- Carlos Alexandre Dumont - natural de Araxá, MG, se formou na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para ele, a boa arquitetura é reflexo de muita observação, dedicação e perseverança. "Aprendi a fazer certo errando", fala. Com a mesma simplicidade, Carico expõe sua marca minimalista: "Para que tanto luxo
se é possível ter a cidade aos nossos pés?"
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Cercada por densa vegetação, nos arredores de Belo Horizonte, a casa de campo do arquiteto Carico, tornou-se sua residência oficial quando casou pela segunda vez. Antes, porém, passou por uma reforma para minimizar o aspecto rústico e ganhar mais luz.
No deck de madeira de demolição (Marcenaria Isaura Kalas), a mesa para refeições ao ar livre traz cinco cadeiras Verner Panton na cor laranja uma série limitada produzida pela Vitra. Poltrona Anêmona, dos irmãos Campana.
O living teve uma das paredes de tijolos substituída por panos de vidro. Sobre o sofá branco, tela de Siron Franco. A mesa de centro, desenhada por Carico, tem relevos de folha de ouro. Poltronas de Le Corbusier.
Na sala de jantar, mesa Nomus, de Norman Forster, recebe cadeiras LCW, de Charles e Ray Eames. Ao fundo, um exemplar das janelas francesas mantidas após a reforma única concessão do arquiteto a antigüidades.
Localizado no andar superior, o quarto do casal tem uma cama desenhada por Ricardo Minelli e Fábio Berbari (Érea). Nas mesinhas de cabeceira, duas luminárias clássicas. Em primeiro plano, Berenice, de Alberto Meda (Iluminar). Ao fundo, Archimoon Soft, de Philippe Starck (Dominici).
Num dos cantos do quarto, mais uma seleção primorosa: cômoda de Antônio Citterio (Neo Design), poltrona Frau (São Romão) e luminária Rosy Angelis, de Philippe Starck (Dominici). Sobre o móvel, solitário de Shiro Kuramata, bonecos de Philippe Starck e luminária de Jorge Pensi.