Felizes para sempre do casamento entre uma antiga casinha e uma nova construção, nasceu este recanto de lazer de 90 m² afinado com o espírito praiano, leve e colorido.
Por Eliana Medina e Rosele Martins
Fotos: Célia Mari Weiss
Divulgação
Quiosque e deck, elevados, escapam de alagamentos, comuns na região. A pérgula é de bambu (Nunes Bambu e Cia.) com vidro por cima. O eucalipto tratado contra umidade e fungos, da UPM Capital, se repete em todo o conjunto.
Ansioso por um cantinho mais despojado, o casal decidiu vender a propriedade em outro ponto do litoral norte paulista e comprar uma edícula e um terreno, como define a proprietária, na Barra do Sahy. O principal atrativo era o lote com 30 m de comprimento e 11 m de largura, ele permitia ampliar a construção existente sem abdicar da farta área verde que o resguarda. Porém, aumentar a edícula não era suficiente: deteriorada pelos 20 anos de uso, ela precisava de uma atualização. E aí entraram na história a decoradora Ruth Politi e a arquiteta Maria Christina Salles Gorhom, que repaginaram o conjunto com sala, cozinha, banheiro e dois quartos e o complementaram com terraços, deck, ofurô e o living anexo. Não sentimos necessidade de adotar o mesmo estilo na porção nova e na antiga. Mas alguns elementos promovem unidade, explica Ruth, citando como exemplo o eucalipto autoclavado, presente na estrutura do quiosque e na fachada da casa reformada. Se o seu sonho também é ter uma casa na praia, aguce o seu desejo vendo as fotos abaixo e, depois, vendo outros dois recantos no mar: uma casa reformada com deck e piscina e uma casa de praia bem colorida para o final de semana.
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Os primeiros proprietários ergueram uma edícula (pintada de azul) pensando em depois transformá-la num anexo da moradia principal, que nunca saiu do papel. Para os novos donos, porém, o imóvel original bastava: com alguns ajustes e um living extra (à esq. na foto), ficou na medida.
Os 2,60 m de altura das portas de correr de pinho-deriga de demolição (Como Antigamente) orientaram as medidas do quiosque (parte nova da casa). O beiral de 60 cm de largura impede que chova dentro, já que não há vidro fechando a empena do telhado.
O anexo de 24 m2 acolhe um ambiente de estar e jantar, com piso de cimento queimado. Como a outra sala às vezes vira quarto de hóspedes, precisávamos desse espaço a mais, justifica a dona da casa. Uma treliça de bambu dá graça à abertura de vidro, na parede do fundo.
Quiosque e deck, elevados, escapam de alagamentos, comuns na região. A pérgula é de bambu (Nunes Bambu e Cia.) com vidro por cima. O eucalipto tratado contra umidade e fungos, da UPM Capital, se repete em todo o conjunto.
A sala da edícula agora conta com uma janela no alto da parede. O piso de ardósia foi coberto com tinta Novacor Piso, da Sherwin-Williams, protegida do tráfego com resina de silicone. Sugiro repintar a cada três anos, diz Ruth.
Quando projetaram o novo banheiro junto ao quarto principal, arquiteta e decoradora providenciaram também os pontos de entrada e saída de água do ofurô levado da moradia dos proprietários em São Paulo, onde era pouco usado. O efeito manchado das paredes, tingidas de azul, deve-se à caiação, tipo de pintura à base de cal, água e pigmento.
O banheiro abre-se para os ambientes de lazer e exibe um delicado tapete de ladrilhos hidráulicos no piso de cimento queimado. A prateleira sob a pia não sofre com a umidade litorânea, pois é feita de alvenaria assim como o tampo, coberto de azulejos.
As alterações na edícula incluíram a construção de um banheiro e a conversão de um depósito em quarto de hóspedes. A porta de entrada, antes localizada na lavanderia, à direita da cozinha, foi transferida para a sala de estar. Com novas aberturas na sala, na cozinha e nos dormitórios, a casa se iluminou. Um deck liga uma área à outra.
Projeto e execução: Ruth Politi e Maria Christina Salles Gorhom
Paisagismo: Alalou Paisagismo