Trend Talks: O design comunitário em ascendência por todo o mundo

A globalização maximizou o pensamento de comunidade e todos os olhos estão voltados para o bem comum e o design comunitário

Por Lucila Vigneron Villaça • 23 de Setembro de 2016

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CASACOR Trends 2017. Design Focado na Comunidade. Da esquerda para a direita: Francois Pasquier, Rochelle Costi e Kengo Kuma.

A internet e a globalização nos colocaram em contato com pessoas de todo o planeta e isso fez com que nos abríssemos para o mundo. Estamos derrubando todas as fronteiras: de raça, de gênero, de nacionalidade. Estamos nos expandindo para muito além de nossa família e nossos países. Mas ainda que sejamos cidadãos do mundo e que transitemos por diversos segmentos das diferentes sociedades, temos a necessidade de pertencer.

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Rochelle Costi. Área de Lazer.

“O senso de comunidade e do que é comunitário está cada vez mais forte. Por isso a ocupação de espaços públicos, as festas na rua e os piqueniques na praça estão cada vez mais comuns. Os olhos se voltam para a o bem comum, e as pessoas passaram a cuidar de sua vizinhança, da praça, da rua”, diz André Alves, pesquisador de tendências.

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Rochelle Costi. Área de Lazer.

“Estamos resgatando o entendimento de que, em comunidade, conseguimos melhorar muito nossa qualidade de vida”, diz Marcelo Carnevale, que é jornalista, consultor de criação, pesquisador e host do Airbnb. Marcelo é criador do projeto “A vizinhança” em que promoveu, durante um ano em São Paulo, rodas de conversas abertas a qualquer pessoa, para que elas pudessem se escutar e assim, passassem a enxergar o outro.

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Francois Pasquier. Diner en Blanc, Filadélfia.

“Eram espaços de acolhimento, em que as diferenças eram vistas como recurso, não como ameaça. Nos ajudavam a perceber que somos todos vizinhos, e que podemos ter uma cidade mais viva, mais colorida e mais humana”, conta.

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Francois Pasquier. Diner en Blanc, Sydney.

As marcas pelo mundo que vão percebendo essa valorização da comunidade começam também a investir mais e mais no design e na cultura locais. A rede mundial de cafeterias Starbucks, por exemplo, já não quer mais lojas padrão. Há quase dois anos, a direção de design da empresa decidiu que a decoração das novas lojas devem fazer referência à comunidade em que estão inseridas. Para isso, são usados arquitetos locais ou os da rede são enviados para o local e devem morar lá por um tempo para imergir na cultura e no jeito de ser dos habitantes.

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Kengo Kuma. Starbucks da cidade de Fukuoka.

Já a Airbnb, empresa que promove a hospedagem no mundo todo, faz convenções anuais em diferentes locais para “empoderar” os anfitriões. Nesses encontros, os gerentes dão dicas aos anfitriões sobre a valorização da cultura local, para que eles possam receber melhor os hóspedes de todas as partes do mundo, uma vez que eles procuram esse tipo de serviço, em grande parte, para poder ter convívio mais intenso com os hábitos e estilo de vida da comunidade.

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Kengo Kuma. Starbucks da cidade de Fukuoka.

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