Os armários desta cozinha são reciclados
Na reforma da cozinha, paredes foram quebradas, as instalações elétrica e hidráulica foram trocadas e os armários, importados de brechó, deram o diferencial à decoração.
Autor: Texto Flávia Pinho | Fotos Leonardo Costa
No apartamento paulistano dos anos 1940, o ambiente de 4,25 m² era o que demandava mais intervenções. “Foi necessário quebrar paredes e trocar tudo: instalações elétrica e hidráulica, acabamentos, bancada de pia...”, conta o arquiteto Décio Navarro, responsável pela reforma. A opção por revestimentos econômicos ajudou a manter o orçamento sob controle. Mas o que fez diferença de verdade foi a decisão de reaproveitar armários usados, garimpados em brechós. Inteiramente recuperados, eles parecem novos em folha e se destacam na cozinha repleta de personalidade, perfeita para o jovem morador.
*largura x profundidade x altura. / preços pesquisados entre 2 e 5 de março, sujeitos a alteração.
Quanto custou? R$ 6.595
Divulgação
Leonardo Costa
A cerâmica do piso precisou ser substituída, dando lugar ao porcelanato com aparência de cimento queimado. As paredes receberam pintura, com exceção da área de trabalho, que foi azulejada. A bancada da pia cresceu – foi possível até adotar um fogão de embutir. Trocou-se a estrutura de alvenaria por uma de concreto, com acabamento de cimento queimado polimérico, moldada na obra. A cuba redonda libera área de apoio. O canto do jantar dialoga com a cozinha: resgatada em um brechó, a cadeira de palhinha foi renovada pela Navaroni (R$ 250) para fazer companhia à mesa com tampo de mármore (1,20 m de diâmetro) e à cadeira com braços, ambas criações do designer finlandês Eero Saarinen (City Design, R$ 1 900 e R$ 590, respectivamente).
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