Projeto americano propõe espaços integrados em casa de 205 m²
Cenário único: esta casa em Phoenix, EUA, privilegia a integração dos espaços. Para isso, o arquiteto aboliu as paredes internas e unificou os acabamentos
Por Vera Barrero Fotos: Bill Timmerman
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O desenho exterior da construção permanece o mesmo. Mas o interior foi totalmente remodelado pelo arquiteto americano Michael P. Johnson - professor da Frank Lloyd Wright School of Architecture (também em Phoenix). Ele removeu várias divisões da moradia térrea dos anos 50 e reorganizou a planta de 205 m², adaptando-a ao estilo de vida de Marika, profissional do corpo de bombeiros que vive sozinha. Na fachada sul, uma parede com pequenas janelas foi substituída por painéis de vidro de ponta a ponta. Marika tinha um orçamento enxuto e assumiu a direção da obra, negociando os custos com os fornecedores. A escolha dos acabamentos considerou a economia, mas a preocupação de Michael era unificá-los: "Eu sempre limito a paleta de materiais para passar uma ideia de coesão. Apliquei cerâmica italiana, mais barata, na casa toda". Outro recurso foram os painéis metálicos galvanizados, que cobrem as paredes externas e o teto do interior. Se você gostou da fachada transparente, visite nossa galeria que traz outras 30 de fachadas de vidro.
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Na entrada social, a porta pivotante é de vidro temperado. A cerâmica italiana, da Ceramiche Caesar, vai do hall de entrada aos quartos e amarra os ambientes. Projeto de Michael P. Johnson.
Na fachada, a parede mais baixa, pintada de cinza, corresponde a um nicho na sala local onde a moradora colocou o aparelho de TV. Um mosaico de vidro colorido, feito por um artista local, rasga o alto da parede e leva luz à sala. Projeto de Michael P. Johnson.
Na fachada sul, uma parede com pequenas janelas foi substituída por painéis de vidro de ponta a ponta: Ganhamos luz e conectamos sala, cozinha e quintal, diz o arquiteto Michael P. Johnson.
Com desenho corrugado (ondulado), as placas metálicas que revestem parte da fachada reaparecem no forro da área social, ajudando a formar um cenário neutro para a coleção de mobiliário mid-century da moradora (peças do meio do século 20). Projeto de Michael P. Johnson.
As luminárias seguem a pista do bom e barato. Na maior parte da casa, o arquiteto Michael P. Johnson usou trilhos de metal aparentes fixados no teto (RUUD Lighting). Na cozinha, bancada de Corian (DuPont).
Planta baixa de casa de 205 m² que privilegia a integração dos espaços: o arquiteto Michael P. Johnson aboliu as paredes internas e unificou os acabamentos.