Encantados pelas paredes de pedra e tijolos irregulares deste antigo moinho, os designers Will e Mary transformaram o espa�o de 240 m� em casa e escrit�rio.
Em 2007, o casal de designers gráficos Will Hopkins e Mary K. Bauman encontrou o local ideal para morar e instalar seu escritório. Ficava em Minneapolis, a 2 mil km do endereço deles em Nova York, mais precisamente no porão de uma antiga fábrica de farinha.
Única porção do prédio de 1879 ainda disponível para venda (o restante havia passado por um retrofit que converteu a construção num hotel), o subsolo era um amontoado de canos, máquinas e entulho. Um cenário improvável, imperfeito, e por isso mesmo atraente para os veteranos designers. Transformá-lo num lugar habitável ficou a cargo do arquiteto Geoffrey Warner. A reforma não tocou na estrutura, composta de vigas e colunas metálicas e de madeira. Os dois acessos de cada unidade foram mantidos, por isso há quatro entradas para o loft (duas externas e duas internas) o que funciona bem para receber clientes, por exemplo. Mas o casal não se preocupa em estabelecer fronteiras. Se você também trabalha em casa, garanta a harmonia do ambiente aplicando o Feng Shui em sua mesa.
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A beleza deste arco fez com que o casal desse por encerrada a busca por um imóvel.
Instaladas sobre um trilho de 15 m de comprimento que cruza o piso do loft, a mesa do escritório e a da sala de jantar deslizam facilmente e se unem na hora de receber os amigos.
Com seu acabamento irregular, as paredes de pedra e tijolo aparente conservam o aspecto original da construção de 1879. A porta pivotante dá acesso à suíte do casal.
Alocada no centro do loft e longe de janelas, a cozinha (composta de uma bancada e uma ilha com apoio para refeições) ganhou duas coifas para garantir a boa exaustão dos ambientes.
A robusta viga metálica de transição que atravessa a sala elimina a necessidade de mais pilares internos. A estrutura, composta também de vigas e colunas de madeira, permaneceu intacta.
Instalada numa espécie de caixa montada com painéis de madeira, ela ocupa a porção central do loft. As paredes disfarçam algumas colunas e embutem dutos de ventilação, aquecimento e ar condicionado, explica o arquiteto. Além disso, numa área tão ampla, o cubo ajuda a definir os espaços dos cômodos ao redor, afirma.
Separada da ala dedicada ao home office pela sala e pela cozinha, recebe luz natural apenas pelo vitrô acima da cama. Abrir mais janelas implicaria mexer demais na estrutura, diz Mary. Optamos por não fazer isso e contratar um bom lighting designer para que nossa casa não ficasse parecendo uma caverna. Segundo ela, funcionou: A luz aqui é ótima em todas as horas do dia, qualquer que seja o tempo lá fora, atesta.
Aberta, a passagem da sala para o escritório aproveita melhor a luz natural. O teto, antes forrado com compensado, ficou mais interessante com a aplicação do drywall abaulado.
Todo integrado, o espaço se beneficia da luz natural que entra principalmente pelo arco. Spots embutidos no forro de drywall ou nos trilhos metálicos e pendentes completam a iluminação.
Com 45 cm de altura, a plataforma de madeira abriga a sala de TV. O piso elevado delimita melhor esse ambiente e faz com que seja possível avistar o rio lá fora, diz o arquiteto.