Conheça os seis arquétipos do amor e tenha um relacionamento duradouro

Os seis arquétipos do amor aumentam a consciência sobre as possibilidades dos sentimentos. Assim, evitam-se as derrapagens! Felicidade no amor, encontre aqui

Texto Raphaela de C. Mello | Direção de arte Camilla Frisoni Sola | Design Luciana Giammarino | Ilustração Adriana Alves

O amor é o bálsamo enviado pelos deuses. Quem há de negar. Entretanto, seu reverso traz desencanto, sofrimento. Fantasmas inofensivos, porque mesmo carregando na pele as marcas dos desenganos ansiamos pelo encontro amoroso em qualquer tempo e idade. Se não há escapatória, melhor decifrarmos as engrenagens desse arranjo. É o que propõe o dr. Allan G. Hunter, terapeuta e professor de literatura do Curry College, em Massachusetts, nos Estados Unidos, no livro Os Seis Arquétipos do Amor – Usando os Símbolos do Tarô e dos Contos de Fadas nos Relacionamentos Amorosos (Pensamento).

Adriana Alves

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O Inocente. Regressemos aos primeiros meses de vida de um bebê. Aquecido pelo colo materno e alimentado pelo leite morno e nutritivo, o rebento experimenta o Éden. Conforto e segurança em doses máximas, dia após dia. Ele não só se sente amado acima de todas as coisas como acredita na força inviolável desse elo. Logo, o Inocente simboliza aquele que crê, que confia no amor do outro, tal qual um recém-nascido. “Podemos ver aspectos do Inocente na completa confiança compartilhada por casais felizes. Eles simplesmente confiam um no outro”, afirma o autor. Entenda, não vale confiar 80 ou 90% no parceiro. O padrão de pureza e credulidade desse arquétipo é mais exigente que isso. “Ou existe completa confiança ou nenhuma”, frisa o especialista. A fragilidade desse modo de se relacionar se mostra quando o indivíduo se torna refém da condescendência absoluta. “O Inocente sempre será aquele que perdoará facilmente, às vezes facilmente demais.” Se por um lado tende a ser enganado, por outro consegue enxergar a faceta positiva de pessoas e situações, numa atitude construtiva. Acontece que muito pouca gente permanece nesse estágio por muito tempo. “As pessoas crescem, enfrentam o mundo e precisam de defesas para fazer isso”, assinala o autor. Adquirir certa vigilância, ele ressalta, é o primeiro passo rumo ao amadurecimento. Mas jamais devemos sufocar a voz do Inocente, uma vez que esse arquétipo “representa a forma mais pura de amor e confiança que podemos ter”.

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