Sete su�tes e uma extensa �rea de lazer fazem da casa de campo no interior paulista ref�gio onde o casal, os filhos e os amigos se encontram para curtir fins de semana regados a sossego e jantares animados.
O casal já possuía outro endereço de lazer, pouco usado por causa dos 240 km entre São Paulo e a praia de Ubatuba. Por isso, ao visitar amigos em um condomínio a apenas uma hora da capital paulista, ele e a mulher resolveram construir na vizinhança. E encomendar o projeto aos arquitetos Henrique Reinach e Maurício Mendonça, que responderam com seu traço contemporâneo característico. Eles deram carta branca em relação ao estilo. Só pediram que houvesse sete suítes e uma área social espaçosa, conta Henrique. A receita, porém, não era tão simples. A frente estreita do terreno, com 20 m de largura, nos obrigou a valorizar os fundos, onde essa medida triplica. Mas a entrada também precisava ser agradável, lembra o arquiteto, que então transformou o hall em ponto alto da casa. Busquei equilibrar as linhas contemporâneas da construção com materiais quentes, como a madeira, diz a arquiteta Maria Fernanda San Martin, responsável pelo projeto de interiores. E em uma praia do litoral baiano, um casal de franceses decidiu erguer uma morada com núcleos independentes para receber os amigos. Não deixe de ver.
Divulgação
As reuniões acontecem principalmente nos fundos, onde ficam a piscina e uma sauna seca, esta erguida no subsolo (à dir. na foto). Ao seguir a topografia do terreno, a construção de 1 200 m2 ganhou três pavimentos.
Duas rampas na entrada suavizam a troca de patamar, diz Henrique, que também usou uma cobertura de vidro aramado e madeira para tornar atraente o percurso até a área social, meio nível abaixo, e o andar superior. Outro recurso: palmeiras-solitárias, regadas manualmente.
A cobertura de garapeira não toca a alvenaria, e sim uma estrutura de madeira fechada com vidro laminado. Nas paredes, a textura feita na obra revela a adição de pedriscos no reboco, alisado com desempenadeira. A magnólia forma uma escultura junto à porta.
No cardápio, nada de monotonia. Um dia eles preparam hambúrgueres, no outro preferem pizza ou massa... Faz parte da diversão, conta a arquiteta Maria Fernanda. Algumas das iguarias saem da cozinha gourmet, com coifa retilínea (Tuboar) e balcão e armários revestidos de ripas de freijó (KPK Oficina de Interiores). O piso combina granilite (Casa Franceza) e pedra mineira.
No estar, destaca-se a lareira de mármore golden oasis (Marmobello). A mesa, feita da mesma pedra, não está em balanço: tem um pé central. Cercada por futons (Futon Company), vira área de refeições. A claridade extra chega por uma janela lateral do andar de cima.
A garapeira, protegida com stain, se repete no pergolado de uma varanda do segundo andar. É uma madeira resistente e tem o tom intermediário que desejávamos, justifica o engenheiro Rafael Canto Porto, da CPA Engenharia e Construções, que executou a obra.
Duas cubas permitem o uso simultâneo pelo casal. Do rasgo entre elas saem lenços de papel. A caixa fica guardada no gabinete, diz Maria Fernanda, que bolou a idéia.
Em vez de ralo, uma grelha no encontro entre piso e parede recolhe a água dos chuveiros. Nas paredes do boxe, aplicou-se revestimento impermeável à base de PVC (Gel-o-plast, da Tintas Âncora). Seteiras iluminam o ambiente e ventilam o jardim de cactos.
Planta térreo e inferior Legenda completa: As rampas vencem os 15 m entre a porta de entrada e a sala, de onde se chega à cozinha gourmet, ao home theater e ao pátio. Três suítes ficam no térreo, e as outras quatro, no pavimento de cima.