Cortinas: 16 dúvidas de leitores respondidas!

Preparamos um guia completo para acabar com as dúvidas sobre materiais, dimensionamento do tecido, combinações e muito mais.

Texto Flávia Pinho (SP)| Reportagem Visual Daniela Arend (RJ)

Além de darem um toque especial à decoração, elas conferem privacidade e luminosidade no ponto certo aos ambientes. Sabendo que o tema dá pano para manga, levamos as principais perguntas dos leitores aos especialistas. O resultado é um guia com dicas práticas.

Divulgação

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A gaze de linho roxa (JRJ, R$ 132,10 o metro) amplia o quarto projetado pela arquiteta Eliane Fiuza, do Rio de Janeiro: além de o tecido ser leve,dispenso em razão da veneziana. Foram necessários 10,20 m para fazer as pregas paulistas, que dão mais peso e evitam que a cortina fique desarrumada. O trilho 15 cm embutido no forro rebaixado. Com 3,22 x 2,90 m, o modelo foi confeccionado pela Blum Haus, que cobrou R$ 840 pela mão de obra e a colocação.

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Quais são os tecidos mais indicados? E opto por cor clara, escura ou com estampa? Vanderlei José Machado, Betim, MG

 

“Os sintéticos mais habituais são o voal, para quem quer transparência, e o linho 100% poliéster, para um efeito mais opaco”, sugere Marli Donatelli Toia, gerente da Spazio Donatelli, de são Paulo. Entre as fibras naturais, a escolha costuma recair sobre a gaze de linho e os linhos de trama mais fechada, puros ou mistos. “A seda não perde a majestade, mas, como custa caro, é mais usada em xales”, ela explica. Para o forro, o tergal de poliéster é uma alternativa mais econômica que o algodão. Quanto às cores, tudo depende da intenção. Tecidos lisos e claros são apropriados quando se deseja um ambiente mais iluminado – por isso comparecem com frequência em salas. Já os escuros, cheios de personalidade, podem transformar a decoração, porém desbotam com mais facilidade. Estampas e listras são mais comuns em quartos.

Meu apartamento é pequeno e tenho crianças. O que é mais prático: cortina ou persiana? Alexandra Lúcia S. Miranda, Santarém, PA

 

A persiana é a melhor opção quando o ambiente é muito compacto ouquando não há espaço -- “se a cortina ficar muito espremida entre a parede e um móvel, por exemplo”, esclarece a arquiteta carioca Evelyn Drummond. Caso a área não seja problema, as cortinas sintéticas são mais fáceis de limpar que as persianas. Melhor ainda se o tecido for claro, levinho e pouco volumoso, como o voal de poliéster. E fique atenta: quanto mais pregas ou franzido, maior o volume da peça.

A cor da cortina deve combinar com móveis ou com paredes? Gustavo Santos, Belo Horizonte

 

“Tanto quanto a calça deve combinar com a blusa”, dispara o designer de interiores Roberto Negrete, de são Paulo. Trocando em miúdos, é uma decisão pessoal, que vai do gosto de cada um. “Os inseguros devem ficar com modelos de tons neutros, que funcionam como um pretinho básico e combinam com tudo”, ele indica.

Moro em um prédio que tem persianas externas, daquelas que, quando recolhidas, ficam dentro de uma caixa acima da janela, dentro do apartamento. E não encontro cortinas que se adaptem a essa caixa... O que fazer? Silvia Helena, São Paulo

 

Eis um desafio até mesmo para os profissionais. Em seus projetos, Roberto constrói molduras de MDF para as janelas, que embutem o trilho ou o varão e, ao mesmo tempo, abrigam a caixa da persiana (foto à esquerda). Outra alternativa, mais barata, é instalar um varão em forma de U, rodeando a caixa da persiana.

Posso usar um modelo diferente em cada cômodo? Camila Martins Baptista, Itapagipe, MG

 

Sim, desde que os ambientes sejam separados de fato, segundo Roberto Negrete. “No caso de uma sala com dois ambientes, prefira cortinas ou persianas iguais.” Já a arquiteta carioca Juliana Massotti, da Por 3 Interiores, não vê problema em mesclar modelos – basta que sejam coordenados. “Devem seguir uma linguagem comum, nas cores e nos estilos”, afirma. Em casas térreas, ela recomenda outro cuidado: “Considere o ponto de vista de quem está de fora. Se as janelas da sala e do quarto ficarem lado a lado, melhor que as cortinas tenham a ver uma com a outra”.

Qual o tamanho ideal para a cortina? Deve tocar o teto e ir até o chão? Líbia Gomes do Nascimento, Natal

 

Quanto mais alta ela for, maior a sensação de amplitude. Portanto, encoste ou fixe o varão ou trilho no teto. “Apenas em ambientes onde o pé-direito é muito superior ao padrão de 2,70 m, é possível instalar o varão a meio caminho entre o teto e a janela, sem que essa última pareça achatada”, opina Negrete. Pelo mesmo motivo, o comprimento certo é rente ao piso. Mas atenção para não exagerar, deixando o tecido com a barra dobrada ou embolada, pois acumula sujeira. Se houver um móvel em frente à janela, Evelyn Drummond sugere afastá-lo pelo menos12 cm, para que a cortina passe por trás. Se não houver mesmo espaço, a peça pode terminar 15 cm abaixo da janela, dando preferência para os modelos rolô, romana ou persiana. “Cortinas franzidas ou pregueadas, quando curtas, ficam armadas. Não é bonito”, diz a arquiteta.

Que modelo controla a luminosidade na sala de TV? Maria Luiza de A. Pinheiro, São Paulo

 

Uma peça do tipo rolô, revestida de blecaute, bloqueia a passagem de luz, não ocupa espaço e fica quase invisível quando fora de uso (na Online Persianas, o m² sai por R$ 125). Quem prefere cortinas convencionais já encontra tecidos próprios para esse fim, inclusive estampados, que podem ser trabalhados com franzidos leves – na Spazio Donatelli, custam a partir de R$ 40 o metro (com 1,50 m de largura). Os blecautes plásticos, aliados a ortinas comuns, caíram em desuso: são baratos, mas exigem a instalação de dois varões ou trilhos. Nessa configuração, o conjunto não ocupa menos de 30 cm.

Qual é o material mais eficiente para proteger o computador do sol? Priscila Lemos Lira, São Paulo

 

No escritório, o risco não está apenas nos raios solares que incidem sobre o equipamento, mas também no calor. A tela solar, disponível em diferentes graus de proteção e visibilidade (de 1% a 20%), é a mais indicada, já que consegue reter até 96% dos raios UV sem escurecer o ambiente, além de permitir a ventilação por meio dos microfuros, diferentemente de um blecaute comum. Versátil, o material pode ser usado em cortinas romanas ou do tipo rolô.

Cortina romana e persiana romana: onde está a diferença? Victoria Moraes, Cuiabá

Não há. É o mesmo modelo, batizado de formas diferentes – varetas horizontais dividem a peça em tiras, que sobem uma a uma, em camadas, formando ondas. De visual clássico, pode ser de tecido sintético, tela solar ou fibra natural.

Posso usar cortina e persiana na mesma janela? Jocimara W. Pauluch, Guarapuava, PR

 

Claro, e trata-se de um recurso prático, na opinião de Roberto Negrete: “Adoto em meu apartamento, repleto de janelas. As persianas garantem privacidade, enquanto o papel das cortinas é suavizar seu aspecto, impedindo que os ambientes fiquem frios, com cara de escritório”.

Persianas verticais estão fora de moda? Denise Legentil Alves, Niterói, RJ

 

Apesar de ainda ser muito popular, esse modelo não é adequado a projetos residenciais. “Qualquer espaço fica impessoal, com jeito de ambiente comercial”, afirma Roberto.

Existe um modelo próprio para cozinha e lavanderia? Rita de Cássia Luiz, Sorocaba, SP

 

A tela solar, a mesma indicada para o home-ofice, funciona bem nos ambientes de serviço, e com a vantagem de reduzir a incidência de sol sem escurecer. Feita de poliéster e PVC, ela resiste à gordura e pode ser higienizada diariamente.

Tenho duas janelas de 1,60 x 0,60 m, lado a lado. Devo instalarduas cortinas ou apenas uma? Vilma de Moraes Silva, Juquitiba, SP

 

Depende do espaço entre elas. Se ficarem próximas, a um intervalo de até 30 cm, considere adotar um trilho ou varão único – nesse caso, o vão duplo só será revelado quando a cortina estiver aberta, cada folha para um lado. Porém, se a distância entre as duas aberturas for maior, assuma a duplicidade também para a cortina.

Qual o tipo indicado para uma janela dupla, com veneziana que abre para fora e vidro para dentro? Jane Suely, Niterói, RJ

 

Lembra da cortina da casa da vovó, aquela bem franzida e fixada sobre cada vidraça, em ganchinhos presos em cima e embaixo? Ainda estão valendo, assegura Roberto. “A desvantagem é que esse modelo não permite abrir a cortina sem abrir a janela. As duas vêm sempre juntas.” Uma segunda opção requer bastante espaço: o varão ou trilho deve ser longo o suficiente para que o tecido corra inteiramente para o lado, permitindo que a aba interna seja aberta.

Moro em apartamento com varanda envidraçada. Posso colocar um rolô? Miriam H. C. Oliveira, São Paulo

 

Sim, e ainda há a opção de uma cortina com ilhoses pelos quais passa o varão. “Os dois modelos são bastante usados em terraços porque não fazem muito volume e têm aspecto minimalista, que não interfere na ambientação”, opina Marli, da Spazio Donatelli. Mas é preciso atentar para dois itens essenciais: as normas do condomínio e o funcionamento correto. O rolô, por exemplo, precisa de espaço para se recolher, sem impedir a movimentação dos vidros.

Cortina de miçangas é brega? Richele G. Vignoli, Londrina, PR

 

Essa é uma peça estritamente decorativa. “É uma alternativa que só combina com ambientes jovens, descontraídos”, avalia Judite Grabarz, proprietária da loja paulistana Angelina Cortinas. Como divisória de ambientes, instalada no lugar da porta, pode dar um efeito divertido à decoração da casa de praia – principalmente se formada de contas rústicas, como sementes.

 

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