Cerimônia de Abertura das Olimpíadas: os souvenirs de East End
Selecionamos algumas souvenirs dos Jogos Olímpicos que foram assinadas por designers do East End.
Por Nilbberth Silva
A classe trabalhadora de São Paulo mora na Zona Leste; a do Rio de Janeiro na Zona Norte; e a de Salvador, no subúrbio ferroviário. Londres também tem sua área pobre e com poucos investimentos do governo: é o East End.
Nessas olimpíadas, os olhos do mundo se voltam para a área. É lá que a cidade construiu o Parque Olímpico, uma área verde de 2 quilômetros quadrados que recebeu boa parte dos 24 bilhões de reais investidos nos jogos.
Nós doCasa.com.brsomos da periferia e achamos que, se os jogos estão acontecendo no subúrbio, não vale a pena comprar souvenirs feitos na China com réplicas de monumentos do centro de Londres. Por isso, descobrimos souvenirs divertidos feitos em Londres por cinco designers do East End. Os produtos foram criados para a ONG Create London, que apoia artistas a região. Você pode comprá-los em lojas selecionadas neste site.
Divulgação
Os livros vêm no formato A5 (14 X 21 cm) e custam 9,95 libras.
Os sons incluem o digitar do poeta John Hegley, o alho sendo cortado em um restaurante estrelado e o som do trabalho de Alex Noble, designer de muitos dos trajes de Lady Gaga.
O disco tem desenhos dos trabalhadores na capa e vêm com um código exclusivo, que permite baixar os sons da internet. Mede 26 X 26 cm e custa 15 libras.
O designer André Klauser transformou em utensílio doméstico os postes onde são amarrados os barcos do Regent’s Cannal, um canal que passa pelo East London.
O Shops’n House é um kit com cinco casinhas de porcelana translúcida que retratam pontos pouco conhecidos, mas tradicionais do East London. Na parte da frente estão lojas como o Pub Blind Beggar; atrás, estão casas de personalidades que nasceram na região, como o guitarrista Marc Bolan, da banda de rock T. Rex, que fez sucesso nos anos 60.
Feitas de porcelana translúcida, as casas medem entre 4,3 e 8 cm de altura. Foram criadas pelo designer Barnaby Barford. O kit já saiu de estoque, mas você pode reserva-lo. Custa 75 libras.
O East London tem até um “dialeto” próprio, o Cockney, um linguajar com sotaque forte e cheio de gírias. As gírias do Cockney são formadas substituindo as palavras em inglês comum por outras que rimam com elas. Assim “Rose Lee” vira “Tea” (chá). Os broches coloridos do designer Ed Carpenter celebram esse jeito de falar, típico dos bairros onde as Olímpiadas estão acontecendo. Na foto acima, o kit A, com as gírias para “Chá”, “Gin” e “Curry” (da esquerda para a direita).
O kit B traz alguns dos palavrões da língua inglesa: crap, cunt e knackers (de cima para baixo). O significado eu não digo – você pode procurar no Google Tradutor (http://translate.google.com.br/#en/pt/).
Os “cadernos de exercícios” da designer Donna Wilson vêm em pacotes com três. Nos fundos, há um mapa ilustrado com lugares da Zona Leste de Londres para andar de bicicleta, nadar ou virar de ponta à cabeça.