é dono de uma arquitetura simétrica. Com escritório em São Paulo, Nova York e obras pelo mundo, ele se orgulha de morar numa construção de Vilanova Artigas, mestre da chamada escola paulista. "Inovador, estava à frente de seu tempo", diz o ex-aluno da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo.
Este refúgio na mata Atlântica, a 300 m da praia, é um camaleão. Soma a transparência do vidro e o tom da madeira para se misturar ao entorno.
A sala de estar é cercada por portas deslizantes e transparentes que oferecem uma vista generosa. Os painéis de vidro laminado 12 mm têm 5,50 m de altura e são inteiriços. Foram especialmente fabricados para esta obra, assim como os caixilhos de alumínio, ambos pensados para resistir aos ventos fortes da região.
Para evitar problemas com a umidade, comum no litoral, o arquiteto optou por erguer a casa a 1 m do solo, sobre pilares de concreto. Em busca de aconchego e integração, a madeira cumaru compõe fachadas, pisos e mobiliário externo. As tábuas do tipo assoalho têm larguras variadas: 6, 10 e 20 cm. Nas janelas, brises articulados de cumaru.
A decoração respeita a arquitetura, livre de excessos. Importada dos Estados Unidos, a lareira metálica suspensa segue a mesma intenção. Ela aquece a casa nos dias mais frios, emanando calor em toda sua extensão.
As fronteiras entre interior e exterior se confundem. Na sala de estar, os painéis de correr mantêm os ambientes ventilados e frescos, mesmo no verão. Com exceção dos quartos, a casa dispensa ar condicionado, explica Arthur.