Sofá antigo é reformado com tecido sustentável
Era um dia de trabalho como outro na vida da editora visual Zizi Carderari até ela avistar um sofá modelo chesterfield largado na rua.
Reportagem Visual Zizi Carderari Fotos Marco Antônio Texto Lucila Vigneron Villaça
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Inconformada com o descaso com uma peça tão bacana, deixada sob uma árvore no
bairro paulistano da Vila Madalena, Zizi não pensou duas vezes. Pedi ao motorista
que o levasse para o estúdio do fotógrafo e fui atrás de um estofador para reformá-lo,
conta. Ponto para ela, que tirou da rua um móvel em estado razoável e que certamente se degradaria até ser jogado em algum lixão se ali continuasse e o reciclou usando apenas dois recursos: um tecido novo e o trabalho de um bom profissional. Fim da história? Não, apenas o começo de outra. Para afiná-lo com os princípios da reciclagem, Zizi fez questão de revesti-lo com um tecido sustentável, um algodão produzido com retalhos da indústria de malharia de Blumenau, SC. À equipe do tapeceiro coube a reforma do estofado, que incluiu a troca das molas, das espumas e dos pés. Além disso, eles refizeram o delicado serviço do acabamento capitonê. Lindo e renovado, o sofá está preparado para continuar sua jornada, levando beleza e aconchego a uma nova moradia.
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Quanto custou:
16 m de tecido Eurofios
(à venda na Aladim) R$ 560,00
Mão de obra (Pérola Negra) R$ 1 800,00
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Para remeter ao cenário onde o sofá foi encontrado, Zizi escolheu como pano de fundo um biombo Charles Eames (Artesian) com adesivos de Pedro Setúbal. Para produzir o tecido (tweed cáqui) que reveste o sofá, a Eurofios compra o descarte de mais de 2 mil confecções. Louças do Estúdio Manus e mesa de centro da Arterix.
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