Bia Lessa e seu sobrado reformado em Santa Teresa

Um flamboyant faz companhia ao sobrado de 1820, totalmente reformado pela artista Bia Lessa. A casa é uma joia em Santa Teresa, tradicional bairro carioca. 

Por Simone Raitzik (visual e texto) Fotos André Nazareth

André Nazareth
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<p> Feito na obra, o cimentado queimado cobre a área social e o pátio externo do sobrado reformado pela atriz Bia Lessa, com o projeto de Camila Toledo. “O processo foi simples e artesanal”, conta Bia. A paginação, com placas de 1 x 1 m, evita trincas. Uma demão de resina impermeabilizante (Suvinil) protege de manchas e facilita a limpeza.</p>
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Há 14 anos, quando a filha, Clara, era ainda bebê, Bia Lessa resolveu – é hora de mudar. Saiu procurando um lugar mais confortável para morar, com varanda, vista e um irresistível “clima de família”, na definição da artista, autora de projetos cenográficos como o do Pavilhão Humanidade 2012, da Rio+20. Em Santa Teresa, pertinho do centro, ela encontrou, bem no alto de uma ladeira de paralelepípedos, este sobrado de 1820. Estava em péssimas condições, verdade, mas seu antigo morador, o flamboyant gigante, prometia muitas alegrias. Pronto: seria ali que ela viveria, feliz à sombra daquela árvore centenária, de flores vermelhas abrindo todo verão. “Nós nos mudamos quase imediatamente e pedimos à Camila Toledo, arquiteta paulistana apresentada por um amigo, o desenho da reforma. A ideia foi preservar a fachada e renovar o interior”, conta Bia. A primeira medida focou a inversão da planta, voltando os quartos para a frente do terreno, de 650 m². Isso deixaria a ala integrada ao terraço e ao quintal dos fundos. “Ainda que radical, a alteração fazia todo o sentido. Dessa forma, a área social se orientaria para o jardim, perfeito para alguém que adora receber. Na minha visão, casa significa encontro”, pondera a artista. Outro alvo, a cozinha também mereceu crescer. Antes compartimentada, transformou-se num local arejado, vestido de materiais modestos, tal qual o resto do imóvel. “Definimos que o principal seria conquistar espaços bem estruturados. Teriam os revestimentos mais simples, principalmente concreto, como uma galeria”, resume a arquiteta. Nada mau para a mudança pretendida pela anfitriã de animadas reuniões. A última contou com um show informal do músico Jorge Mautner. “Que lindo ver tanta gente aqui fora!”, comemora Bia.

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