Os vencedores de O Melhor da Arquitetura
Em sua segunda edição, o prêmio O Melhor da Arquitetura, promovido pela revista Arquitetura & Construção, premiou 19 projetos entre os 296 inscritos e fez menção honrosa a dois escritórios. Saiba quem foram os jurados da premiação e como foi a festa no Memorial da América Latina
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Categoria Intervenção Urbana: Parque da Juventude, em São Paulo, de Gian Carlo Gasperini, Luiz Felipe Aflalo Herman e Roberto Aflalo Filho. Divididos em dois setores, os assustadores pavilhões do conjunto prisional do Carandiru ganharam nova função por meio deste projeto, desenvolvido para um concurso promovido pelo governo estadual e concluído em 2007.
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Categoria Intervenção Urbana: Parque da Juventude, em São Paulo, de Gian Carlo Gasperini, Luiz Felipe Aflalo Herman e Roberto Aflalo Filho. Agora, os 35 mil m² de área construída abrigam quadras, ginásio, centro de exposições, auditório, teatro, piscina e museu de esportes, entre outras atividades. Um eixo central, ao longo do qual se distribuem os equipamentos externos do parque (concha acústica, quiosques e lagos), liga os dois setores. No restante do terreno, que soma mais de 230 mil m², adensou-se a vegetação para dar origem a um grande parque com trilhas que cruzam a mata.
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Gian Carlo Gasperini, Luiz Felipe Aflalo Herman e Roberto Aflalo Filho comandam o escritório paulista Aflalo & Gasperini Arquitetos. Criado em 1962, é um dos mais antigos do país.
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Categoria Retrofit: Hamburg Süd, em Santos, SP, de Ivo Wohnrath e Sérgio Athié. A recuperação deste armazém de 3 mil m2 (construído no final do século 19, próximo ao porto) faz parte de um programa de incentivo à revitalização do centro histórico promovido pela prefeitura. A fachada e o telhado foram preservados e restaurados por mão de obra especializada, enquanto o interior, completamente reformado, recebeu as instalações da empresa de transporte marítimo.
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Categoria Retrofit: Hamburg Süd, em Santos, SP, de Ivo Wohnrath e Sérgio Athié. Para configurar os três andares e um subsolo, criaram-se novas lajes afastadas das paredes da fachada, elas não interferem no desenho original da construção, tombada pelo Patrimônio Histórico. Espaços de trabalho abertos demandaram materiais com alta eficiência termoacústica.
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Ivo Wohnrath e Sérgio Athié especializaram-se no segmento de arquitetura corporativa e mantêm o escritório Athié Wohnrath Projetos e Gerenciamento, presente em São Paulo e no Rio de Janeiro.
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Categoria Edifícios Institucionais Educação: Escola Estadual Jardim Tatiana, em Votorantim, SP, de Jonathan Davies, João Sodré e Alvaro Puntoni. Periférico, este terreno possibilitou uma ocupação diferente daquela usualmente adotada em lotes inseridos em regiões centrais. A implantação, num eixo perpendicular à rua e voltada para a paisagem, tira proveito da topografia para alcançar vistas do vale e do bosque.
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Categoria Edifícios Institucionais Educação: Escola Estadual Jardim Tatiana, em Votorantim, SP, de Jonathan Davies, João Sodré e Alvaro Puntoni. Por outro lado, a rampa que articula os dois blocos da construção (um reúne as salas de aula, os estúdios e a biblioteca; o outro abriga a quadra) oferece um panorama dos espaços internos. Ao lado de amplas aberturas que propiciam ventilação natural, trabalhou-se com brises de madeira certificada para atenuar a incidência de sol e chuva e quebrar a rigidez do concreto pré-moldado.
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Jonathan Davies, João Sodré e Alvaro Puntoni formam o Grupo SP, escritório paulista que aposta na flexibilidade para trabalhar com colaborações e parcerias conforme o projeto a ser desenvolvido.
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Categoria Edifícios Insitucionais Cultura: Centro Cultural de Araras, SP, de Bruno Vitorino, Renato Dalla Marta, André Dias Dantas, Fernando Botton e André Maia Luque. Vencedor de um concurso organizado em 2003 pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-SP) e pela Fundação Bienal para a requalificação da antiga estação ferroviária da cidade (que se encontrava desativada), este projeto transformou dois armazéns em auditório e sala de exposições.
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Categoria Edifícios Insitucionais Cultura: Centro Cultural de Araras, SP, de Bruno Vitorino, Renato Dalla Marta, André Dias Dantas, Fernando Botton e André Maia Luque. Uma nova estrutura integra e valoriza as construções remanescentes: dela fazem parte o bloco dos ateliês, a biblioteca e a cobertura do espaço de convivência. No centro, o local destinado a atividades artísticas acompanha um espelho-dágua que percorre toda a extensão da plataforma, resgatando a memória de um elemento tão significativo para o desenvolvimento e a história da cidade.
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Bruno Vitorino, Renato Dalla Marta, André Dias Dantas, Fernando Botton e André Maia Luque fundaram em 2002 o escritório paulista AUM Arquitetos, que atua em todos os segmentos de projeto e passou por um acentuado processo de crescimento nos últimos anos.
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Categoria Edifícios Institucionais Saúde: Fleury Medicina Diagnostica, em São Paulo, de Luiz Fernando Rocco e Fernando Vidal. A Unidade Itaim conta com amplos espaços e luminosidade natural, regulada por brises. Graças à adoção da estrutura metálica, o tempo de obra foi reduzido (quatro meses). O prédio apresenta soluções para a economia de água, como reúso, caixas acopladas e torneiras com temporizador.
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Categoria Edifícios Institucionais Saúde: Fleury Medicina Diagnostica, em São Paulo, de Luiz Fernando Rocco e Fernando Vidal. Na ambientação, destaca-se uma obra de arte permanente assinada pelos artistas Ary Perez e Denise Milan, assim como poemas, fotografias, painéis, móbiles, pinturas e frases de autores famosos, que ficam expostos pelos andares. Modernidade, humanização, interatividade, bem-estar e comodidade nortearam a proposta, que busca promover uma ref lexão sobre a gestão de saúde.
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Luiz Fernando Rocco e Fernando Vidal dirigem o escritório paulista Rocco Arquitetos Associados, cuja atuação inclui gerenciamento de obras.
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Categoria Edifícios Institucionais Lazer: Complexo Esportivo Clube Pinheiros, em São Paulo, de Jayme Lago Mestieri. Da construção original, sobrou apenas uma grande laje de 120 x 15 m que define um eixo para as áreas de estar, de lazer, o restaurante e as piscinas externas. O circuito, rico em usos e ambientes, inspira-se nos resorts e grandes hotéis contemporâneos: reúne um bar externo, uma prainha e um gazebo climatizado.
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Categoria Edifícios Institucionais Lazer: Complexo Esportivo Clube Pinheiros, em São Paulo, de Jayme Lago Mestieri. Houve também ajustes no fluxo operacional. Antes superdimensionada, a cozinha foi dividida em seções, o que facilita o funcionamento simultâneo de dois bufês, lanchonete, bar e restaurante, agilizando o atendimento aos associados. Decks de madeira, revestimentos de pedra e pastilhas artesanais marcam o acabamento.
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Jayme Lago Mestieri comanda o escritório que leva seu nome, em São Paulo. Casas, restaurantes, lojas e empresas fazem parte de seu portfólio, assim como trabalhos de cenografia.
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Categoria Edifícios Comerciais ou de escritório até 4 pavimentos ou 500 m²: Atelier de Arquitetura, em Mogi das Cruzes, SP, de Frederico Zanelato. Para vencer o desnível do terreno sem derrubar nenhuma árvore, esta construção de 70 m² apoia-se em quatro pilotis e parece f lutuar sobre a serra do Itapeti. Na face nordeste, voltada para a mata, o bloco de 8 x 8 m traz caixilhos envidraçados que integram os espaços internos e externos.
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Categoria Edifícios Comerciais ou de escritório até 4 pavimentos ou 500 m²: Atelier de Arquitetura, em Mogi das Cruzes, SP, de Frederico Zanelato.Já na fachada sudoeste, destaca-se o volume vertical da caixa-dágua, que abriga o lavabo e a copa. Por fora, ele recebeu chapisco grosso e tinta branca. No verso, emboço com pintura preta. Outros materiais simples e de baixo custo, que dispensaram mão de obra especializada, também foram utilizados: piso de cimento queimado e painéis de tábuas de demolição.
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Frederico Zanelato é sócio do escritório Frederico Zanelato Arquitetos, em Mogi das Cruzes, SP, do qual fazem parte Fernanda Midori Kano, Regina Sesoko e Guilherme Bravin.
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Categoria Edifícios Comericiais ou de Escritório acima de 4 pavimentos ou 500 m²: Centro Tecnológico Mahle, em Jundiaí, SP, de Roberto Loeb. O formato circular deste edifício de 125 mil m2 acompanha a topografia do terreno, situado numa reserva florestal de mata Atlântica. Preocupado em fundir os ambientes à paisagem e trazer luz natural, o projeto aposta em amplos painéis de vidro amparados pelas estruturas pré-moldadas de concreto e metal.
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Categoria Edifícios Comericiais ou de Escritório acima de 4 pavimentos ou 500 m²: Centro Tecnológico Mahle, em Jundiaí, SP, de Roberto Loeb. Para sombrear os andares, com pés-direitos de 6 a 20 m, entram em cena os trechos metálicos pintados de branco. Outros recursos oferecem conforto aos ambientes, como os brises que protegem as fachadas da incidência direta de sol e as coberturas dotadas de grandes espelhos-dágua. Eles mantêm a umidade do ar e diminuem a temperatura interna em cerca de 3º C.
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Roberto Loeb divide com Luis Capote, desde 2004, a sociedade do escritório paulista Roberto Loeb e Associados. Autores de diversas obras residenciais e comerciais, eles também atuam na área de projetos sociais.
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Categoria Escritórios e Agências - Escritórios: Glem, no Rio de Janeiro, de Ivo Mareines e Rafael Patalano. Construído sob a arquibancada do Estádio de Remo, na lagoa Rodrigo de Freitas, este escritório de 350 m² aproveitou uma área exígua e sem uso desde o fim dos Jogos Pan-americanos na capital carioca. Lajes de concreto pré-moldado dividiram o espaço em três níveis, ligados visualmente pela escultura de eucalipto laminado e bambu instalada no vazio central.
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Categoria Escritórios e Agências Escritórios : Glem, no Rio de Janeiro, de Ivo Mareines e Rafael Patalano. A circulação vertical acontece pelas escadas curvas de concreto e a horizontal pela passarela de vidro instalada no segundo pavimento.
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Categoria Escritórios e Agências Escritórios: Glem, no Rio de Janeiro, de Ivo Mareines e Rafael Patalano. Nos ambientes, o equilíbrio de volumes e de materiais continua. Forros de gesso embutem a fiação elétrica e a iluminação, enquanto portas e divisórias são marcadas pela marcenaria personalizada.
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Ivo Mareines e Rafael Patalano criaram o estúdio de arquitetura e urbanismo Mareines + Patalano, no Rio de Janeiro, em 2001.
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Categoria Escritórios e Agências Agências: Leo Burnett, em São Paulo, de Claudia Nucci, Valério Pietraróia e Sergio Camargo. Encomendado para expandir a sede brasileira da agência americana de publicidade, este projeto transformou dois edifícios num conjunto único de 2 400 m2. Os ambientes ganharam uma pitada de descontração para tornar o dia a dia aprazível, a exemplo do térreo ajardinado, pensado como uma praça de convivência conectada à rua.
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Categoria Escritórios e Agências Agências: Leo Burnett, em São Paulo, de Claudia Nucci, Valério Pietraróia e Sergio Camargo. Para chegar a esse nível vindo da recepção, no subsolo, percorre-se uma escada com espelho-dágua. Estruturas metálicas e vidro conectam os pavimentos, e quando há divisórias elas são transparentes. Mais exemplos de informalidade: as salas dos vice-presidentes ocupam áreas de passagem e, na cobertura, salas de reuniões foram tratadas como galerias.
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Claudia Nucci, Valério Pietraróia e Sergio Camargo formaram-se na FAU/USP em 1991 e criaram o NPC Grupo Arquitetura, de São Paulo.
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Categoria Hotelaria: Colônia de Férias do Sesc, Bertioga, SP, de Rita de Cássia Alves Vaz e Christina de Castro Mello. Espaços fluidos, ventilação estratégica e materiais tradicionais reorganizaram o hotel erguido em 1948 e nortearam a construção dos novos pavilhões com estrutura e laje de concreto e paredes de alvenaria. Além de ampliar parques, jardins e caminhos de pedestres, eliminou-se o corredor central para que os apartamentos se abrissem para a paisagem do terreno de 410 mil m².
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Categoria Hotelaria: Colônia de Férias do Sesc, Bertioga, SP, de Rita de Cássia Alves Vaz e Christina de Castro Mello. O acesso às unidades acontece pelas varandas privativas, dotadas de telhasvãs, janelas baixas e piso de pedras elementos da casa caiçara. Nos quartos com tetos inclinados, destaque para o efeito chaminé: o ar fresco entra pelas janelas baixas e o quente sai pela abertura alta oposta.
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Rita de Cássia Alves Vaz e Christina de Castro Mello dirigem o escritório Teuba Arquitetura e Urbanismo, em São Paulo.
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Categoria Bares e Restaurantes - Bares: Café Estação Ciência, em São Paulo, de Fernando Felippe Viégas, Fábio Rago Valentim, Cristiane Muniz e Fernanda Barbara. Esta caixa leve e transparente de 60 m², instalada numa antiga plataforma de embarque de trem, valorizou o Centro de Difusão Científica do CNPq e da USP, tombado pelo município em maio de 2009.
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Categoria Bares e Restaurantes - Bares: Café Estação Ciência, em São Paulo, de Fernando Felippe Viégas, Fábio Rago Valentim, Cristiane Muniz e Fernanda Barbara. O conjunto parece estar solto do chão, pois a estrutura metálica (17 x 2,40 m) fica apoiada em apenas dois blocos de fundação. Todos os painéis de vidro se abrem, favorecendo a ventilação cruzada. Nos três lados com maior incidência de sol, brises metálicos controlam a intensidade de luz. Note que o pé-direito é relativamente baixo, com 2,40 m, para que a construção interfira o mínimo possível no entorno e a luz natural possa passar por cima da estrutura do café.
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Fernando Felippe Viégas, Fábio Rago Valentim, Cristiane Muniz e Fernanda Barbara compõem o Una Arquitetos, fundado em 1995, em São Paulo. Do portfólio, constam edifícios residenciais, comerciais, espaços culturais e estudos urbanísticos.
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Categoria Bares e Restaurantes Restaurantes: Kaá, em São Paulo, de Arthur Casas. O lote estreito ganhou profundidade com o jardim vertical que se estende praticamente por todo o restaurante de 798 m2. Ladeado por um espelho-dágua, esse muro com espécies típicas da mata Atlântica é entrecortado pela estante de madeira que demarca o bar central rebaixado.
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Categoria Bares e Restaurantes Restaurantes: Kaá, em São Paulo, de Arthur Casas. Na frente dele, está o mezanino dedicado à área vip. O pé-direito duplo acentua os planos verticais e revela a estrutura metálica aparente da edificação. Em alguns trechos, o teto tem forros fixos de madeira. Já em outros, há uma cobertura retrátil de lona, que permite degustar os pratos ao ar livre. A seleção de revestimentos, como palha, madeira, pastilha e pedra, arremata a atmosfera descontraída.
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Arthur Casas é sócio do Studio Arthur Casas Arquitetura e Design, com escritórios em São Paulo e Nova York.
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Categoria Lojas e Showrooms: Hermes Ebanesteria, em Belo Horizonte, de Ângela Roldão. Na reforma desta loja de móveis, objetos e assoalhos de madeira, o piso de cimento queimado foi restaurado, a estrutura metálica e as tubulações permaneceram aparentes. Parcialmente descascadas, as paredes agora mais discretas deixam que as obras de arte roubem a cena. O projeto, que uniu o showroom à oficina de criação, trabalhou com ambientes generosos e limpos, marcados por forros de madeira e de gesso.
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Categoria Lojas e Showrooms: Hermes Ebanesteria, em Belo Horizonte, de Ângela Roldão. Para impressionar desde a entrada, as portas de alumínio e vidro deram lugar a um modelo imponente de teca de 4,70 m. Nos fundos, o destaque é o deck acompanhado por um jardim virtual composto de formigas de madeira e passarinhos de arame.
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Ângela Roldão é autora de projetos residenciais e comerciais. Atuante desde 1981, abriu o escritório Ângela Roldão Arquitetura em Belo Horizonte há cerca de dez anos.
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Condomínios Residenciais acima de 3 mil m² ou mais de 5 pavimentos. Vale dos Cristais, em Nova Lima, MG, de Gustavo Penna. Concluído em 2007, o empreendimento próximo da capital mineira se destaca pela maneira original e harmoniosa com que se insere na paisagem montanhosa. Os edifícios se espalham pelos 28 mil m2 do terreno e ocupam predominantemente locais onde era desnecessário fazer cortes e aterros, reduzindo o impacto ambiental.
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Condomínios Residenciais acima de 3 mil m² ou mais de 5 pavimentos. Vale dos Cristais, em Nova Lima, MG, de Gustavo Penna. Cada um dos prédios é cercado de áreas verdes e possui lajes ajardinadas sobre as garagens, além de pavimentação com piso permeável. Nota-se ainda o predomínio de materiais naturais, como madeira, pedra e tijolo. Um controle rigoroso das portarias e das vias de circulação garante a segurança do condomínio, conhecido pela exclusividade.
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Gustavo Penna é um dos profissionais mais consistentes da arquitetura brasileira. Está à frente do escritório Gustavo Penna Arquiteto & Associados, em Belo Horizonte, há 35 anos.
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Categoria Condomínios Residenciais até 3 mil m² ou 5 pavimentos. Box House, em São Paulo, de Yuri Vital. Dezessete moradias de 46 m² cada uma compõem este conjunto habitacional popular. Formas limpas, funcionalidade e baixo custo são os trunfos do projeto, que reúne casas de dois andares com garagem e área de lazer. Implantadas lado a lado num terreno de 1 011 m², as unidades têm orientação solar favorável e esquadrias amplas na medida para potencializar o aproveitamento da iluminação natural e gerar economia de energia.
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Categoria Condomínios Residenciais até 3 mil m² ou 5 pavimentos. Box House, em São Paulo, de Yuri Vital. Para reduzir a quantidade de concreto na obra, e assim baratear a construção, todas as paredes foram levantadas com alvenaria estrutural. O calor também não é problema: telhas comuns sobre a laje de cobertura evitam o aquecimento excessivo dos ambientes internos.
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Yuri Vital nasceu em 1980 e se formou pela FAU-Mackenzie, de São Paulo. Colaborou com Hector Vigliecca e Carlos Bratke. Desde 2006, comanda seu próprio escritório, o Yuri Vital Arquitetura.
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Categoria Residencial Praia: Casa Trancoso, no litoral sul da Bahia, de Roberto Migotto. Em meio ao vilarejo histórico, este projeto conjuga materiais rústicos e recursos eficientes para driblar o calor. Vidro e madeira desenham a construção de 850 m², beneficiada por grandes aberturas que captam a luz natural e propiciam a ventilação cruzada, dispensando ar condicionado. Outra solução ajuda no controle da insolação: todo o pergolado sobre os decks é composto de aletas articuladas, garantindo clima sempre agradável no interior.
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Categoria Residencial Praia: Casa Trancoso, no litoral sul da Bahia, de Roberto Migotto. Os revestimentos foram escolhidos visando o conforto acústico: painéis e esquadrias de madeira, forro de fibra natural e piso de resina. Em dias e noites quentes, a piscina e o terraço na cobertura são puro deleite.
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Roberto Migotto comanda o escritório Roberto Migotto Arquitetura & Interiores, em São Paulo.
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Categoria Residencial Campo: Casa em São Luís do Paraitinga, SP, de Claudio Libeskind e Sandra Llovet. Inteiro de concreto, o pavilhão de 450 m2 marca presença na paisagem e interage com o entorno. Dedicado ao lazer, foi implantado à beira do lago para permitir que se enxergasse o bosque através dos extensos painéis de vidro. De resto, beira o minimalismo. A estrutura resume-se a duas empenas laterais e pilares metálicos escondidos nas paredes.
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Categoria Residencial Campo: Casa em São Luís do Paraitinga, SP, de Claudio Libeskind e Sandra Llovet. Os acabamentos são poucos e simples, sempre aplicados de maneira estudada a exemplo dos frisos e furos no concreto da fachada, resultado das fôrmas desenhadas pelos autores. Dentro, a madeira aquece e serve de revestimento. O deck, uma extensão da morada, funciona como trampolim para as crianças.
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Claudio Libeskind e Sandra Llovet são sócios no escritório Libeskindllovet Arquitetos, de São Paulo. O casal reúne em seu portfólio moradias funcionais, de traçado limpo e plenas de luz natural, além de universidades e escritórios.
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Categoria Residencial Cidade: Casa Corten, em São Paulo, de Mario Kogan. Pródiga em evidenciar e esconder, esta moradia urbana acolhe um casal com dois filhos pequenos.
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Categoria Residencial Cidade: Casa Corten, em São Paulo, de Marcio Kogan. Ao portão de madeira ripada se segue a fachada de aço corten (resultado de um processo controlado de corrosão) para, depois, revelarem-se os ambientes sociais amplos, de pé-direito duplo, e o quintal. A volumetria é simples, definida por um grande paralelepípedo branco, pontuado por materiais como madeira e vidro. Na sala de estar, um bloco revestido de madeira comporta a cozinha e exibe, no topo, o home theater.
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Categoria Residencial Cidade: Casa Corten, em São Paulo, de Marcio Kogan. Com 360 m², a construção aproveita o terreno estreito e comprido e garante a integração com a área externa. No fundo do lote, a lareira ao ar livre recorta o muro de pedra moledo.
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Marcio Kogan é famoso pelos projetos essencialmente contemporâneos e funcionais. Com a ajuda da equipe do escritório paulistano Studio mk27, traz inúmeros prêmios na bagagem.
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Menção Honrosa Sustentabilidade: Edifício Cidade Nova, no Rio de Janeiro, de Ruy Rezende. Ao aliar técnicas construtivas eficientes e preocupar-se com questões sociais e urbanísticas, este empreendimento foi o primeiro na cidade a receber o LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), certificação criada pela americana Green Building Council, com escritório em São Paulo.
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Menção Honrosa Sustentabilidade: Edifício Cidade Nova, no Rio de Janeiro, de Ruy Rezende. Para oferecer conforto acústico e térmico aos ambientes, as fachadas têm vidros duplos, que evitam a entrada de calor e reduzem o uso do ar-condicionado. A entrada de luz natural é garantida, pois há ainda uma claraboia de 900 m² que cobre o átrio central. Um sistema de reúso consegue aproveitar a água em vasos sanitários e irrigação dos jardins, reduzindo o consumo.
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Ruy Rezende dirige o escritório que leva seu nome no Rio de Janeiro e atua nas áreas de arquitetura, urbanismo e design há mais de 28 anos.
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Menção Honrosa Conjunto da obra: Alfredo Botti e Marc Rubin. O portfólio da dupla coleciona trabalhos que permeiam todas as áreas da arquitetura de casas a edifícios (residenciais, comerciais, culturais, escolares), passando por hospitais, shopping centers e projetos de planejamento urbano.
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Menção Honrosa Conjunto da obra: Alfredo Botti e Marc Rubin. Os dois profissionais se conheceram no curso de arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie e atuam juntos desde 1955, em São Paulo. Nos anos 60, os arquitetos se dedicaram a uma série de prédios de apartamentos em São Paulo, a exemplo do Edifício Albina (1), recoberto de venezianas de madeira.
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Menção Honrosa Conjunto da obra: Alfredo Botti e Marc Rubin. Mais recente, o Centro Brasileiro Britânico (2), projeto da dupla, pronto em 2000, reúne as sedes de entidades britânicas na capital paulista, além de teatro, pub, restaurante e biblioteca.
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Menção Honrosa Conjunto da obra: Alfredo Botti e Marc Rubin. Já a sede da Roche Diagnostica (3), projeto de 2005 também em São Paulo, reflete as árvores do entorno em sua fachada inclinada de vidro.



