Nove quartos apaixonantes
Cores calmas, tecidos macios e iluminação planejada transformam o quarto em um lugar onde descansar é um prêmio.
Reportagem Visual Aldi Flosi, Araci Queiroz, Isabella Mendonça e Juliana Hamacek Texto Silvia Gomez
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A delicadeza dos diferentes tons de rosa contagia o ambiente de 21 m² decorado pela arquiteta Zize Zink. Além de suavidade, queríamos evocar um glamour antigo, mas sem perder de vista o que é atual, explica Zize. Por isso, opções como o capitonê do banco aparecem combinadas com materiais contemporâneos, como o acrílico. Aplicado em todas as paredes, o revestimento de palha de sisal garante uma sensação de acolhimento, que foi reforçada pela combinação de tecidos macios, como o veludo da cabeceira. Para não deixar o visual enjoativo, entram os detalhes de azul e lilás. A cama da Auping (Collectania) ganhou cabeceira de veludo do Empório Beraldin. Na parede, palha da Tecdec. Criado-mudo da Casapronta e escultura da Arte Aplicada. Enxoval da Blue Gardenia e colcha de matelassê da Trousseau. Tapete da Clatt.
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A área generosa, de 32 m², e a luminosidade abundante são dois grandes luxos do quarto decorado pela arquiteta Tania Eustaquio. Unimos dois ambientes da casa para ganhar espaço e poder criar essa espécie de lounge no meio, com sofá, TV e até lareira recurso que traz um grande conforto, diz Tania. De linhas retas e cores neutras, o mobiliário não concorre com as obras de arte da moradora, uma colecionadora. Por isso, desenhei um painel baixo atrás da cabeceira: ele deixa a parede livre para a maravilhosa fotografa de Otto Stupakoff (1935-2009). Luminária de leitura da Dominici. Na área à frente da cama, você vê a banqueta e o sofá, ambos da Micasa. Os lençóis bordados manualmente com pássaros são da Associação das Bordadeiras de Taguatinga, um grupo de artesanato do Distrito Federal.
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O sofá à frente da cama se volta para a lareira (2 m x 60 cm de profundidade), com chaminé de aço e base de limestone com metal e vidro. Além de romântico, é um privilégio adormecer vendo as chamas, diz Tania.
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Além do painel de cabreúva, que se desdobra em um criado-mudo, Tania desenhou uma cabeceira de linho, de toque natural. O conforto se completa com os lençóis de algodão e a manta de tricô nos pés da cama.
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Revestimentos claros e integração com o banheiro fizeram o quarto decorado pelas arquitetas Fernanda Morato e Marcia Monteiro parecer ter mais do que seus 14 m². Trocamos a porta do banheiro por um modelo de vidro, opção que somou luminosidade e sensação de profundidade ao ambiente, diz Marcia. Para não perder aconchego, um papel de parede com textura de tecido vestiu as paredes. Além dele, a iluminação com diferentes cenas traz um conforto extra ao dia a dia. Na cabeceira, colocamos até um interruptor que acende um balizador ao lado da vaso sanitário à noite. O papel de parede da Wallpaper combina com a cabeceira de camurça sintética da Regatta (execução da tapeçaria Moreno Móveis). Enxoval da Trousseau e almofadas da Ana Luiza Wawelberg. Criado-mudo da Marcenaria e Decorações Fazzio.
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Com 7 m², o banheiro tem piso e bancada de silestone, além de pastilhas da Pastvitro (Clanap). Louças e metais da Deca, toalhas da Blue Gardênia e acessórios da Interbagno.
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O verde suave na parede sintetiza a atmosfera alegre do quarto de 12 m² decorado pela arquiteta Regina Strumpf. Ponto de partida para a composição do enxoval, o tom é fresco e ao mesmo tempo repousante, conta Regina. A mistura de estampas não seguiu regras rígidas de combinação, opção que confere um clima informal e acolhedor ao ambiente. Como não fiz cabeceira, posso dispor a cama do tipo box de várias formas, o que dá versatilidade à decoração. Nessa posição, ela fica com a cara de sofá para bater papo com os amigos, complementa. Estampas florais com rosa, azul e amarelo quebram a combinação clássica de vermelho e verde que predomina no ambiente. A manta aos pés da cama veio do México. Gaveteiro da Le Lis Blanc Casa e pufe de Ana Strumpf para a Micasa.
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Como misturar estampas listradas e florais sem deixar o visual do quarto cansativo? Na proposta dos arquitetos Fernanda Abs e Fred Benedetti, o acerto está na escolha dos tons de cinza. Combinado com o branco e o azul, o cinza mantém a neutralidade necessária a um ambiente de descanso, justifica Fernanda. Aplicado em todas as paredes, o tecido de listras é responsável pela sensação de aconchego no cômodo de 19 m², que conta com uma agradável vista para o jardim. Para atualizar as referências ao estilo clássico, os móveis têm linhas retas e contemporâneas. O controle da iluminação de todo o quarto fica na cabeceira, ao alcance da mão. Além do interruptor da luz geral, o painel embute a luminária de leitura de led. Para uma luz quente, suave e indireta, basta acender o abajur. Os tecidos usados na parede, no painel de cabeceira e na cortina são da Again (tapeçaria da Casarão Decorações). Criado-mudo da Quartos & Etc., luminária de leitura de led da Lumini, abajur da Simone Figueiredo Luz e tapete da By Kamy. Na bancada de trabalho de nogueira, cadeira da Mais Design.
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O tecido listrado traz conforto. Por ser grande, o ambiente permitiu revestir todas as paredes. Para suavizar, os arquitetos usaram listras horizontais na cabeceira e um floral na cortina. Listras e flores são um par clássico.
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Foco de atenção no quarto de 25 m² de um jovem solteiro, o painel de madeira foi concebido pelo arquiteto Luiz Fernando Grabowsky não apenas como um elemento acolhedor mas também para equilibrar a proporção do espaço. Como unimos dois quartos, a planta ficou muito comprida. Elaboramos recursos que aproveitassem essa profundidade, explica Luiz. Lâmpadas xenon embutidas iluminam o móvel e destacam o nicho cavado para objetos. Mas é preciso cuidado, pois uma parede inteira de madeira pode escurecer o ambiente. Nesse caso, tínhamos bastante luminosidade. Como apoio, o arquiteto desenhou a cabeceira de couro sintético da Artefacto, mesma marca do linho da cortina (confecção da Oficina 2). Roupa de cama e manta da Trousseau. Luminárias da Lumini.
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Mais do que uma simples cabeceira, toda a parede atrás da cama ganhou placas estofadas, formando um aconchegante painel. Como a cama não pôde ficar centralizada em função do formato do ambiente, usamos esse recurso para equilibrar visualmente o espaço. A paginação assimétrica confere um movimento gráfico, diz a designer de interiores Valeria Bartholi, autora do projeto ao lado de Carla Asevedo. Outra limitação, a pequena profundidade do quarto de 16 m² exigiu uma marcenaria enxuta. O móvel sob a TV fica no limite do conforto de circulação. Fixo no painel de camurça sintética cinza (tecido da Tecdec), o gaveteiro espelhado de 1,40 m de comprimento executado pela Marcenaria GS lembra uma bancada, oferecendo espaço para livros e até para os quadros da Arterix.
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Luminária da Kartelll e vaso da Marche Art de Vie. Pufe e banqueta da Benedixt. Roupa de cama da Casa Almeida e manta do Empório Beraldin. A área sob a TV foi aproveitada com uma sapateira de freijó ebanizado de 35 cm de profundidade.
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Mesmo com o predomínio do branco, o quarto de 20 m² reformado pelas arquitetas Carmen Zaccaro e Marise Kessel manteve a sensação de conforto reivindicada pela moradora. O ambiente tinha uma base de madeira escura, que trocamos pelo lambri laqueado. Com isso, pudemos usar a cor para pontuar a decoração, justifica Carmen. Na parede de cabeceira, chama a atenção a combinação de três materiais: o revestimento estampado, o lambri e o painel de couro. Apesar de clássica, a composição de papel de parede e lambri ficou atual com a estampa floral e as réguas irregulares. Detalhada, a marcenaria da Quarto Composto incluiu até uma caixa para o aquário. O papel de parede floral foi comprado na Orlean.
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À frente da cama, também da Quarto Composto, o móvel multiúso laqueado combina painel de TV e nicho para os equipamentos, além de uma bancada de trabalho e gavetas. Almofadas brancas pequenas do Empório Beraldin e manta azul da Alfaias. Cadeira e poltrona com banqueta da Way Design.
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Ao priorizar materiais naturais e revestimentos com diferentes texturas, a designer de interiores Luciana Penna quis imprimir na suíte de 15 m² a lembrança do contato com a natureza, um pedido dos moradores. Por isso, a escolha dos tons de verde nos tecidos, da palha nas paredes e das placas de pedra no banheiro, detalha Luciana. A área enxuta pediu uma marcenaria inteligente. Como criado-mudo, desenhei prancha e gaveta estreitas presas ao próprio painel de cabeceira. O armário tem portas de correr, uma delas espelhada para forjar mais amplitude. Para não roubar centímetros do quarto, Luciana detalhou o painel de cabeceira com criado-mudo e luminária embutidos, além dos interruptores. É preciso prever no desenho para o tapeceiro cada ponto de instalação.
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Pensado para sapatos, o móvel laqueado à frente da cama se conecta ao armário de portas de correr e nichos abertos ocupados com cestos de vime para organizar miudezas. Sobre essa sapateira, você vê o abajur da Loja Teo e os acessórios da Esther Giobbi e da Benedixt. Acima, prateleiras espelhadas trazem leveza.
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No banheiro, placas de pedra da Ásia Pedras e banqueta da Benedixt. Combinadas com o deque de cumaru, as placas de 10 x 10 cm da pedra greenstone verde bali oferecem toques e texturas naturais no banheiro de 6 m². Para facilitar a limpeza, impermeabilizamos a superfície.



