A casa é de 1929, mas o ateliê com pergolado no jardim é novo em folha
O anexo de 20 m² foi construído sem descaracterizar a casa original
Reportagem Eliana Medina (visual) e Lara Muniz (texto) | Design Júlia Blumenschein | Fotos Gabriel Arantes | Ilustração Fabio Flaks
Em 1929, quando a casa da família da designer e artesã Eliete dos Santos Melo (acima) foi erguida, a região de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, consistia em pequenas propriedades rurais, como chácaras e sítios. “Meu avô foi o primeiro morador da residência, que passou por uma única reforma, em 1951”, conta Eliete, membro da terceira geração a viver ali. A herança sentimental despertou receio na hora de construir este anexo de 20 m², um ateliê onde ela se dedica ao trabalho com joias e cerâmicas, ocupação que se confunde com passatempo. “Me preocupei em não descaracterizar a casa”, recorda. Em dois meses, a estrutura de madeira proposta pelo arquiteto Victor Oliveira, da ODVO Arquitetura e Urbanismo, permitiu a integração do novo espaço com o jardim e o restante da construção, mantendo o ar de antigamente.
Gabriel Arantes
Em vez de desmatar parte da área verde do jardim para erguer seu ateliê, a moradora replantou as árvores adultas em outro ponto do terreno. Até a posição dos pilares foi pensada para não interferir nos arbustos. Adaptadas ao novo local, laranjeira e jabuticabeira já dão frutos.
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