Terreno estreito rendeu um sobrado confortável e iluminado

O lote de 6 m abrigava uma velha casa que foi reformada. A obra driblou o fato de o sobrado ser geminado de um lado e ter um muro alto do outro.

Reportagem Ana Sant’Anna (texto) e Deborah Apsan (visual) | Design Júlia Blumenschein | Fotos Evelyn Müller | Ilustrações Campoy Estúdio

Vermelho, laranja ou ocre? “A primeira opção, num tom intenso”, respondeu Gabriela, quando o cunhado e arquiteto Gil Mello lhe perguntou qual seria a cor da fachada da casa dela. “Sempre gostei de vermelho e não me arrependi da escolha”, afirma a médica, proprietária deste sobradinho em São Paulo. Mas, antes dessa decisão e do final da obra, muita água rolou.

Como a moradora encontrou esse sobrado

 

“Queria uma casa de três quartos, com quintal”, conta a moça. Ela encontrou o que procurava, porém o imóvel pedia uma reforma radical. Além de deteriorado, era geminado de um lado e fcava num terreno em declive, estreito e comprido. A proporção do lote (6 x 25 m) não foi o maior problema, e sim a impossibilidade de abrir janelas numa das laterais e a presença de um paredão de 6 m de altura na outra delimitando o vizinho. A solução? “Fazer um jardim vertical nesse muro e posicionar a maioria das janelas e portas na fachada ao lado dele”, diz Gil, autor do projeto com as sócias, Fernanda Neiva e Fernanda Palmieri. Assim, depois de inverter os corredores internos da casa, os ambientes se voltaram para essa face ventilada e iluminada.

O processo da reforma

 

Durante um ano e meio de obra, surgiram três questões mais demoradas e dispendiosas que o planejado. Uma delas, embora amparada na legislação, foi alvo de muita negociação com o vizinho: a criação de uma passagem para as águas pluviais no terreno dos fundos. “Com 22% de declive, ou seja, 2,80 m, o lote não permite a devolução da água da chuva para a rua de acesso à casa”, diz o arquiteto. Ampliar o subsolo e construir o solário também deu trabalho. No primeiro caso, a descoberta de um espaço vazio atrás da parede da lavanderia estimulou a proprietária a montar uma sala de TV. Para isso, foi preciso retirar a terra ladeira acima, lata por lata. Já a construção do solário exigiu a remoção do telhado e a impermeabilização da laje. Meses depois de terminada a obra, outra surpresa. “Fábio, meu namorado, veio morar comigo. Ele participou de todo o processo, mas quis que eu fzesse tudo como sonhava”, conta Gabriela.

Evelyn Müller

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<p> A fachada dos fundos do sobrado.</p>
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