A casa de 180m² reúne espaços claros e arejados, com poucas paredes.
Por Araci Queiroz e Analu Fernandes (assistente)
Texto: Lúcia Santos Gurovitz
Fotos: Leonardo Costa/Mca Estúdio
Ilustrações: Carlos Campoy
Os pais do designer gráfico Eduardo Campos de Moura tinham duas casas no mesmo terreno, em Niterói, RJ. "Demoli uma delas para construir a minha", conta. Na nova morada, ele e a mulher a veterinária Fernanda de Moura queriam viver em espaços claros e arejados, com poucas paredes. O projeto dos arquitetos Antonio Claudio de Souza Leite, Felipe Lobão Rudge e Flávia Martins incluiu uma faixa de jardim na sala. Ter um bom espaço para trabalhar em casa era uma das prioridades de Eduardo. Diretor de arte de uma grife de moda, ele começou um ano atrás a produzir objetos e móveis. Às terças-feiras, o designer ocupa o estúdio de 30 m²,que faz parte do corpo da construção, mas dispõe de entrada independente. Conheça outros dois sobrados que refletem o jeito de ser de seus moradores.
Sala e cozinha ficam integradas sensação ressaltada pelo piso contínuo de marmorite. O sofá, o tapete e as banquetas altas são de Fernando Jaeger. A tela foi pintada pelo morador. Almofadas da Cacumbu e luminária da Futon Company. A cozinha tem armários da Florense.
As prateleiras do estúdio guardam peças que Eduardo cria juntamente com a designer e amiga Isabela Miranda, sua parceira na Infinitta Design. São quadros e objetos que recebem estampas de silk screen, o mesmo processo de impressão usado em camisetas. Os desenhos também cobrem o banco de madeira de demolição e o tecido da poltrona antiga (à frente da parede laranja). Cadeira giratória da Via Manzoni e tapete da Kallifa's.
Nas duas suítes do pavimento superior, a área da bancada da cuba fica integrada ao quarto. No térreo, veja como não há passagem do estúdio para os demais ambientes. A obra, finalizada há dois anos, durou apenas 11 meses.
Vindos de uma demolição, os tacos foram dados a Eduardo pelo senhor Nilton, o mestre-de-obras responsável pela construção, em troca de duas esquadrias da casa que havia no terreno. Cama de MDF coberto de laminado cappuccino, com cabeceira de couro, desenhada pelo morador. Roupa de cama e mancebo da Arte de Dormir, almofadas estampadas do Atelier Clementina e luminária da Via Manzoni. Sobre a bancada da pia, vaso de Duílio Sartori.