Cores nas paredes: 12 nuances para você se inspirar

Se as paredes de sua casa pedem mais vida, mas falta coragem para pintá-las, esta matéria foi feita para você. Conheça 12 nuances imperdíveis eleitas por eles, da redação.

Reportagem Visual Aldi Flosi, Edson G. Medeiros e Olivia Canato (assistente) | Texto Letícia de Almeida Alves | Fotos Evelyn Müller | Ilustração Yulia Brodskaya

*Antes de comprar a tinta citada, verifique o tom no catálogo do fabricante. a impressão da revista altera a cor original.

Evelyn Müller

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<p> Autora das delicadíssimas ilustrações de efeito tridimensional que estampam esta reportagem, a russa Yulia Brodskaya usa a técnica do quilling – trabalho com tiras de papel e cola conhecido na Europa desde a Renascença, quando era realizado por monges para adornar objetos religiosos.</p>
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Mistura cria aconchego

 

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Entusiasta do uso das cores na decoração, a designer de interiores Neza Cesar elegeu uma mistura inusitada para sua sala de TV. “Um goiaba-fechado cobre as paredes, um turquesa, a estante, e um hortênsia com leve toque de magenta, as boiseries”, conta. Para quem acha que a experiência de Neza torna a mudança mais fácil, é um alívio saber que até ela leva um tempo para se acostumar com novas cores. Afnal, elas mexem com as sensações. “Num primeiro momento, a sala me provocou certa estranheza. Mas, depois de três dias, eu estava completamente apaixonada pelos tons.”

Rosa traz vibração feminina

 

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Ponto central da sala de estar da arquiteta Luzia Ralston CR, a lareira de alvenaria passou quase despercebida enquanto esteve pintada com o mesmo branco das paredes e do forro. “Ela era um desejo antigo meu e foi uma das poucas intervenções que realizei em minha casa”, conta. Pensado com tanto carinho, esse elemento merecia destaque e, para isso, Luzia e sua sócia, a arquiteta Fabiana Rocha, até saíram da linha que costumam seguir em seus projetos. “Preferimos tons neutros e apagados. Mas, para ressaltar a lareira, apostamos numa cor quente e descontraída”, diz Luzia.

Pigmentos bem acesos

 

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Tons gritantes tingem o filme Volver, de Pedro Almodóvar (2006), com Penélope Cruz.

Atrelados ao mundo digital e à alta voltagem dos novos tempos, eles surgem combinados ao branco e ao preto. “Para 2013, acredito nas pinceladas de tangerina, menta e rosa-choque”, diz o arquiteto e consultor de cores da Tintas Futura, Carlos Galbe. “O efeito mutante do verde-limão, que se transforma conforme a luz, é o ponto alto entre os vibrantes”, explica Ana Kreutzer, consultora de tendências da Suvinil. “As cores alegres e puras passam a sobrepor os cinzas, tão presentes até então”, destaca Deise de Melo, analista e estilista de cores da Lukscolor. Ao lado, veja nossas apostas entre as tonalidades da família dos matizes vibrantes.

Cozinha laranja e pink

 

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Em um apartamento onde as paredes têm enorme destaque – papéis de diversos padrões revestem a área social –, a cozinha não poderia fcar imune à cor e ao grafsmo dos outros ambientes. Com ladrilho hidráulico estampado no piso, o ambiente, antes branco, pedia cores apetitosas. “Fiz 37 testes até chegar à combinação quente de laranja e rosa”, diz a arquiteta Luciana Castro. Ela acha importante investir nos experimentos prévios e analisar o tom na parede durante o dia e à noite para não ter surpresas. “A iluminação muda completamente as tonalidades”, enfatiza.

Tom certo para envolver

 

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O azul-acinzentado, que cobre boa parte das paredes da área social deste apartamento de 70 m², surgiu dos tons que desenham os azulejos da bancada (modelo Retrô Azul, da Pavão Revestimentos). “Gosto do recurso de uniformizar o visual das superfícies. Procuro não fragmentar o ambiente colorindo-as isoladamente”, afrma o arquiteto Gustavo Calazans. Segundo ele, apesar de ter usado um matiz frio, o resultado fcou acolhedor. “Não é uma opção comum para cozinhas. Mas, neste caso, a cor cria volume e abraça todo o espaço, além de se casar bem com outros materiais.”

Cores frias e aveludadas

 

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Tendência: o azul-enevoado de Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton (2010).

As nuances frias em voga no momento são difusas, difíceis de definir e mescladas. “Costumo chamá-las de entrecores, ou seja, tons de transição cromática que existem entre cores puras, como o azul e o violeta”, explica Ana Kreutzer. “Até os cinzas, tão na moda, começam a ficar cada vez mais azulados”, comenta a norte-americana Lisa White, editora-chefe do portal de estilo WGSN-Homebuildlife. “Os azuis-índigos firmes, que surgem como tendência, são fáceis de combinar a tons metálicos e cítricos”, diz Benito Berretta, diretor de marketing da Coral. À direita, nossas preferências dentro da gama fria.

Cinza de gente crescida

 

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A marcenaria reta e multiúso e um tom de cinza médio substituíram a antiga decoração infantil, composta de poucos móveis e brinquedos por toda parte, no quarto de um pré-adolescente de 11 anos. A nova composição, apoiada em matizes neutros, resultou em um ambiente mais maduro, que agradou em cheio o dono do espaço. “Os cinzas aparecem com intensidades diferentes nos móveis e na parede e cores mais vibrantes fcam destinadas a poucos objetos e acessórios”, conta a arquiteta Eloise Pucci, autora do projeto.

Nuance boa para descansar

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No apartamento de um escritor que aprecia o mobiliário dos anos 1920, um verde aconchegante percorre todas as paredes da área de 85 m². O morador, que já havia se apaixonado pelo tom antes mesmo da reforma, pediu aos arquitetos Adine Woda e Arthur Ferreira que criassem uma composição harmônica entre os móveis queridos e a cor. “Desenhamos um lambri branco de 1,10 m de altura para o quarto com o objetivo de não deixar a decoração carregada”, diz Adine. O elemento também cumpre o papel de enfatizar a aura de “casarão”, como era desejo do morador.

Matiz com perfume antigo

 

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Nostálgico e apaixonado pelos anos 1940 e 50, o estilista Paulo Spazzapan contou com a ajuda da designer de interiores Karina Arruda na escolha da cor para colorir seu ateliê, onde ele também dá aulas de ilustração de moda. “Na pesquisa de tons, levei em conta a personalidade do Paulo, que se identifca com a aura romântica dessas décadas”, explica ela. “Ele me pediu um rosa como o das cartolinas antigas.” O mobiliário, quase todo assinado por Karina, segue a paleta delicada. Já os tons vibrantes, como o vermelho e o amarelo, apenas salpicam o ambiente de forma sutil.

Tons pastel e luminosos

 

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Cores pastel vibrantes permeiam o filme Maria Antonieta, de Sofia Coppola (2006).

Eles deixaram de ser tão apagadinhos e estão por toda parte. Na moda, foram batizados de candy colors porque lembram o colorido de marshmallows e amêndoas confeitadas. Na decoração, remetem às nuances das cozinhas dos anos 1950. “É a versão mais encorpada dos verdes, azuis e rosas dos azulejos, eletrodomésticos e laminados da época”, afirma a norte-americana Carol Derov, diretora do Color Marketing Group, da Sherwin-Williams. Nós, da redação, elegemos as quatro cores ao lado como as mais bacanas dessa turma pelo frescor, pela luminosidade e pela alegria que trazem às paredes.

 

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