturada com Pó Xadrez verde e preto, não agrediu as plaquetas. No contrapiso, antes de fazer o cimentado, foram colocados anéis de ferro e vidro jateado blindado para embutir a iluminação. Na manutenção mensal, basta a aplicação de cera incolor, comum. Projeto de Paulo Spaniol e Jóia Bérgamo.
Divulgação
O engenheiro civil Irineu Fausto Anic aprendeu a fórmula deste piso na Alemanha e a mantém em segredo. Só diz que ela leva cimento e produtos químicos. Como acabamento, ele aplica uma resina que evita rachaduras. A aplicação também fica por conta dele. Aqui, a arquiteta Renata Pereira Barbosa fez a paginação com tábuas de ipê. A madeira tem função decorativa e encobre as juntas acrílicas de 6 mm.
Divulgação
Presente em toda a casa, o piso de cimento queimado com frisos metálicos foi executado por um especialista. A ceramista Erli Fantini, proprietária do refúgio, queria demarcá-lo com algo feito por ela mesma, por isso criou bolachas cerâmicas de 20 cm de diâmetro. As peças foram instaladas com o contrapiso e os frisos, que servem de junta de dilatação. Projeto de Roberto Lott.
Divulgação
Para resistir ao corre-corre do buldogue, o xodó da casa, privilegiou-se o cimento queimado em pisos e paredes o taco original só ficou no living, tingido de branco pelo epóxi. Repare como tom acinzentado do cimento na parede realça as cores da luminária de acrílico e das imagens da TV. Projeto de Letícia Nobell.
Divulgação
Depois de escolher a seda rústica da cabeceira e a paleta de cores do quarto de casal, a designer de interiores Luciana Penna achava que ainda faltava algo. O arremate foi dado pelo cimento queimado, que, aplicado na parede, destaca o conjunto. Um cuidado fundamental: no dia da aplicação do cimento queimado, a cabeceira precisou ser forrada com plástico para não manchar.
Divulgação
Antes da reforma, esta cozinha era pequena e muito escura. Com a eliminação da lavanderia e da parede que separava este ambiente da sala de jantar, há mais espaço e luz. Em busca de mais claridade, instalou-se um piso de cimento queimado clarinho, que é limpo apenas com pano úmido.
Divulgação
O cimento queimado é uma boa aposta para quem tem pressa de mudar e não pretende gastar muito com revestimento. Neste apartamento, tapetes de materiais naturais se encarregam de aquecer a superfície fria. Note como na sala de jantar a rusticidade do revestimento vai bem com a textura da madeira e da palhinha, presentes nas cadeiras e na mesa. Projeto de Paulo Alves.
Divulgação
Nesta sala, o cimento queimado nas paredes e no piso ganhou evidência. Para evitar trincas, há um sulco de uma parede a outra, alinhado também com o piso. Repare que o revestimento é contínuo, sem a interrupção do rodapé. O resultado surpreende pela elegância. Projeto de Alan Chu e Cristiano Kato.
.
Fechar
Curta o CASA.COM.BR no Facebook








