Use paletes, pranchas de skates e até gavetas velhas para fazer móveis
Reaproveite objetos e decore com ousadia e criatividade. As ideias vieram da mostra Morar Mais por Menos Rio e Minas Gerais
Mais graça na exposição de pequenos enfeites. Gavetas de um velho armário dispensado aterrissaram nas paredes da loja infantil. suspensas com buchas e parafusos, fazem as vezes de nichos para brinquedos e bibelôs. a ideia surgiu da imaginação dos arquitetos Francisco palmeiro, giovana eirado e evelyn steinberg, do Rio de Janeiro, que assinam o ambiente.
Antes da fixação, as peças de 20 x 23 cm foram lixadas e pintadas com duas demãos de esmalte sintético branco-neve, da suvinil. “usamos dois parafusos na parte de cima do fundo de cada gaveta. elas até aguentam algum peso, porém é melhor não sobrecarregá-las”, pondera giovana. se você pensa que a criatividade termina aí, engana-se. outra invencionice para copiar é o acabamento de bolinhas: o que à primeira vista parece papel de parede logo é desmistificado. “passamos horas colando aquelas etiquetas douradas de convite de casamento na superfície. Conseguimos o efeito desejado, sem gastar muito”, afirma Francisco.
Do mercado para a sala elegante. Ao ver alguns paletes para transporte de produtos em um supermercado, a designer de interiores Bárbara Brant, de Belo Horizonte, teve uma ideia para o móvel de apoio da Sala de Estar. “O material reciclado não precisa ficar com cara de sucata. É possível alcançar um resultado bonito, prático e de baixo custo”, defende. Com 6 m de extensão, o aparador saiu por R$ 900. Esse valor inclui 12 paletes (comprados a R$ 12 a unidade), os produtos de acabamento e o trabalho de um marceneiro. O profissional cortou cada base de madeira ao meio, deixando os módulos com 1,20 x 0,50 m – no total, são 24. “Se houver réguas estragadas, pode-se substituí-las por outras novas”, diz a designer. O marceneiro lixou as peças, suavizou as imperfeições e finalizou com uma mistura de selador (Sayerlack) e tingidor no tom castanho (Farben). A montagem do móvel não poderia ser mais simples: os itens foram apenas sobrepostos e colocados lado a lado.
Junte vários rodapés e obtenha um banco. Foi o que fizeram a designer Izabela Sanches e a arquiteta Giselle Madeira no Escritório do Dono, em Belo Horizonte. As moças ainda cobriram parte da parede com a madeira. Os rodapés de tauari (7 cm de altura, R$ 4,95 o metro, na Madeireira Paraná) foram cortados na marcenaria (Diniz e Gomes). “Aparamos de acordo com o projeto”, conta Izabela. “Ficamos com peças centrais de 2,32 m e laterais de 0,80 m, completando a extensão de 3,92 m.” As peças foram coladas e parafusadas na base, feita de compensado de 18 mm e presa no chão e na parede com parafusos. Finda a montagem, veio o acabamento. A composição foi lixada e recebeu tingidor castanho-claro (Sayerlack). Após a secagem, aplicou-se seladora de nitrocelulose. Já seca e lixada novamente, a superfície ganhou mais duas demãos de seladora. A iluminação indireta leva fitas autoadesivas de led.
O que era um tripé para plantas virou uma luminária sobre a mesa. A Sala de Almoço das designers de interiores mineiras Isabella Aguiar e Glória Gomide ganhou um lustre exclusivo, feito de um velho tripé de ferro de 1,20 m de altura, desses destinados a acomodar vasinhos. Presas na estrutura pelo soquete, com arame, dez lâmpadas leitosas, no formato globo, foram conectadas por fios elétricos e se acendem juntas. “Já que são dez, melhor que tenham baixa potência para não consumirem tanta energia”, aconselha Isabella, sugerindo o modelo fluorescente Dulux Superstar Globe, de 16 w, da Osram. Como o pé-direito nesta sala chega aos 6 m, um cabo de aço e um parafuso do tipo gancho fixam o lustre no teto. Em um ambiente com altura convencional, de 2,50 a 3 m, basta o gancho – e não deixe a luminária em uma área de passagem, para que ninguém bata a cabeça.
Estante pra lá de radical. Tábuas de skate, conhecidas como shapes, e cestinhas de bicicleta. Quem imaginaria que essa mistura inusitada daria uma bela estante? Mais do que imaginar, os arquitetos Gustavo Amorim e Danielle Bastos, do Rio de Janeiro, colocaram a ideia em prática no Estúdio do Rapaz com Academia. Suportes do tipo bico de tucano (Casa Homero) – que seguram a prancha por cima e por baixo – amparam os shapes de madeira que ficam na horizontal e servem de prateleira. As tábuas coloridas, donas de papel mais decorativo, prendem-se na parede com parafusos e buchas. “A resistência dessa estante é igual à de um modelo montado com prateleiras da mesma espessura dos shapes”, afirma Danielle. “O móvel suporta objetos e livros. Mas nunca tente subir nele”, brinca a arquiteta. As cestinhas, que aqui abrigam revistas e livros de esportes radicais, também se sustentam com parafusos e buchas. A cor escura da superfície de fundo (Tecnocimento no tom berinjela) destaca a solução despojada.
Preços Pesquisados em novembro de 2011, sujeitos a alteração
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