Casa Cor Rio 2010: encontro entre novo e antigo em 61 ambientes
Até 3 de outubro, a 20ª edição da Casa Cor Rio de Janeiro ocupa o belíssimo Palacete Modesto Leal (R. das Laranjeiras, 304. Rio de Janeiro - RJ), construção tombada, de estilo neoclássico e datada de 1883.
Da Redação
Um total de 85 profissionais, entre arquitetos, decoradores e paisagistas, criaram soluções para os 61 ambientes, provando que é possível realizar interferências de vanguarda em prédios históricos sem descaracterizar detalhes originais preciosos, como boiseries, pisos desenhados com parquê e pé-direito alto. Na galeria de fotos você pode conhecer e se inspirar em cada ambiente. As novidades das demais edições da mostra pelo Brasil você encontra no nosso Canal Casa Cor 2010.
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O projeto dos arquitetos Diego Uribbe, Duke Capellão e Rodrigo Kalache, do Movimento Arquitetura, dá boas-vindas aos visitantes com um ambiente inspirado na estética modernista. O toldo de madeira curvo, tingido de vermelho e apoiado nas pilastras neoclássicas originais da casa, se destaca junto ao balcão que traz, na parte da frente, uma base de acrílico iluminada e estampada com desenhos que repetem os balaústres típicos da construção. Ao lado, a poltrona de grandes proporções In+Out, de Philippe Starck, reforça o tom irreverente do espaço.
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Um vasto gramado abriga esta sala de estar, com sofás confortáveis, mesas de fibra e deques de madeira que envolvem a jabuticabeira. Os vasos do orquidário e os visitantes tiram proveito do sombreado de ombrelones negros e da cobertura de tecido tensionado. Além de me inspirar no glamour da época da construção, elegi cores neutras, que fazem um mimetismo com a fachada da casa, explica a arquiteta Márcia Malta Müller. O elegante composê dos estofados, em preto e cru, lembra os gradis de ferro e o tom das paredes do palacete.
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Uma elegância casual e requintada marca o estar criado pela arquiteta Lou Palhares. Ela forrou as paredes com papel listrado em discretos tons de off-white, e expôs ali uma série de gravuras de sua coleção particular. Uma moldura larga, pintada de azul-marinho, contorna o espaço, ressaltando o tecido estampado que cobre o sofá e as almofadas. O piso original, de tábuas corridas, intercala diferentes tonalidades de madeiras. Queria montar um clima aconchegante e confortável, mas com toques clássicos que remetessem ao passado da casa, diz Lou.
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Inspirado nos projetos de interiores italianos, o arquiteto André Piva montou uma decoração moderna em cima de uma base clássica. Esse contraste me fascina. Móveis e objetos com visual desgastado, como a mesa forrada com antigas chapas de tipografia e o tapete persa feito de retalhos, dialogam com a estante de módulos ondulados, assinada pelo estúdio Triptique. No generoso sofá em L, forrado com linhão bege, as almofadas de estampas marcantes, assinadas pelo estilista Carlos Tufvesson, se destacam. É dele também a padronagem que reveste o pufe redondo.
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Design e história se misturam com bom humor neste local de passagem. O arquiteto e designer Jimmy Bastian Pinto aproveitou o pé-direito alto para expor estátuas portuguesas de faiança do século 19, que decoravam fachadas, jardins e muros de casas importantes no tempo do Império. Parte da coleção do Instituto Portucale de Cerâmica Luso-Brasileira, as peças se destacam na parede azul. Quis brincar com a fi gura humana, das estátuas às almofadas, decoradas com estampa de Fornasetti, diz Jimmy, que assina as mesas com seixos de ametista e o sofá. Cadeiras One, do designer Konstantin Grcic, arrematam a sala.
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Um estudioso do Brasil ocupa esta biblioteca em que estantes, mesas e imponentes luminárias, todas feitas de ferro, foram detalhadas pelo arquiteto Chicô Gouvêa. Com aspecto envelhecido, o sofá e a banqueta de couro exibem estampas de mapas, bandeira e rosa-dos-ventos. A ausência de cor foi proposital para valorizar a arquitetura original da casa, que não sofreu alteração. Uma curiosidade: como seria difícil transportar todos os 40 metros lineares de livros que ocupariam as seis estantes do espaço, caixas e painéis de madeira foram impressos com as imagens dos títulos, imitando assim suas lombadas.
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A belíssima boiserie, original do século 19, foi determinante para que o arquiteto Erick Figueira de Mello tomasse a decisão de mexer o mínimo no seu espaço. Mantive paredes, piso e teto completamente inalterados. E caprichei na decoração, que é um grande baú de memórias, com peças trazidas de viagens pelo mundo inteiro, diz. Objetos de seu acervo pessoal, como globos e caixas, ocupam a estante de laca vermelha, desenho do arquiteto, e também a mesa de centro, garimpada em um antiquário. Nas almofadas, bandeiras de diversos países dão um toque divertido ao ambiente.
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Em apenas 7,20 m², o arquiteto Carlos Motta montou uma espécie de closet, que ganha cor e graça com a coleção de chapéus da dona da casa, de diferentes estilos e materiais, exposta em prateleiras e nichos moldados com marcenaria feita sob medida. Até a luminária no teto usa chapéus de palha, comprados em lojas populares no Saara, como cúpulas, conta. Ele apostou em ideias originais e lúdicas, como a pintura de laca fúcsia que tinge a antiga penteadeira, encontrada em um brechó. É o toque vintage do espaço, aponta.
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Colecionador voraz, o cenógrafo Edgard Octávio emoldurou suas queridas camisas estilo turista e reuniu-as a antigas malas como o interessante cabideiro- gaveteiro vintage para compor o cenário deste recanto escondido da casa, que leva um fundo de tom chocolate, referência a povos primitivos. Busquei inspiração em mim mesmo, já que adoro viajar pelo mundo, conta Edgard. Uma confortável chaise convida a um descanso entre o arrumar e desarrumar de bagagens ou à leitura. Criação da grife holandesa Moooi, a luminária Brave New World Lamp, composta de pequenos pedaços de madeira, mais parece uma escultura.
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A sofisticação palaciana se faz presente nos detalhes em paredes, molduras de madeira e estantes revestidas de papel de parede, um brasão impresso na colcha e um poema bordado em tecido sobre a cama. É um trecho de uma carta de amor da escritora francesa Simone de Beauvoir, explica Paola Ribeiro. A designer de interiores desenvolveu móveis de estilo clássico, como a escrivaninha folheada a ouro, a poltrona de leitura com pufe, a cabeceira e o recamiê estofados. Um lustre de cristal e um espelho do acervo da casa coroam o quarto com maestria.
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A designer de interiores Fernanda Scarambone entrevistou membros da família Modesto Leal, que habitou o palacete por mais de um século, para selecionar as imagens antigas de seus integrantes em cenas registradas dentro da casa. À parede de retratos, emoldurados com entalhes a mão de acordo com o tema, ela juntou o colorido pop do papel de parede listrado, contraste proposital à base clássica do projeto. Um bufê francês do início do século 20 com peças de época e uma cadeira Luís XV, renovada com laranja e turquesa, completam a ambientação do corredor.
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Para aproveitar melhor a varanda, a arquiteta Adriana Valle e a designer de interiores Patrícia Carvalho a cobriram com metal e vidro e subiram uma parede de alvenaria e gesso na lateral, onde nichos envidraçados funcionam como quadros da natureza. Ali, o casal reúne peças herdadas da família, como a mesa oval, banquetas e baús do antiquário Arnaldo Danemberg. Sobre o piso de cimentado, um tapete criado pelas profissionais repete os tons cru e azul da decoração. Repare nas arandelas DIV, lançamento da La Lampe, que parecem dois rasgos na parede.
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O restauro das paredes refez a boiserie, ou molduras de madeira: recurso utilizado pela arquiteta Joy Garrido para valorizar a arquitetura original da sala, com 70 m². As grandes aberturas inundam o espaço com luz natural, e para aproveitá-la apliquei tons claros na base da decoração, com pitadas de vermelho, que considero o tom do coração e da união, observa Joy. O azul-jeans atualiza o clássico pufe e almofadas de algodão bordadas garantem o conforto nos imensos sofás, onde a família se reúne. A iluminação assinada pelo lighting designer Peter Gasper destaca as obras de arte, como a tela de Maria Lynch, da HAP Galeria.
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Estofada com veludo italiano antigo, a cabeceira da cama virou o centro das atenções neste quarto. Como o cômodo é cercado por janelas, a solução foi posicionar a cama no meio, conta a arquiteta Roseli Müller. Por trás dela se esconde uma mesa de estudos, que ganhou iluminação diferenciada pelo pendente horizontal, revestido de seda pregueada por Luciana Martins Rosa. O tom azul-petróleo se espalha pela cama e pelo tapete, um patchwork de modelos antigos. Repare no arremate das cortinas: ele também abriga a iluminação indireta que destaca o teto, com pintura em arabescos do artista Benoit Gentil.
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O estilo clássico pode ser admirado em cada detalhe. Ao escolher um romântico papel de parede, molduras e sancas e ainda um lustre de cristal, as arquitetas Deborah Brauer e Cristine Paes propõem uma volta ao passado. Os móveis de estilo Luís XV, com acabamento em pátina provençal, repousam sobre um tapete aubusson em tons claros, que cobre com delicadeza o piso de madeira do quarto. Por trás do cortinado, um toque diferente: parte da parede foi revestida com treliçado de palha.
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O desenho do papel de parede virou a grande vedete deste espaço. Suas figuras femininas misturadas a formas orgânicas inspiraram até o desenho da bancada de Corian, bem art noveau. O grafismo combinou perfeitamente com o clima de boudoir que quisemos dar ao banheiro, diz Fábio Cardoso, que assina o projeto com o também arquiteto Alexandre Lobo. Apesar de boudoir ser um antigo cômodo de beleza feminino, duas cubas e dois espelhos revelam que a área aqui é partilhada pelo casal. Luz indireta, tons de bege e o revestimento de freijó lavado contribuem para o aconchego.
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Temático, mas fugindo do óbvio, este espaço convida a brincar e a dormir sonhando com uma aventura espacial. A textura lunar nas paredes, o tapete e as luminárias que imitam o Sistema Solar ajudam os pequenos a se sentirem miniastronautas. Com ajuda de um iPad e um sistema automatizado, a própria criança vai acendendo e apagando os planetas, conta Mariana Indio da Costa. Móveis desenhados pela arquiteta, incrementados com escorregador e tenda, têm bordas arredondadas e incentivam a autonomia dos meninos. Módulos lúdicos para guardar livros e brinquedos estimulam a leitura e a organização.
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A estampa criada pela designer inglesa Annette Taylor-Anderson, aplicada em papel de parede, tecido e cerâmica, domina o ambiente na área do lavatório. O padrão psicodélico encantou a designer de interiores Patrícia Franco e a arquiteta Claudia Pimenta, que buscaram nos anos 70 o mote para a ambientação da área de 108 m², situada no porão da casa. É a primeira participação das profissionais na mostra. Queríamos algo que lembrasse a atmosfera de festas dos dancing days. A iluminação cênica colabora para esse clima, ressalta Patrícia.
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Armários suspensos com acabamento preto fosco otimizam a pequena cozinha de apenas 12 m², que serve de apoio à família no segundo andar da casa. Sobre a bancada que reúne Corian, na área molhada, e madeira de demolição, no canto ideal para saborear o lanche, uma faixa de espelho refl ete uma foto plotada de natureza que ocupa a parede oposta. A ideia é que a imagem refl etida engane o olho, ou seja, é o trompe l´oeil contemporâneo, explica o arquiteto Leonardo Pascual, autor da proposta.
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O conceito de ambiente multiúso determinou a divisão em setores na varanda planejada por Juliana Neves de Castro, Luciana Nasajon e Mabel Graham Bell, da A3 Interiores. Optamos por quatro áreas: estar, refeições, relaxamento e exercício, explicam as designers de interiores. No centro de tudo, uma grande mesa de madeira apara objetos e uma bandeja de bar. Atrás dela, separado por uma parede transparente, o ofurô convida a relaxar. Sobre um dos deques, a mesa se cerca de cadeiras de acrílico Louis Ghost, criação de Philippe Starck. Dali se tem uma vista privilegiada para o verde em volta do casarão.
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Minicozinha, bancada de escritório e ainda uma cama confortável: o que mais um hóspede pode desejar? É uma estrutura completa. Busquei unir sofisticação e elegância, para receber com estilo, afirma a designer de interiores Cláudia Brassaroto, que desenvolveu a maioria dos móveis: cama com cabeceira estofada presa à parede e mesas de cabeceira forradas com tecido acamurçado. A paleta varia entre preto, cinza e branco, tons neutros e sempre atuais. O papel tem pequenos relevos prateados e dá uma unidade descontraída e leve ao ambiente, acrescenta ela.
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A sala íntima da designer de interiores Solange Medina aposta no relaxamento com tons e texturas suaves e neutras. Sancas e adornos originais da construção foram mantidos, dando um toque de aconchego. Um painel de marcenaria, pintado de off-white, serve de encosto para o sofá e embute estantes nas laterais. Almofadas criadas com tecidos importados, beneficiados com bordados, combinam com a padronagem listrada do sofá. A mesa de centro, desenhada especialmente para o espaço, leva a assinatura de Solange.
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Fiel ao estilo neoclássico do palacete, a designer de interiores Marilene Galindo assina um lavabo digno dos tempos áureos da casa. Mantendo o pé-direito de 4 m, ela valorizou as amplas janelas com fartas cortinas, arrumadas à moda antiga, e forrou paredes com papel de estampa discreta, onde o cinza prevalece. A bancada de granitato branco traz linhas sinuosas e textura rústica e a réplica de espelho veneziano completa o visual, que enfatiza o requinte de antigamente.
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O generoso corredor, iluminado por portas-balcão com sacadas voltadas para o jardim, virou uma moderna galeria nas mãos dos arquitetos Paula Neder e Alexandre Monteiro. Ali eles expõem a coleção de peças de artesanato e arte popular selecionados em parceria com o Sebrae. Prateleiras e nichos espelhados ocupam toda a extensão da parede: foram desenhados sob medida para os objetos escolhidos pela dupla. Pequenos ambientes de estar ganham móveis assinados por designers nacionais como Sergio Rodrigues, autor do banquinho Mocho e da poltrona Voltaire, estofada de amarelo.
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Clássico, o estar assinado pelos arquitetos Geraldo Lamego e Lia Lamego varia do ocre ao dourado com refinamento e elegância. Para degustar um aperitivo antes do jantar, pai e filha forraram as paredes com um papel puxado para um tom de ouro discreto e sofisticado. A pintura a óleo, posicionada com destaque em cima do sofá de linhas retas e design moderno, leva a assinatura do próprio Geraldo, artista plástico dedicado nas horas vagas. O tapete, estampado com grafismos, fica bem visível sob a mesa de vidro transparente, em forma de cubo.
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A arquiteta Ana Lúcia Jucá pensou em avós antenados com as modernas tecnologias, mas que não esquecem sua história de vida. Por isso a decoração atual, toda em dourado e off-white, também abre espaço para peças de época, como a cadeirinha de balanço francesa. O padrão clássico do papel de parede assinado por Tricia Guild se espalha por cama e almofadas, mas conversa bem com a mesa de centro revestida de couro claro. Sobre ela reina soberano o lustre de polietileno Avico, com 1,20 m de diâmetro, design do inglês Charles Williams.
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Os tons do grão do café, desde o seu nascimento até a torrefação, inspiraram as escolhas de cores do arquiteto Luiz Fernando Redó e do decorador Carlos Hansen para a ambientação desta sala de estar com varanda. Móveis e objetos europeus convivem em harmonia com um armário chinês e cerâmicas asiáticas. Chama a atenção dos visitantes o lustre holandês com 1,60 m, banhado de ouro fosco, uma tela assinada por Kakati e um par de obras da artista plástica Vera Hermano. No piso, um raro exemplar de tapete iraniano.
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Tons de cobre e luz controlada por dimmers garantem o devido aconchego deste local próprio para armazenar e degustar vinhos, projetado pelo arquiteto Duda Porto. Um sistema automatizado substitui o catálogo das garrafas. Um simples toque na tela permite saber a origem, a uva, a safra, a pontuação e todas as características do rótulo escolhido. Filetes de pedra-madeira aplicados na parede dão rusticidade ao espaço de 12 m², que abriga a adega de ipê e exibe piso feito com madeira de reflorestamento.
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Toldos de madeira fixos com alturas irregulares. Canteiro de plantas que embeleza e serve como um guarda-corpo natural. Sofá forrado de brim convidando ao relaxamento ao lado de confortáveis cadeiras de praia com tecido pintado a mão. Esses são alguns atributos que seduzem neste espaço com clima de varanda e atmosfera de balneário. A proposta vem do arquiteto Mauricio Nóbrega, que investiu também numa grande mesa de centro (3,20 m). Além de expor revistas, velas e objetos, pode servir como assento extra nos dias de festa. Peças de antiquário completam a atmosfera aconchegante do alpendre.
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Irreverente, colorida e feminina, a cozinha idealizada pelas arquitetas Deborah Wilcox e Beatriz Slaibi esbanja soluções criativas. Homenageando as chefs Adriana Mattar e Ana Cecilia Gros, o projeto se propõe a funcionar como um divertido ateliê culinário. Repare na luminária de talheres. A escultura leva a assinatura de Ricardo Becker. Na parede de MDF que imita textura de concreto, conchas de alumínio acomodam os temperos. Por que não subverter o uso convencional dos utensílios domésticos? Todos os objetos, afinal, podem se tornar peças decorativas, sugere Deborah.
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Um antigo assoalho, removido do galpão de uma marcenaria desativada e com as marcas do tempo aparentes, forra as paredes deste escritório. A madeira tem nuances e manchas que parecem uma verdadeira obra de arte, conta a arquiteta Tiana Meggiolaro, autora do projeto ao lado da sócia, a designer de interiores Beatriz Lynch. A cor azul-celeste, definida como aqua pelas arquitetas, entra em cena para quebrar a seriedade da madeira. Telas de artistas femininas, como os bordados de Bel Barcellos, levam delicadeza ao ambiente.
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Restaurada pela designer de interiores Julinha Serrado, a capela traz relevos tingidos de dourado e iluminação renovada, projetada especialmente para valorizar as interessantes imagens de santos cedidas pelo Sebrae. Aqui, a arte inspirada no barroco, de autoria de Mario Luiz, está representada com destaque: suas peças, moldadas em uma massa de papel, com mais de 1,20 m de altura, reproduzem com perfeição os entalhes de madeira típicos dos séculos 18 e 19.
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Tem ares de bistrô o ambiente assinado pela arquiteta Paloma Yamagata. Tecidos de linho se combinam às estruturas de madeira das peças, promovendo um clima de aconchego. No centro das atenções, samambaias pendem de uma mureta de concreto, formando uma charmosa parede viva. Ela não podia ser removida. A solução foi improvisar esse jardim verde, diz Paloma. Linhas retas nos móveis e uma iluminação pontual definem um espaço perfeito para degustar um saboroso café.
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Parece uma parede de tijolos maciços, mas não é. Os arquitetos Fábio Bouillet e Rodrigo Jorge evitaram o quebra-quebra e usaram uma textura artesanal, feita com massa de argila. A aplicação é simples e rápida, explica Rodrigo. O baú com a estampa da bandeira da Inglaterra substitui a mesa de apoio e combina com a poltrona de patchwork. A composição de quadros traz imagens clicadas em viagens e recordações garimpadas pelo mundo afora. Queríamos esse clima íntimo, relax e despretensioso, com um leve toque vintage, completa Fábio.
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O homenageado, aqui, é o jovem chef Thomas Troigros, filho de Claude Troigros. Ele ganhou uma suíte de 25 m², moderna e confortável. Contornos sinuosos com acabamento de tecnocimento branco comparecem no piso, na cama baixa e no forro das paredes, reforçando a assumida inspiração, do arquiteto Rogério Antunes e do decorador Bernardo Schor, na arquitetura contemporânea de Zaha Hadid e Ron Arad. Junto à bancada da cozinha, uma plotagem traz imagem do Louvre estilizada e a tela de grandes proporções, posicionada em cima da cama, leva a assinatura de João Machado, fi lho do artista plástico Juarez Machado.
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Uma ilha central, com bancada de vidro acidado, dois cooktops e espaço para refeições rápidas, é o foco de atenções na cozinha projetada pelos arquitetos Ana Lila Denton e A. Juarez Farias Jr. Queríamos montar um espaço prático, mas sem deixar de ser elegante, afirma Ana Lila. Nos armários, portas de vidro serigrafado conferem um ar futurista no ambiente ao lado das duas coifas-luminárias de alumínio. Nas paredes, pastilhas de vidro foscas e brilhantes se misturam aleatoriamente e, no teto, rasgos de luz foram cobertos com tensoflex estampado.
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Um casal jovem, preocupado com a qualidade da alimentação, toda proveniente de agricultura orgânica, detesta perder tempo procurando ingredientes. A alta tecnologia ajuda. Acionando uma tela de 32 polegadas, que funciona por sistema touch screen, se visualiza tudo o que precisa para uma receita, pois leds se acendem embaixo dos produtos nas prateleiras, explica o arquiteto Raul Moras, que bolou as facilidades com a arquiteta Fernanda Bessone. Na ambientação, revestimentos rústicos se aliam aos bancos transparentes Bubu 2, de Philippe Starck, uma bossa na hora de estocar os grãos.
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Laranja e preto dão o tom nada convencional à lavanderia de 12 m2 projetada pelas arquitetas Adriana Falcão e Gisele Falcão. Para liberar espaço na bancada, a dupla suspendeu a máquina de lavar, que pode descer a um simples toque de botão. Pensamos em uma paginação sob medida para ocupar o quarto reversível de um apartamento jovem, diz Gisele. O pendente estilo retrô Mirror Balls, do designer Tom Dixon, reforça o contexto antenado. Nos armários suspensos, a porta de vidro recebeu a aplicação de uma padronagem pontilhada, que lembra chapas metálicas industriais
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Não faltam soluções criativas no projeto deste quarto pensado para um jovem e antenado designer. Painéis laqueados emolduram as janelas, abrem nichos para abrigar objetos e livros e ainda formam uma bela parceria com a estrutura da cama. A parede descascada o reboco foi retirado durante a obra imprime uma atmosfera rústica num ambiente contemporâneo marcado por móveis de linhas retas e de design inusitado como o sofá Knot, assinado pela carioca Lattoog. O projeto é da arquiteta Andrea Chicharo.
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Uma prova de que até mesmo exíguos 9 m² podem ficar charmosos é este ambiente próprio para guardar o enxoval de cama, mesa e banho, forrado de renda da grife Ralph Lauren. A arquiteta Sophia Galvão apostou no contraste de cômoda, mesa e poltrona em estilo clássico francês com a moderna vitrine de melamina branca, portas de vidro e moldura de aço. Para arrematar, um lustre de cristal antigo, louças de época e flores deixam ainda mais feminina esta rouparia, usada pela dona da casa.
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Os arquitetos Mario Santos, Eliane Amarante e Denise Niemeyer planejaram uma homenagem a Brasília, que este ano completou 50 anos, em dois espaços. O Caminho Lucio Costa remete à cidade durante o dia e este lounge, à vida noturna da capital. Ali, um aparador de marcenaria abraça um antigo poço de pedra, preservado do casarão. Sobre o piso frio, um par de cadeiras e pufes Santa Bárbara, com design de Ana Revello Vazquez e Renato Sólio, faz lembrar os anos 50 e a arquitetura do Distrito Federal. Cortinas motorizadas dividem os ambientes. A iluminação com leds e luzes de efeito dramático, assinada por Fernanda Vasconcellos, se inspira nos monumentos de Brasília.
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Um terraço aberto para o verde convida a degustar o sorvete. Como esse costume é muito italiano, a arquiteta Patricia Fiúza rebatizou o espaço de Terraço Itália. A mistura de materiais rústicos e nobres dá o tom. O piso de barro e a parede pintada na cor concreto-esverdeado se aquecem com elegantes móveis de madeira e contrastam com a enorme estante branca com equipamento de vídeo. As formas retas do mobiliário e as curvas dos acessórios resgatam as linhas de Lucio Costa no desenho urbano de Brasília, cidade natal da arquiteta.
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Apesar de compacto (12 m²), o cantinho desenhado pela arquiteta Tatiana Lopes oferece todos os tipos de conforto, e ainda traz uma atmosfera romântica e aconchegante. O espelho, posicionado atrás da cama, aumenta a sensação de amplitude no espaço, que tem uma estante baixa junto à janela, acompanhada de um módulo solto em cima, eficiente para organizar os objetos mais queridos. O papel de parede listrado arremata com classe o ambiente, que ganhou uma suave iluminação indireta com rasgos laterais embutidos no rebaixo de gesso.
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A inspiração veio de uma recente visita à horta do papa, em Roma. Os paisagistas Claudio Pedalino e Suzi Barreto ficaram encantados com o ambiente rústico, que emanava tranquilidade e refinamento, e transportaram a ideia para a Casa Cor. Aqui, entre árvores frutíferas e mudas de temperos, uma grande mesa de madeira maciça recebe amigos e família à sombra de duas jabuticabeiras. Luminárias de ferro oxidado reforçam a atmosfera zen do local, especialmente agradável no fim de tarde. No piso, a cobertura de seixos cria uma textura natural e de fácil manutenção.
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Para trazer a copa da bela mangueira para o interior e privilegiar a luz natural, a arquiteta Renata Bartolomeu projetou uma nova estrutura para o teto da galeria, que se divide em uma água de vidro, transparente, e a outra, fechada, onde estão instaladas lâmpadas fluorescentes cobertas por painéis tensoflex. O piso é uma resina epóxi cinza, simples. Era importante que a base fosse uniforme e sem juntas, para não demarcar com linhas o espaço, diz Renata. Paredes brancas estão prontas para receber obras de artistas badalados como Nuno Ramos, Ana Holck e Daisy Xavier. O mobiliário, minimalista, busca ser quase imperceptível. O destaque são as obras de arte.
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No salão principal, apenas um ambiente dentro dos 255,50 m² projetados pelo arquiteto Pedro Paranaguá, o mobiliário moderno apresenta acabamentos rústicos, como madeira, couro e linho. A ideia é combiná-los a elementos da arquitetura, como os portais originais das antigas cocheiras, que ocupavam esta parte da propriedade, explica Pedro. Às cadeiras e mesas do designer Carlos Motta se alia uma comprida mesa com pés de acrílico e tampo de angelim. Sobre ela, enormes luminárias de compensado com laca azul pendem do teto revestido de folha de cobre, criação do lighting designer Maneco Quinderé.
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Em busca de um requinte clássico, o designer de interiores Milton Rocha apostou em cores sóbrias no mobiliário e nos revestimentos da joalheria: cinza, preto e branco. O piso, de peroba dourada aplicado sobre placas de MDF, faz a base para as bancadas de Corian branco, com design simples, de linhas retas. A parede, no fundo, recebe um grande espelho com moldura ebanizada, o mesmo acabamento dos armários baixos posicionados em balanço. O efeito acamurçado na parede vem da pintura texturizada. As poltronas forradas de seda cinza recebem os clientes com elegância.
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A parede de pedra ao fundo, as colunas de mármore e até mesmo a madeira de demolição da estante são o engenhoso resultado de pintura de arte, realizada pelo cenógrafo Clécio Régis e sua equipe. Gesso e isopor formam a base de tudo. Procurei recriar os materiais e as cores encontrados nas construções típicas da Toscana, na Itália, diz o designer de interiores Leonardo de Magalhães Pinto, que planejou a loja. Todos os objetos, a maioria de origem europeia, seleção da empresária Lalla Bortolini, estão à venda.
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Luiz Fernando Grabowsky enfrentou o desafio de transformar a garagem do casarão centenário em uma cozinha própria para acolher grupos de degustação. Parti da cor vinho e acrescentei tons de marrom, cobre e bronze para dar aconchego e o clima de lounge, conta o arquiteto. Ao fundo, uma contemporânea cozinha em U é separada por uma ilha que permite ao chef interagir com os visitantes. Sob a bancada, uma parede de pedra, sustentada por malha de ferro e iluminada, empresta rusticidade ao lugar. A mesa com acabamento de laca vinho tem 5 m e conta com a companhia das poltronas Pantosh, criação dos designers Leonardo Lattavo e Pedro Moog.
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Uma cachoeira virtual impregna com som e luz o jardim multimídia dos paisagistas Guilherme Portugal e Priscilla Pedrosa. A imagem, projetada sobre filodendros, torna o recanto especialmente agradável e sensorial, um oásis delimitado por uma cerca natural, montada apenas com vegetação baixa. Um deque de madeira plástica, ecológico, faz par com a poltrona de fibra sintética e formas arredondadas. Na estampa das almofadas, grafismos se destacam. Tentamos interferir o mínimo possível na bela folhagem local, afirma Guilherme.
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Materiais com apelo sustentável foram a opção do arquiteto Flavio Hermolin para abrigar produtos da obra O Sol artesanato feito com barro, madeira e cipó, que é vendido na loja. O piso de placa cimentícia faz alusão ao mármore travertino, mas substitui a pedra, que seria retirada da natureza. Além disso, tijolo de demolição e mosaico de madeira de reflorestamento poupam recursos. Ao fundo, uma peça de Corian sai do chão, vira prateleira e depois continua como balcão de atendimento: ideia e desenho do arquiteto.
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Prateleiras de metal vazadas reproduzem maleiros de trem e apoiam utensílios de cozinha, conservas, garrafas de bebida e objetos que colorem o bar despojado da designer de interiores Fernanda Pessoa de Queiroz. Como nos bons e velhos bistrôs espanhóis, tudo fi ca aparente, acessível, apostando no charme de uma decoração improvisada. Sem investir em muita marcenaria, ela optou por mesas soltas de madeira sobre o piso original de cantaria. As janelas altas, ovais, foram mantidas e o projeto de iluminação, com cerca de 40 lâmpadas penduradas em diferentes alturas, foi assinado por Maneco Quinderé. A pintura texturizada dá efeito cimentado às paredes.
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Gigantes formigas de madeira invadiram este pitoresco piquenique montado à sombra de uma velha jaqueira. A vitrola e a toalha xadrez remetem à atmosfera lúdica dos anos 60. Nos inspiramos no visual das pin-ups, conta o arquiteto Ricardo Melo, que assina a ambientação do jardim com o arquiteto Rodrigo Passos. Práticas cadeiras e bancos da marca francesa Tolix foram importados especialmente para o evento e fazem contraponto com objetos de porcelana branca de ares provençais.
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Nesta construção debruçada sobre a piscina sobressai a permeabilidade visual, ou seja, o visitante observa ao mesmo tempo interior e exterior. Usei o vocabulário modernista como base para uma arquitetura contemporânea, ressalta o arquiteto Ivan Rezende, que homenageou os 50 anos de Brasília. Círculos rasgados no gesso e preenchidos com tensoflex iluminam de cima um dos ambientes, que conta com ícones do design, como a poltrona de ferro e tiras de couro, de Flávio de Carvalho, e as poltronas Leve Tajá na cor vermelha, de Sergio Rodrigues.
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Duas espirais concêntricas de aço corten têm suas paredes internas revestidas de plantas, formando uma passagem que recria a ordem de evolução das plantas, desde os musgos e fungos até as flores, as espécies mais evoluídas. Meu labirinto tem apenas um caminho, ele representa o caminho do meio: o do equilíbrio entre homem e natureza, diz a paisagista Maritza de Orleans e Bragança. A exuberância do verde pode ser contemplada por aberturas na parede do labirinto ou do banco circular que ladeia este jardim de 65 m².
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O minimalismo característico da estética oriental influenciou o projeto dos arquitetos Fernanda Mancini e Anderson Macedo, que procuraram criar um ambiente onde diferentes materiais convivessem em perfeita harmonia. Do preto ao fendi, tons e texturas conversam entre si, como o piso e parede forradas de placas cimentícias, mas de diferentes modelos e formatos. Repare na superfície moldada com mármore Lumini, iluminada no interior, uma verdadeira obra de arte natural que faz par com a escultura vermelha, criação de Fabian. Mesas com acabamento laqueado receberam vidro tingido no tampo e as cadeiras são todas de couro preto.
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Debaixo de centenárias mangueiras, bem em frente da entrada do palacete, caminhos rodeados de pedriscos levam a uma banheira de hidromassagem preta e a uma pérgula integrada à natureza. Seu teto de bambu trabalhado em forma de renda acolhe trepadeiras, orquídeas e jasmins. Salpicadas em árvores e vasos, fl ores amarelas contrastam com os diferentes matizes de verde do lugar. Uma novidade: a paisagista Anna Luiza Rothier utilizou cilindros pretos de Corian para conter palmeiras, samambaias e capins de alturas variadas.
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Um local descontraído fecha o percurso da Casa Cor e será ponto de encontro dos frequentadores, com música, serviço de bar e, claro, pizza! Entre os 100 m² planejados pelos arquitetos Andréa Menezes e Franklin Iriarte, o ambiente de estar traz mobiliário diferenciado: repare nas cadeiras Atibaia, de Paulo Alves, e nas coloridas mesas de apoio Nine, de Jader Almeida. Seguimos o conceito de sustentabilidade em todo o projeto, desde a iluminação natural até o piso cimentado e o revestimento do drywall, diz Franklin, que utilizou em algumas paredes as placas Viroc, resultado da compressão de partículas de madeira e cimento.
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