Muros e portões complementam a fachada
Em cidades grandes eles são imprescindíveis, mas não precisam poluir a arquitetura da casa.
Por Helene Zaro Koller
Eles cercam a casa e garantem segurança e privacidade a seus moradores. Além de práticos e eficazes, os muros e portões também podem acrescentar beleza à fachada, evitando o ar de confinamento. Separamos 40 idéias que trazem soluções caprichadas e sugestões de materiais e acabamentos duráveis. Dê atenção a esse importante detalhe em seu projeto e aprenda como realizar a manutenção em diversos casos.
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Neste projeto, os muros foram substituídos por gradis e portões de aço galvanizado, pintados com esmalte. Na ampla entrada, os gradis são vazados, e o portão de cumaru contrasta com a fachada branca de 13 m. Projeto de Décio Marcondes Filho e Fernanda Feltrini.
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Assim como a fachada, o muro combina mosaico de vidro azul (Vidrotil) e concreto aparente a solução coloriu a casa e garantiu manutenção muito simples. Tanto é que a fachada, com 10 m de extensão, encontra-se intacta há mais de dez anos. A madeira dos portões assegurou o equilíbrio visual. Projeto de Anete Rosemberg Ring.
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A intenção ao fazer os muros e portões nesta casa foi a de manter a mesma simplicidade empregada no projeto da construção. O muro, que tem 19,50 m de extensão e atinge 3,50 m de altura em alguns pontos, foi erguido com blocos de concreto e pintado. Já os portões foram feitos de alumínio com pintura eletrostática. Projeto de Aron Cohen e paisagismo de Koiti Mori.
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A altura do muro desta casa foi planejada para dar aos moradores a sensação de segurança e privacidade. Erguido com tijolo comum de barro, o acabamento foi feito com uma mistura de massa de areia e cimento frisado. Projeto de Luiz Pereira Barretto.
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Aqui, a opção foi manter no muro e nos portões o estilo moderno e minimalista da construção. O muro, erguido com blocos de concreto seguidos de pilares, teve o acabamento texturizado feito na própria obra. São 12 m de fachada entrecortada por dois portões para carros e pedestres de alumínio pintado. Projeto de José Ricardo Basiches.
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O muro, com acabamento amarelo Terracor, conta com uma curva que dá movimento à fachada. Os quadrados vazados, no alto, foram pintados de azul. O jogo de cores se completa com a leveza do portão de treliça, no mesmo tom. Projeto de Maricy Marcos Borges.
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O muro deste sobrado foi construído com o mesmo bloco de concreto usado na edificação. Ele não tinha pintura, contudo, depois que foi pichada, a superfície recebeu uma tinta própria para áreas externas, na mesma tonalidade do concreto. O contraste só existe nos portões com chapas metálicas pintadas. Projeto de Joana Melo.
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O gradil de alumínio com pintura eletrostática valoriza a construção dos anos 1940, trazendo leveza sem comprometer a privacidade. Na extrema direita, dois nichos (50 x 50 cm, cada um) com visor transparente (vidros 10 mm) abrigam os relógios de eletricidade e água. Projeto de Ruy Rezende.
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Cores fortes para atualizar a casa dos anos 1970. No muro, foram aplicadas duas demãos de tinta acrílica fosca e, no portão de ferro, a mesma medida de esmalte acetinado. Na esquina, há uma guarita que permite visão tanto do portão social quanto da entrada de serviço. Projeto de Adriana Ribeiro de Mendonça.
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Na entrada da garagem, a chapa de ferro perfurada revela sutilmente contornos, sem devassar a casa. A tinta esmalte aumenta a durabilidade da peça. Repare que a viga metálica, que sustenta o portão basculante, avança pelo muro de alvenaria, criando uma espécie de moldura. Projeto de Claudia Napchan.
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Aqui, para integrar o muro à residência, repetiu-se o material utilizado na fachada: alvenaria com textura acrílica. Sarrafos de madeira demarcaram os frisos, enquanto a moldura de concreto pré-moldado foi fixada diretamente no muro. Projeto de João Armentano.
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Uma estrutura de aço-carbono apóia o portão de cumaru, auxiliando a automatização. Sem essa solução, em um vão como este (6 m), a madeira sozinha empenaria. O cumaru leva Pentox Cupim (Montana Química) e verniz náutico. Tijolos de demolição arrematam o muro e compõem o piso. Projeto de Henrique Reinach e Maurício Mendonça.
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Os portões vazados de alumínio com tinta eletrostática dão continuidade à fachada. Presa em treliça de fios de cobre, a trepadeira lágrima-de-cristo orna o muro. Projeto Joaquim da Rocha Azevedo, Luciana Sobral e Renata Collet Lemos e da Bonsai Paisagismo.
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Ao trocar a grade pelo muro, os donos desta casa desejavam uma estrutura com tijolo aparente. Assim, o tijolo colonial (27 x 13 x 7 cm) recebeu uma demão de seladora e duas camadas de impermeabilizante. Projeto desenhado pelos proprietários e realizado por um empreiteiro e o arquiteto Vittorio Barone.
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Dimensões generosas e linhas retas valorizam este projeto. Sobre o muro de alvenaria (22 m de largura), assentaram-se réguas de cumaru (7 cm de altura), impermeabilizadas com verniz de poliuretano. O portão é de alumínio. Projeto de Márcio Kogan.
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Tábuas de ipê entrelaçadas em tubos de PVC, cheios de concreto e ferragens, compõem este ziguezague. Para manter a privacidade na área interna, as tiras, fixadas com parafusos nas extremidades, foram passadas duas a duas. Projeto de Alexandre Brandão.
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O painel de alumínio responde pelo visual inusitado. Cada régua de lambri canelado, fornecido com pintura eletrostática, foi parafusada pelas pontas na parede de blocos de concreto. Projeto de Fernando Luz.
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Os destaques deste muro são os acabamentos: os tijolos aparentes que cobrem os pilares e a massa caipira aplicada sobre a parede de tijolos baianos. Essa massa é uma mistura de areia, cimento e cal, jogada sobre o chapisco e alisada displicentemente com a colher de pedreiro. Sobre essa camada, a caiação com pó xadrez e óleo de linhaça deu cor e um visual rústico à divisória. Projeto de Gil Lopes.
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A impressão é de que a pedra madeira faz parte da estrutura. Na verdade, ela é só uma decoração aplicada sobre a alvenaria na área central, a massa de revestimento ficou rebaixada e recebeu as pedras. Projeto de Elisabeth Hirth.
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O acabamento usado na fachada foi repetido no muro, para integrar o visual. O muro foi erguido com tijolos comuns e revestido com os aparentes. No centro, vê-se o clapboard de massa de cimento e areia, moldado na obra com sarrafos de madeira. Projeto de José Cláudio Falchi.
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As linhas horizontais no paredão de 3,5 m de altura garantem leveza à estrutura. As placas de cimento branco com miolo de malha metálica foram moldadas na obra e chumbadas na parede de blocos cerâmicos. A cada fiada, assentaram-se uma linha de tijolos e um vergalhão na horizontal, para reforçar a sustentação. Projeto de Junqueira e Nosralla Associados.
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Para escapar da manutenção anual, escolheu-se uma estrutura de seixos grandes. As pedras foram assentadas com cimento, e amarrações fora instaladas a cada 1 m. Projeto de Rosana Kozlakowski.
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O desenho sinuoso deste muro dispensa pilares de apoio. Na construção, alternou-se a posição dos tijolos baianos uma fiada saliente para fora, outra para dentro , compondo frisos horizontais. Projeto de Cláudio Lerro Pereira dos Santos.
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Os restos do corte das lajotas de miracema foram assentados sobre a alvenaria. A superfície lisa dos filetes foi colada no muro com argamassa de cimento e areia. O excesso da mistura serviu como rejuntamento. Projeto de Fernando Zacarias/BZA Construções.
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Neste projeto, as grades e o portão exigiram apoio extra. Assim, o muro ganhou cintas de travamento a 60 cm de altura e no alto. Elas são formadas por blocos-canaleta cheios de concreto e ferro. O acabamento é de massa texturizada. Projeto de Décio Rebouças.
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Este muro é tomado pela trepadeira unha-de-gato, podada semanalmente. O corte tem de ser freqüente, senão os ramos engrossam e podem trincar muros e calçadas. Outras opções de trepadeiras são a falsa-vinha, a alamanda e a tumbérgia-azul.
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Em vez de alvenaria, aproveitaram-se os pedaços de estacas pré-moldadas que sobraram da obra. Cada uma das peças de concreto, circulares e ocas, foi fixada no alicerce. Uma travessa horizontal, moldada no local, travou os componentes. A tinta látex acrílica foi escolhida para colorir o conjunto e resistir às intempéries. Projeto da Quadra Engenharia e Arquitetura.
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Trepadeiras, a congéia e a falsa-vinha envolvem o muro de 4 m da casa de esquina e só terminam na área de acesso, marcada pelo portão da garagem e porta principal. Na calçada, as árvores existentes foram preservadas e o revestimento escolhido foi pedra portuguesa amarela, assentada com argamassa seca (mistura de areia e cimento). Projeto de Isay Weinfeld e paisagismo de Rodrigo Oliveira.
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O uso inusitado do vidro (translúcido do lado de dentro e opaco no externo) garante a entrada de luz na casa, sem abrir mão da segurança. A moradora queria um muro branco, mas temia pichação. Como gosta muito de cuidar de plantas, a solução foi o uso de vegetação em pontos estratégicos. No alto, um barrado de cimento aparente dá o acabamento. Projeto de Marcelo Fragelli.
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As tábuas de cumaru envernizadas combinam com a estrutura de ferro. Essa madeira, também chamada de ipê-champanhe, é resistente ao sol e à chuva. Optou-se por parafusos de latão, que não enferrujam. Projeto de Eduardo Della Manna.
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Um módulo em L abriga os três portões de ipê: o portão social (à esquerda) ficou com 0,90 m de largura, o basculante da garagem com 2,80m e o de serviço com 0,80m. Todos têm 2 m de altura. A madeira fica protegida das intempéries por uma camada de verniz poliuretânico. Projeto de Eduardo Barra e Hermano Freitas.
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O portão de ipê desta casa de praia mede cerca de 1,90 m de altura e 3 m de largura. Para combater a maresia, a madeira recebe uma demão de verniz fosco a cada seis meses. Os vidros aramados de 6 mm permitem que a claridade entre. Os puxadores são de aço inox. Projeto de Guilherme Figueiredo e Scheila Jabarra.
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A própria moradora desenhou e encomendou seu portão a um marceneiro, repetindo o modelo do peitoril da varanda. Ele mede 1,30 x 2,50 m e, anualmente, o ipê ganha manutenção com verniz.
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Com 1 cm de diâmetro, o bambu é o destaque deste portão numa casa do litoral paulista. As peças foram tratadas com querosene e Polisten, da Sayerlack, para resistir ao sol, chuva e insetos. Os montantes de peroba-mica receberam stain e, depois, cera natural castanha. Projeto de Sergio Reitzfeld.
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Esta casa de praia ganhou um portão feito de requadros de jatobá, esteiras para piso e bambus de 7 cm de diâmetro. Para a manutenção, é recomendado passar verniz incolor uma vez por ano. Projeto de Mônica Mellone.
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Zarcão e esmalte sintético fosco são os acabamentos que protegem este modelo de ferro, desenhado pela proprietária e com acionamento automático. A cada dois anos, repete-se esse tratamento. O portão central se une a dois laterais, basculantes e com abertura motorizada.
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Ideal para quem não quer bloquear a visão da fachada, o portão de metal tubular é completado por uma tela de 2,5 mm de espessura. A pintura foi feita com epóxi industrial. Projeto de Alcir Calux.
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Os frisos do portão dão continuidade ao desenho do muro de alvenaria, coberto com textura Terracor. Sobre o alumínio, aplicou-se um fundo de galvite (um tratamento de galvanização) antes da tinta acrílica acetinada amarela. Projeto de Mari Ani Oglouyan.
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O muro de tijolinho à vista emoldura o portão, cujas aberturas no alto e tela de aço promovem a ventilação sem tirar a segurança. Como acabamento, o ferro recebeu zarcão e esmalte sintético. Projeto de Rosana Buonerba.
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O modelo automático para garagem é de chapa de ferro. Observe que o portão social é de ferro tubular com tela. A manutenção se faz com zarcão e esmalte sintético a cada dois anos. Projeto de José Cláudio Falchi.
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