Morar Mais por Menos Brasília 2011
Morar Mais por Menos em Brasília traz 35 ambientes assinados por arquitetos e designers da capital. A proposta é uso de materiais sustentáveis e de baixo custo.
Texto Dayanne Sousa Fotos Haruo Mikami/Divulgação
Bambu nas paredes, PVC em pisos que substituem a madeira e iluminação econômica com LEDs aparecem como algumas das soluções adotadas pelos arquitetos e designers do Morar Mais por Menos Brasília. O evento que acontece na Casa do Candango de terça a domingo, até 4 de dezembro traz 35 ambientes que buscam usar técnicas mais sustentáveis com custos baixos. Quer saber como usar essas ideias? Confira os ambientes da mostra na galeria abaixo.
Haruo Mikami/Divulgação
Sala do Colecionador. Este ambiente monocromático de 64 m² foi elaborado pelos arquitetos André Martins, Liliane Damasceno e a designer de interiores Viviane Cabus. A iluminação foi feita com uma série de lâmpadas incandescentes que já pertenciam à Casa do Candango há anos. Para renová-las, o grupo criou o painel de gesso ao fundo. O piso é de cimento e as poltronas e sofá são de linhão com bordado acamurçado, um tecido de baixo custo.
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Sala de Imprensa. O ambiente que vai receber os jornalistas no evento foi pensado também de forma que pudesse ser reproduzido em outras áreas comerciais. A designer de interiores Ana Valeria Valle e a arquiteta Vanessa von Glehn alternaram madeira, metal e vidro nos móveis. A iluminação é com LED e o piso é de carpete em placas.
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Lopes. A arquiteta Stella Lopes dispensou o gesso neste projeto, que elimina o uso de revestimentos. A parede recebeu apenas tinta amarela, que contrasta com as cores fortes de todos os elementos de decoração. Na falta de espaço para um exaustor, pequenos respiradores em forma de bolas se misturam ao artesanato na parede.
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Banheiros do Salão de Eventos Multiúso. O banheiro feminino é um dos três criados pelas arquitetas Flávia Amorim e Renata Melendez. No espaço de 3m², elas mantiveram a cerâmica original do prédio da Casa do Candango, apenas aplicaram tinta epóxi cor de rosa e trocaram o rejunte por vermelho. Para iluminar sem quebrar os azulejos, usaram arabescos de acetato, escondendo os fios que levam a bocais com lâmpadas. O piso e a bancada são de madeira.
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Espaço Bistrô. Neste restaurante, mesas e cadeiras são dispostas sobre um tablado feito com madeira de pallets, usados em empilhadeiras. As mesas foram criadas sob medida com madeira de demolição e as cadeiras imitam peças de designers famosos. O espaço de 90 m² é do arquiteto Homero Rosa e da designer de interiores Fabiana Sousa.
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O ambiente do arquiteto Ado Mendes tem cerca de 100m² e inclui sala, cozinha, banheiro e varanda. Os espaços foram unidos pelo piso, uma manta vinílica que imita madeira. Já o teto foi coberto por um tipo de fórmica nesta área da sala. As poltronas e a mesa de centro são de fibra sintética e a varanda foi coberta com um porcelanato que lembra mármore. Os tons de bege e marrom são quebrados com o pequenos objetos coloridos e o quadro no aparador com revestimento de fórmica.
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A sala de TV é assinada pelas designers de interiores Maira Cantieri e Beth Rosso, a decoradora Maria Gondim e a arquiteta Sandra Feltrim. O piso é de material a base de cimento (tecnocimento), coberto por tapetes. O azul aparece na bancada de madeira e tampo de cristal laqueado e no painel feito com caixas de madeira recicladas. Ao fundo, um painel de MDF com lâminas de madeira sustenta a TV de LCD.
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Quarto dos gêmeos. Os berços e o trocador dos bebês ocupam este ambiente de 47m² do arquiteto Gui Rodrigues. O piso é o Eucafloor linha Elegance padrão Carvalho Madri e as paredes e teto contam com forro de gesso e iluminação embutida. A fibra de bambu é usada em uma das paredes para criar uma textura com placas chamadas 3DBoard.
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Banheiro Público. O grafite foi homenageado neste projeto da arquiteta Cecilia Malcher. O projeto usa forro de gesso com iluminação de LED e revestimentos de parede que se assemelham a materiais naturais.
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Salão de Eventos Multiuso. O espaço das designers Joanne Viana e Ana Zerbini fica no subsolo da Casa do Candango e ocupa cerca de 200 m². Aqui foi usada a técnica de vídeo mapping, que é a projeção de imagens nas paredes. Para manter o impacto desse efeito, o espaço conta com pouca iluminação, feita indiretamente a partir de LEDs colocados nas mesas. A maior parte dos elementos em madeira é de MDF. As criadoras destacam que 80% dos materiais é reutilizado, ou seja, já esteve em outros eventos.
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Sala de Estar. O ambiente de Juliana Santana aproveitou o jardim do prédio e manteve o brise-soleil como principal fonte de ventilação. O piso é um revestimento de PVC e substitui a madeira. Enciclopédias obsoletas foram usadas para apoio de objetos de decoração e o sofá foi coberto com uma antiga colcha.
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Banheiro do casal. Nas paredes desse banheiro de 15m², os arquitetos Fabiano Rodrigues, Sidney Lial e Anderson Moreira aplicaram papel de parede em vinil adequado para banheiros. Já dentro da área molhada foram utilizadas pastilhas de vidro. A cuba do lavatório foi colocada no centro do banheiro, deixando a banheira arredondada de acrílico numa área mais reservada. No piso, foi usado porcelanato.
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Banheiro dos gêmeos. Nas cores rosa e azul, o banheiro de 15m² projetado pela designer de interiores Juliana Sarkis traz uma bancada de mármore Saint Remy. Feixes de fibra óptica remetem ao céu estrelado e, pelo espelho, vê-se trocadores individuais para cada bebê. A parede traz painéis da Dolce Spazio e traz um efeito patchwork com as principais cores do ambiente.
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Apartamento do músico. O ambiente feito em homenagem a Renato Russo procurou reproduzir o piso de taco que o músico tinha em seu apartamento. Para isso, a arquiteta Juliane Moi usou piso flutuante Duralex que imita madeira. As paredes receberam tinta acrílica e uma delas tem um painel de freso negro que sustenta um crucifixo. Na separação de ambientes, Juliane usou cobogós: estruturas de concreto vazadas.
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Quarto de vestir. A arquiteta Patrícia Azevedo aproveitou a maior parte dos 13m² deste espaço com armários com ventilação própria e portas de correr. No teto, na parede e no fundo dos armários, ela usou apenas papel de parede. A iluminação é feita com lâmpadas fluorescentes e, ao centro, uma penteadeira usa madeira no mesmo tom das gavetas e prateleiras.
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Jardim da sala de estar. O espaço de 11,30 m2 permite a entrada de luz natural na sala e foi projetado pelo paisagista Gustavo Gall. Ele mescla vegetações claras e escuras, com plantas como Liriopes e Alpinias. Junto ao verde, estão esculturas de ferro oxidado criadas por Gall e que imitam a Palipalan, planta nativa que representa o cerrado.
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Sorveteria. As cores bordô e cinza predominam neste espaço de 45m² dos arquitetos João Rafael de Paula e das designers de interiores Lívia Motta e Aline Villela. O painel de entrada é feito em MDF cru e recebeu adesivos que imitam ladrilhos. O contraste com as cores mais sóbrias aparece nas luminárias artesanais, feitas a partir de taças de sorvete, e nas cadeiras amarelas de acrílico. A parede com textura de bolinhas foi criada com placas 3D feitas com fibra de bambu.
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Sala de Jantar. Nesta área de 63 m², a arquiteta Cynthia Rondelli aplicou um piso flutuante, o Rustic Casa Blanca da Eucafloor. O teto foi forrado com um revestimento de gesso e, no centro da sala, o destaque fica por conta da luminária de metal revestida com folha de ouro. As cadeiras de corino branco têm acentos de camurça. Ao fundo, um painel de PVC cortado à água é obra do artista Darlan Rosa.
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Banheiro do Hotel. O preto predomina neste espaço das designers de interiores Márcia Rodrigues, Patricia Villela, Christina Praddo e da Arquiteta Soraya Veiga. No piso, foi usado Silestone Preto, um material composto de 95% de quartzo e 5% de resina de poliéster. Também foi aplicado no chão porcelanato imitando madeira. O espaço de 16m² conta ainda com bancadas com espelhos duplos. A iluminação é com LED e a divisória foi feita com madeira de pinus reaproveitada de caixas que iriam para o lixo.
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Sala de almoço. O ambiente combina espaço para refeições com área de descanso e varanda. Assinado pela arquiteta Nida Chalegre e pelas designers de interiores Carla Beck, Gabriella Jara e Lívia Correia, o espaço de 60m² foi coberto com piso de cimento queimado. Todos os objetos de decoração, copos e pratos pertencem ao Chef Gutemberg, homenageado pelas criadoras da sala. As paredes e teto foram pintados de diferentes tons de azul e receberam aplicações de gesso. O espaço conta ainda com uma área de descanso, com pufes e uma cadeira Charles Eames. Ao fundo, a varanda tem uma porta suspensa feita com bambu e teto de revestimento que usa garrafas PET.
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Circulação de lojas. Nesta área de circulação de apenas 14m², as designers Julianne e Symone Franca aplicaram uma tinta rosa fúcsia na parede e combinaram com uma poltrona Luis XV repaginada. Comprada em um brechó de móveis, a peça de mobiliário recebeu pintura em laca amarela e foi utilizado trabalho de patchwork com tecidos para o estofamento.
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Galeria de Arte. Este espaço da arquiteta Julieta Rodrigues repete as técnicas usadas na primeira galeria do evento. O piso de granitina é original do prédio e veem-se ainda as vigas de concreto aparente. Ao fundo, o painel de cor escura é de PVC reciclado.
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Joalheria. Os vasos de planta de plástico reciclável são as principais peças de decoração neste ambiente de 32m² das arquitetas Michelle Queiroz e Tatiana Corbucci. O piso de granitina tom cinza é original da Casa do Candango, mas foi revitalizado. As bancadas em MDF Eucatex Nogueira imitam madeira e bambus foram usados como adorno em uma das paredes.
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Espaço Correios. Os arquitetos Larissa Cayres e Dagoberto Ferreira utilizam madeira envelhecida e painéis em compensado neste ambiente de 24m² em que as cores dos Correios – amarelo e azul – predominam. O mobiliário conta com poltrona revestida de lona e módulos de MDF laqueados de amarelo. Almofadas e futons são de brim.
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Agência de publicidade. A mesa de MDF redonda propõe um escritório em que todos os funcionários possam interagir mais. Este espaço da arquiteta Penélope Batista e da decoradora Laiana Dias tem 47m² e traz piso de carpete. Próximo à mesa, foi aplicado um papel de parede com nomes de grandes capitais mundiais escritos. O ambiente combina cadeiras de corino branco e de madeira. Uma das peças centrais é a luminária com 12 lâmpadas fluorescentes sustentadas por cordas comuns.
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Quarto do casal. A cama deste quarto de 67m² é formada por uma espécie de tatame que tem iluminação com LED embutida e instalada sob o painel de madeira e cerâmica. Tanto o painel como a cama usam madeira de demolição. O piso, de porcelanato natural em tom concreto, harmoniza com a laje existente. A decoração conta com almofadas de patchwork e manta de crochê, feita pela mãe da designer Amélia Nogueira, que assina o ambiente com a arquiteta Maria Haydée.
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Quarto do Hotel. A maior parte das necessidades de um hóspede nesse quarto estaria resolvida com o móvel multiúso, que serve de cabeceira da cama, mesa de escritório e abriga o frigobar. O ambiente de 45m² dos arquitetos Filipe Monte Serrat, Manuela Dantas e Virginia Manfrinato conta ainda com um closet de telhas translúcidas, que tem iluminação interna de lâmpadas RGB. O piso flutuante imita madeira e, no teto, o forro foi substituído por pintura preta.
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Cozinha da casa. O balcão de revestimento vinílico que imita madeira é o centro desta cozinha criada pela arquiteta Renata Dutra. No espaço de 90m², o piso é de porcelanato branco. Aproveitando a vista do prédio da Casa do Candago, Renata derrubou uma das paredes e substituiu por vidro. Outro destaque são as várias peças de artesanato, todas de artistas brasilienses.
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Galeria de Arte. O espaço criado pela designer de interiores Soraya Brixi manteve o piso de granitina original do edifício. As peças em exposição estão dispostas em uma parede branca que contrasta com o painel marrom de PVC reciclado e o tom escuro do teto. As luminárias, distribuídas em frente aos quadros, dispensaram o uso de forro e, com isso, permanecem visíveis partes da estrutura de concreto aparente.
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Espaço do Candango. O ambiente de 25m² foi criado para arrecadar doações para a Casa do Candango, a mais antiga creche de Brasília e que hoje funciona em outro endereço. Cada visitante do Morar Mais que colaborar com a causa ganha um pequeno tijolo de madeira com seu nome. Ao longo do evento, os tijolos vão completar o painel ao fundo. O espaço dos arquitetos Jonas Soares e Aída Avelar conta ainda com piso vinílico que imita granitina, papel de parede cor de madeira e forro de gesso no teto com iluminação com LED.
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Jardim das Esculturas. Obras de artistas de Brasília ficam expostas neste jardim que pode ser visto de vários andares. O piso de PVC reciclado foi usado pela designer de interiores Soraya Brixi e pela arquiteta Julieta Rodrigues para imitar bambu. As pedras e folhagens no chão recebem iluminação natural durante o dia. Destaque para a cadeira Red and Blue, criação de 1917 do holandês Gerrit Rietveld.
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Entrada e Bilheteria. O piso e o teto foram mantidos originais neste projeto da arquiteta Tania Franco. O destaque decorativo fica por conta dos gatos da artista Verônica Neves.
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Café. O painel com ilustração vetorizada executada em computador remete a cenas da história do café no Brasil. Neste espaço de mais de 100 m2, as designers de interiores Sara Puttini e Cristina Braz usaram piso flutuante da Eucafloor e mesas de madeira.
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A fachada do prédio da Casa do Candango, um projeto da década de 70, foi mantida original pela arquiteta Valéria Motta. A construção de estilo modernista,que estava desativada há 10 anos, tem uma área de 3.800 m² é marcada pelas linhas retas e o concreto aparente.



