Apartamento dúplex com jeitão de galeria de arte

Na reforma, o dúplex, no bairro carioca do Leblon, ganhou ambientes integrados e uma base neutra e simples para expor as telas enormes e coloridas do acervo do casal

Atualizado em

em CASA CLAUDIA

O colorido vem da arte

 

Depois de dez anos no mesmo apartamento de 300 m², a poucos passos da praia do Leblon, Juliana Kfuri e Ricardo Kimaid Jr. decidiram morar de um jeito completamente diferente, mas sem mudar de endereço. A inspiração veio das galerias de arte, por onde transitam com frequência, uma vez que ele trabalha como marchand: uma estética limpa para colocar telas e esculturas em evidência.

Como os moradores criaram clima de galeria no apê?

 

“A prioridade da reforma foi desenhar vãos abertos, que permitissem apreciar nossa coleção sem barreiras”, conta Juliana. No projeto, ela teve a ajuda da irmã, a também designer de interiores Cris Kfuri. Antes isolada por painéis de vidro, a varanda foi integrada ao estar e materiais à base de cimento deram unidade aos espaços. “Com exceção das obras de arte e da mesa de jantar, tudo é neutro”, diz Juliana. Pais de Diogo, 8 anos, Juliana e Ricardo acabaram de ganhar uma nova integrante na família, a pequena Gabriela. “Tive que desmontar o ambiente que servia de escritório para fazer o quartinho dela. Resolvi então criar um canto de trabalho no meu quarto, sob medida para as minhas necessidades. Na verdade, só uso um laptop. Não precisava de muito espaço”, conta Juliana. O truque para uma convivência tranquila da escrivaninha tão próxima da cama, segundo ela, é não deixar o móvel lotado de papéis para não parecer bagunçado. “O lugar onde durmo tem que ser aconchegante e relaxante. Sem estresse. Por isso, deixei o branco prevalecer. Só não consegui abrir mão das obras de arte, que foram aos poucos ocupando as paredes.”

Decoração sem frescuras

André Nazareth
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No apartamento de Juliana Kfuri, família e amigos ficam à vontade.

Sua mesa de jantar tem 3,50 m de comprimento. Vocês recebem muito?

Sim, adoramos. Aqui é o lugar de encontro da família, que é grande, e todos se sentem bem. Apesar de as obras de arte serem muito marcantes, a casa é alegre, confortável e aconchegante. Não há regras, apenas se esparramar sem cerimônia.

Como foi conciliar os gostos artísticos de vocês?

Até que somos bem afinados. Concordamos em privilegiar obras contemporâneas, algumas delas com jeito de arte de rua. Temos a nossa coleção fixa e trabalhos que trocamos de vez em quando. Nossa casa é dinâmica, funciona quase como uma extensão da galeria.

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Reportagem Visual e Texto Simone Raitzik | Fotos André Nazareth