Escolha a melhor árvore para calçada, fachada ou beira de piscina

Conheça as árvores mais indicadas para três lugares ao redor da casa - fachada, fachada e beira da piscina

Reportagem Eliana Medina (visual) e Raphaela de Campos Mello (texto) | Design Renata Rise | Ilustrações Débora Mendes

Carol Gherardi

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De sentinela. Apreciador de sol pleno, o guapuruvu cresce até 1,50 m por ano e atinge 30 m. Aos 3 anos, seus galhos e folhas ganham destaque. “Apropriado para grandes jardins, ele muda a paisagem em pouco tempo”, afrma o paisagista Roberto Riscala, autor deste projeto em Campinas, SP.

Em tempos de debates cada vez mais acalorados sobre meio ambiente, ter uma árvore em casa equivale a acolher um hóspede ilustre. “Trata-se de um bom recurso para obter conforto térmico e acústico, que, além disso, responde aos apelos da sustentabilidade”, opina o paisagista Marcelo Faisal, de São Paulo.

 

Como escolher a árvore ideal?

 

Não adianta trazer uma espécie de origem europeia para os trópicos”, enfatiza a paisagista paulista Juliana Freitas. Além da viabilidade de adaptação da muda, considere o porte da vegetação. O crescimento vigoroso da raiz costuma estragar pisos e muros; já o volume da copa pode comprometer a fação elétrica da rua ou então avançar sobre telhados e beirais, inclusive os de vizinhos. “Espécies maiores só funcionam em jardins extensos, parques e praças”, avisa Juliana. Segundo ela, os profssionais da área seguem a seguinte tabela: exemplares de 3 a 6 m de altura são considerados pequenos; de 6 a 10 m, medianos; acima de 10 m, grandes. Se você ainda não escolheu a que cultivar, aproveite as sugestões para três situações: fachada principal, calçada e margem da piscina. Todas se adaptam bem nas diversas regiões do Brasil.

 

O tipo de folha também influencia a escolha

 

Acervo Marcelo Bellotto

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Flores delicadas. Apreciada por gerar fores miúdas que vão do branco aos tons róseos, a resedá atinge 4 m de altura. “Ela se adapta bem a climas predominantemente quentes e apresenta raízes curtas”, fala o paisagista Marcelo Bellotto, de São Paulo, criador deste projeto situado em Itu, SP.

O fato de produzir sombra e, assim, refrescar os arredores é, sem dúvida, aspecto dos mais benéfcos. Entretanto, segundo Marcelo Faisal, o excesso de sombreamento provoca consequências indesejáveis. “Ele causa males ao jardim, uma vez que mina o crescimento de certas plantas”, alerta. “Como resultado, o espaço tende a ficar monocromático ou baseado em gramíneas. O ideal é balancear com locais ensolarados”, acrescenta. O ciclo de vida das folhas também merece refexão. Dependendo do tamanho e da quantidade desprendida dos galhos, os ralos e as calhas entopem facilmente. “Ao planejar seu jardim, o morador deve saber que algumas árvores [as caducas] perdem todas as folhas no inverno, enquanto outras possuem folhas ou fores miúdas e viscosas capazes de manchar o piso”, lembra Juliana Freitas. Já as frutíferas atraem aves e insetos. Cabe a cada um decidir se tais visitantes são bem-vindos ou não.

Como deve ser o plantio

 

Benedito Abbud Paisagismo

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Folhas estáveis. O paisagista paulista Benedito Abbud enfleirou coqueiros na margem direita da piscina desta casa no Guarujá, litoral norte paulista. “A raiz tem crescimento bastante controlado. Isso preserva a estrutura de concreto da piscina, e quase não caem folhas ao longo do ano”, justifca.

O plantio pode se dar em solo, laje ou vaso. Terrenos naturais oferecem poucas desvantagens – veja se há tubulação, muros, coberturas e fos nas proximidades que impeçam o cultivo. Confra outras dicas:

1. Tamanho da cova: é determinado pelo porte da espécie, segundo Marcelo Faisal. “A escavação ideal para mudas varia de 60 a 70 cm². Uma árvore adulta pode precisar de até 1 m²”, fala.

2. Cultivo em lajes: exige uma altura de terra de pelo menos 50 cm, coberta por brita, areia e manta geotêxtil. Além disso, requer impermeabilização, que deve ser refeita a cada dez anos (processo no qual, muitas vezes, algumas plantas não resistem). Árvores de enraizamento profundo estão fora de questão tanto em laje quanto em vaso.

3. Transplante de exemplares crescidos: leve em conta que isso demanda transporte e maquinário.

4. Adubação: “Há espécies que gostam de solo umedecido e outras, de terrenos drenados. Nesse caso, adicione areia à mistura”, diz Juliana Freitas.

Para a fachada

 

Débora Mendes

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“A entrada da residência comporta vegetação de médio e grande portes, com característica ornamental e capaz de propiciar sombra”, diz a paisagista Paula Magaldi, de São Paulo. ao lado, opções que oferecem aromas, fores e frutos – e colorem a cidade.

Para a calçada

 

Débora Mendes

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“A melhor pedida são espécies de pequeno a médio portes dotadas de raízes não muito profundas. Assim, tanto a fação quanto o calçamento fcam intactos”, pondera a paisagista Juliana Freitas. sem falar que o sombreamento ameniza o calor emanado do asfalto.

Para a beira da piscina

 

Débora Mendes

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“Aqui, a maior preocupação é evitar a queda de folhas que difcultem a limpeza e danifquem fltros”, afrma a paisagista Suzi Barreto, do escritório carioca Landscape. por isso, palmeiras de folhagens largas são tão comuns nesses locais. Veja outras opções.

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