Calçadas amigáveis: 4 bons exemplos a serem seguidos

Calçada permeável, acessível, com um belo jardim. Cuidar dela é um exercício de cidadania prazeroso

Reportagem Visual Zizi Carderari Texto Juliana Tourrucôo Fotos Evelyn Müller

Mais do que um exercício de cidadania, cuidar da calçada é motivo de prazer para muitos moradores. Inspire-se nestes depoimentos e veja também como conquistar uma entrada primorosa valendo-se das regras urbanísticas de sua cidade. Aproveite para conhecer mais sobre o projeto da calçada modelo que será aplicada na alameda Gabriel Monteiro da Silva.

Antes de conhecer os exemplos abaixo, clique aqui e veja o que pode e o que não pode ser feito!

Antes de mexer na sua calçada, consulte a prefeitura de sua cidade. Em geral, não se deve plantar ou podar uma árvore em área pública sem autorização. Ao dono da moradia cabe sempre a tarefa de conservar o piso, pois, em mau estado (com raízes de árvores sobressalentes, com buracos ou com acabamento escorregadio), ele se torna perigoso aos pedestres. Em algumas cidades, calçadas malcuidadas estão sujeitas a multas se houver reclamações. Atenção, paulistano: no site www.prefeitura.sp.gov.br/passeiolivre/index.asp, você tem dicas de acabamentos recomendados para piso, como o bloco de concreto e o ladrilho hidráulico, e os vetados, entre eles, o mosaico português.

 

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Recepção vistosa Raro é o dia em que a moradora passa por este jardim externo sem apreciar uma nova flor. Sempre impecável, o lugar virou motivo de orgulho e elogios entre os vizinhos depois da reforma. Foi tirar o piso de cimento esburacado, do antigo dono, para tudo mudar. Na área, nasceu uma faixa central de pedra miracema de 1,50 m, ladeada por canteiros de buxinho, azaleia e grama esmeralda (todos de fácil cuidado). Contratempo ela tem com alguns donos de cachorros, que não recolhem os excrementos dos pets. Eles, um dia, vão apreciar o belo com respeito.

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Passeio acessível

Calçada ideal é aquela que promove um caminhar seguro e confortável à criança, à moça de salto, ao senhor de idade com bengala e ao cadeirante. Para atender a essa diversidade de pedestres, invista numa superfície firme e contínua, com acabamentos que tenham uma sutil rugosidade, o que evita escorregões em dias de chuva. Neste projeto, a escolha foi por placas cimentícias (Solarium) de dois tons. O mais escuro (1 m x 50 cm, por 90,51 reais o m²) delimita a área de passeio e contrasta com as peças mais claras e de tamanhos menores (25 x 25 cm, a partir de 95 reais o m²). Projeto do designer Jose E. Bonetti, da Kitchens.

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Charme à meia-sombra

Para quem planeja investir em uma nova entrada para a casa, o conselho de um morador experiente: De nada adianta cuidar por uns dias e esquecer o resto do ano. Lembrando desse princípio, garante ele, você só terá alegrias. Esta calçada, de 3,50 m de largura retribui o carinho de minha dedicação promovendo sombra à casa e dando cor à fachada. Por isso, ele está sempre atento à limpeza dos canteiros e à rega. Também fica de olho no piso de cimento. Prático, esse acabamento com os anos cria fissuras, que, se não forem tratadas, viram buracos perigosos para tropeços.

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Calçada permeável

O arquiteto paisagista Luiz Portugal virou fã de pisos intertravados-drenantes (saiba mais clicando na foto abaixo). É uma maravilha, pois eles absorvem parte da água da chuva e não geram entulho na colocação, detalha o profissional, que nesta calçada, de 1,20 m, escolheu um modelo feito de massa cimentícia com agregados de mármore e granito (da Braston, 84 reais o m²). Para garantir uma superfície plana e contínua por anos e anos, Luiz também foi cauteloso ao projetar canteiros com espécies de raízes curtas, como moreias e ipê-amarelo ou grama esmeralda.

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Cobertas de asfalto, as cidades se tornaram impermeáveis, cabendo aos bueiro...
Cobertas de asfalto, as cidades se tornaram impermeáveis, cabendo aos bueiros receber toda a água da chuva. Não raro, eles não aguentam o fluxo intenso e transbordam, alagando ruas e avenidas. Dispostos a atenuar essa situação, arquitetos e paisagistas decidiram valorizar o solo vivo, dispensando mantas de impermeabilização (quando não há garagem no subsolo). Em seu lugar, eles dispõem um compacto mix de camadas com pedras, pedriscos, manta de drenagem e areia e aplicam na superfície pisograma ou placa com microporos. É essa dupla combinação que cria uma calçada drenante.

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