Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, do escritório Sanaa, foram homenageados por obras que valorizam o espaço contínuo, a leveza e a transparência
Por Cristiane Komesu, Nádia Sayuri Kaku e Vanessa DAmaro
Divulgação
Considerado o maior prêmio da arquitetura mundial, o Pritzker 2010 homenageou os arquitetos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, sócios do escritório Sanaa e responsáveis por projetos notáveis como O-Museum, o museu de Ogasawara, no Japão, o pavilhão de vidro do Museu de Arte de Toledo e o Novo Museu de Arte Contemporânea de Nova Iorque, ambos nos Estados Unidos. Para o júri do Pritzker, composto por arquitetos, acadêmicos, escritores e designers, os espaços criados pelos vencedores, geralmente envidraçados, se comportam como um pano de fundo ao se mesclarem com as pessoas, objetos, atividades e paisagens. Ainda de acordo com o júri, as obras dos arquitetos valorizam o espaço contínuo, a leveza e a transparência e os colocam a frente de seu tempo. Esta foi apenas a terceira vez que o Prêmio Pritzker foi dado a mais de uma pessoa em um único ano. A primeira foi em 1988, quando Oscar Niemeyer e Gordon Bunshaft foram premiados; a segunda foi para os sócios suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron. Conheça alguns projetos dos dois profissionais na galeria de fotos abaixo. E assista a entrevista em vídeo com Ryue Nishizawa na revista digital Fórum, número 04 (no sumário, clique em Perfil: Sanaa).
Divulgação
O Museu de Ogasawara, o O-Museum, em Nagano no Japão começou a ser construído em 1995 e foi finalizado em 1999. Um dos primeiros projetos da parceria entre os arquitetos Kazuyo Sejima and Ryue Nishizawa, do escritório Sanaa, o museu foi construído num planalto que costumava abrigar um castelo do século 14 e 15. Os arquitetos respeitaram as curvas naturais do planalto: a sinuosidade do prédio acompanha a sinuosidade do relevo local.
O Museu de Arte Contemporânea do século 21 está localizado na histórica cidade de Kanazawa na costa norte do Japão. O prédio circular envidraçado permite que o interior do museu seja visto de todos os ângulos. O local abriga uma biblioteca, um espaço para aulas de crianças e uma sala de convenções. Por ser todo de vidro, o espaço recebe muita luz natural. A construção do museu foi finalizada em 2004. Projeto do escritório japonês Sanaa.
Um teatro municipal e um centro cultural para abrigar artistas profissionais e amadores. Foi com esta proposta que o escritório Sanaa trabalhou para criar este espaço em Amsterdã, na Holanda. O teatro, que foi concluído em 2007, fica localizado em um lago na área oeste da cidade.
Localizado na baixa Manhattan, o New Museum (ou Museu de Arte Contemporânea) de Nova York traz os pavimentos dispostos de maneira irregular, o que permite que as aberturas e os terraços recebam luz natural. A construção foi iniciada em 2003 e o museu foi inaugurado em 2007. O projeto é do escritório japonês Sanaa.
Iniciado em 2005, o projeto do escritório Sanna para o Centro de Estudos Rolex (na Escola Técnica Federal de Lausanne, na Suíça) foi feito para abrigar uma biblioteca, um centro de estudos de línguas, escritórios, uma cafeteria, um restaurante e um lobby. O telhado e o chão possuem formas arredondadas em passagem pelo Brasil em 2008, Ryue Nishizawa disse ser admirador da obra de Oscar Niemeyer.
Construído entre 2003 e 2006, o terminal para ferry boats (balsas) assinado pelo escritório Sanaa se localiza na pequena ilha de Naoshima, província de Kagawa, Japão. A cobertura de aproximadamente 39 mil m2 e está sobre uma área que abriga o centro de visitantes, hall de eventos, café, área de espera, estacionamento e pontos de ônibus.
O edifício da grife Christian Dior em Tóquio, construído em 2003, é composto por pisos de alturas variadas. Placas de acrílico translúcidas posicionadas atrás do vidro contribuem para o efeito suave que caracteriza a fachada. Projeto do escritório japonês Sanaa.
Construído entre 2001 e 2006, o Pavilhão de Vidro do Museu de Arte de Toledo, em Ohio, é formado por conjuntos de retângulos em vidro, que ligam uma sala a outra. As paredes em vidro curvo permitem a integração dos espaços. Projeto do escritório japonês Sanaa.
O desenho em cubo marca o prédio da Escola de Gerenciamento e Design de Zollverein (2003-2006), em Essen, na Alemanha. A fachada de aproximadamente 35 metros de largura contrasta com os grandes edifícios industriais e as pequenas residências da vizinhança, no subúrbio. Projeto do escritório japonês Sanaa.
A vista interna da Escola de Gerenciamento e Design de Zollverein evidencia as janelas de dimensões variadas que fornecem luz natural ao prédio. O primeiro piso é uma área de estudo comum completamente aberta, sem divisões. Projeto do escritório japonês Sanaa.