Reforma da chácara à beira da represa

Uma reforma nesta chácara criou novas acomodações, reconfigurou os espaços de lazer e conquistou a paisagem.

Reportagem Joana L. Baracuhy (texto) e Mayra Navarro (visual) | Design Joana Resek | Fotos Luis Gomes

Matéria publicada em Arquitetura & Construção #308 - Dezembro de 2013

Faz tempo que as águas calmas e o horizonte largo da represa de Americana, SP, atraem interessados em desfrutar de um ambiente sereno a poucos quilômetros de São Paulo. Adeptos dos esportes aquáticos também são frequentadores. A família dos proprietários desta chácara se encaixa nos dois perfis: visita a região há décadas e pratica com entusiasmo o esqui na água. Sua única difculdade até alguns anos atrás eram as instalações desconfortáveis e antiquadas, resumidas a duas casas com estilos bem diferentes. Foi então, em 2008, que a vontade de ampliar e renovar a construção tornou-se um fato pelas mãos da arquiteta paulista Kika Camasmie. Conhecida dos clientes, ela se propôs a transformar o lugar, conferindo-lhe sobretudo unidade. E assim fez: após uma obra extensa, que levou mais de dois anos, pouco ficou de pé. Daquilo que estava implantado nos 10 mil m2, apenas a piscina permaneceu (mas teve todo o entorno remodelado).

 

Luis Gomes

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<p> A construção se organiza em blocos que escalam o terreno íngreme a partir da margem da represa. Neste nível, apenas a piscina foi mantida, agora com borda de arenito. O deck, ampliado, abriga sauna e sala de ioga. Ao fundo, no alto, as casinhas de convidados.</p>
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A casa no alto do lote reduziu-se à estrutura e uma segunda foi erguida mais abaixo, equipada com espaços de lazer e convivência, tais como sauna, sala de ioga e churrasqueira. Por fim, surgiram ainda dois chalés para hóspedes. “Os clientes não queriam um resultado moderno demais, por isso alternei partes cobertas com laje e outras com telhadinho”, diz Kika. Quanto aos acabamentos, o complexo ganhou coesão pela repetição de três elementos: cimento queimado branco, madeira e pedra natural, em diferentes versões. Para um efeito simples e acolhedor, a arquiteta elegeu o versátil arenito – ora em chapas, ora bruto – para pisos, bancadas e paredes. Resistente, o cumaru também deu um toque natural a decks, pergolados e esquadrias, ponto forte da obra. Sempre do piso ao teto, as portas e janelas estão por todo lado. “Trabalhei para que, de qualquer local da casa, estivesse ele no alto ou embaixo, os proprietários pudessem ver a represa toda vez que se recostassem para relaxar”, explica Kika. Afnal, trata-se do principal atrativo do lugar.

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