Integra��o e m�veis de alvenaria marcam o projeto.
Filha de arquitetos, a paulistana Teresa Mascaro seguiu a tradição familiar a risca e mergulhou fundo na arte de projetar espaços. A mãe, Satiko, e o pai, Cristiano, se formaram na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Por isso, quando a cozinha da moradia, erguida pelo casal 30 anos antes, precisou de reforma a tarefa coube a filha arquiteta. O momento não poderia ser melhor. No ano de 2005, ela ainda vivia sob o teto dos pais, num condomínio fechado nos arredores de São Paulo, e podia acompanhar os serviços antes mesmo de tomar o café-da-manhã. Profunda conhecedora dos "clientes" e zelosa do jeitão informal da construção onde foi criada, ela propôs abrir a sala de jantar e modernizar a cozinha para acomodar melhor os tantos utensílios. Foram três meses de reforma, nos quais os Mascaro fizeram as refeições na edícula próxima, provisoriamente. Hoje, os filhos já não vivem mais por lá, no entanto visitam os pais todos os domingos. Confira as boas ideias desta mudança. E para complementar a reforma de uma cozinha, nada melhor do que acessórios poderosos. Veja nossa seleção.
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Quando a cozinha precisou ser reformada, as mudanças ficaram por conta da filha arquiteta.
1. A sala de jantar avançou 90 cm em direção ao quintal e ganhou uma porta de ferro no lugar dos basculantes. Isso melhorou a circulação em torno da mesa e viabilizou a passagem para um pequeno jardim-de-inverno. A cozinha cresceu ao incorporar a velha lavanderia (a área de serviço foi deslocada para uma edícula, ali perto).
2. Um trunfo da obra são os móveis de alvenaria armada (com ferros), moldados no local. Lisinhos e com apenas 4 cm de espessura (na vertical) e 2,2 cm (na horizontal), são a especialidade do engenheiro Oscar Toshio Kusaka. Ele faz as fôrmas com compensado plastificado e sarrafos de pínus, depois recheia os moldes com argamassa forte de cimento e areia. Por fim, lixa e encera. 3. Nada de confinamento: a parede entre cozinha e sala de jantar foi aberta e ganhou um balcão de ipê maciço (a 1,05 m de altura, com 0,45 m de largura), ideal para apoiar objetos. O vitrô sobre a pia também deu lugar a uma janela de ferro maior, liberando a vista do quintal. 4. Uma prateleira alta de alvenaria contorna o ambiente e acomoda pratos e travessas grandes. Recebeu spots (sobre a pia) e barra de ferro para pendurar utensílios. A arquiteta encomendou esta peça ao serralheiro Eduardo Recco, que produziu também as esquadrias.
5. Para a bancada da pia, Teresa especificou ardósia preta. O serviço ficou a cargo da Arte Final, que usou chapas de 2 cm no trabalho. 6. Discreto e elegante, o nicho de alvenaria abriga o refrigerador e o freezer. Fica perto do fogão e da pia, facilitando o dia-a-dia na cozinha. A instalação elétrica passa pelo piso e sobe pela divisória de alvenaria. 7. O cimento queimado vermelho cobre também as áreas novas, como a localizada atrás do nicho. Para os locais de emenda, a arquiteta escolheu outro piso: São seixos colocados um a um sobre uma base de cimento mole, diz o engenheiro Oscar, que coordenou o serviço.
8. Antes escura e úmida, a despensa se transformou. Agora, os mantimentos estão ao alcance dos cozinheiros, mas longe dos olhos, em prateleiras de madeira laqueada fixadas atrás da caixa da geladeira.
9. A casa ficou mais acolhedora depois das mudanças em grande parte devido à atenção de Teresa aos detalhes. Um deles é o degrau entre a sala de jantar e o jardim: uma pequena laje de concreto em forma de caixa, com drenos nas laterais cheia de pedriscos.