A fachada é colonial, mas a planta é contemporânea

Madeira de demolição, paredes rústicas e piso de barro remetem à arquitetura colonial, mas as poucas divisórias e a distribuição fácil lembram as casas contemporâneas

Por Cristina Bava e Roberta Akan Fotos: Eduardo Eckenfels

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Um título para uma foto sem titulo

Localizada em Tiradentes, município histórico de Minas Gerais, a casa é uma réplica das construções coloniais. Lajotas para o piso social e telhas foram feitas num engenho de amassar barro construído segundo técnicas do século 18. Toda a madeira empregada vem de demolição, e os barrotes que sustentam o assoalho do andar superior ficam aparentes na sala. As referências ao colonial não se estendem, porém, à configuração da planta. Aqui, os ambientes são integrados, há uma única porta interna, no banheiro. "Ter vários cômodos gera isolamento", argumenta a proprietária, Verônica Lordello, que mora sozinha e gosta da sensação de ocupar toda a residência. "Para aproveitar o declive do terreno, fizemos um hall de entrada entre os andares superior e inferior", explica o arquiteto Gustavo Dias. Essa verticalização permitiu dispor uma boa metragem para a casa (112 m²), sem ocupar muito dos 300 m² de lote. "Um quintal generoso é indispensável, faz parte do contexto", afirma Verônica. Vale a pena conhecer também estas outras 21 fachadas com alma brasileira.

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Do quarto veem-se a entrada da casa e, ao lado dela, a porta do banheiro. O f...
Do quarto veem-se a entrada da casa e, ao lado dela, a porta do banheiro. O forro é de bambu trançado em esteiras pregadas nos caibros do telhado. Para o conforto térmico, abaixo das telhas há manta de alumínio (Freshfoil, da Tégula). As paredes de tijolo baiano recebem cal e têm textura criada com os pelos da broxa. Projeto de Gustavo Dias.
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