8 cozinhas acolhedoras
Elas foram projetadas para oferecer praticidade no dia a dia e dar espaço a agradáveis encontros com pessoas queridas.
Reportagem Visual Zizi Carderari e Manu Oristanio (assistente) Texto Dôra Avanzi Fotos Marco Antonio Ilustrações Carlos Campoy
O segredo destas cozinhas de visual caloroso está na mistura bem orquestrada de acabamentos. São oito projetos feitos sob medida para moradores descolados e que encontram na cozinha uma área para receber amigos e ser feliz.
Divulgação
Ao retornar a São Paulo após uma temporada em Londres, a artista plástica Gisela Gari e o designer Mário Meirelles solicitaram um projeto de reforma da cobertura onde moram ao designer de interiores Paulo Castellotti. Posicionei a cozinha na entrada do apartamento, área que recebe muita luz natural através da claraboia da varanda - fechada e incorporada ao espaço, explica Castellotti. Ele apostou em cores fortes para criar impacto e sugeriu o uso misto: uma ponta da mesa de refeições funciona como escrivaninha e acomoda os notebooks.
Divulgação
Enquanto um trabalha, o outro prepara as receitas do curso de culinária que fizemos juntos, revela Gisela.
Divulgação
Acabamentos principais: Paredes azul-porcelana (Coral, ref. 30BG16/133*) e no tom de gelo Piso de tecnocimento (NS Brazil) Armários de laminado cinza com tampos de pínus maciço (Mom Marcenaria). Por que a mistura deu certo: O contraste entre claro e escuro e entre materiais frios e quentes imprime um clima surpreendente e contemporâneo ao espaço, avalia Castellotti.
Divulgação
Comer, receber, trabalhar Completa: A maioria dos equipamentos é de aço inox, acompanhando a placa instalada atrás do cooktop (Brastemp). Coifa e forno da Electrolux, cafeteira da Breville, fruteira da Multicoisas, chaleira da Etna e copos do Extra.
Divulgação
Na planta original do apartamento, a cozinha e a copa eram compactas, separadas por paredes, e recebiam pouca luz natural. Convidados a projetar a reforma, os arquitetos Julyana Bortolotto e Daniel Fromer sugeriram a união dos dois espaços e a integração de ambos com a sala de jantar. A proposta foi aceita pelos moradores, mas eles pediram um recurso para eventualmente isolar a área de jantar, explica Julyana. Os arquitetos desenharam, então, três portas de correr de madeira e vidro, que só são fechadas quando entram frituras no cardápio. A unidade visual surgiu com a aplicação do mesmo tipo de piso nos três ambientes. Os armários de laminado branco são da Ornare, e a lava-louças, da Electrolux. Note o ladrilho hidráulico aplicado à parede, superfície em que o material tem manutenção mais simples do que no piso.
Divulgação
Acabamentos principais: Piso de porcelanato (Portinari) Ladrilho hidráulico em uma parede (Ibiza Revestimentos) Tampo de Silestone na pia (Marmoraria Polimarmore) Bancada de teca Portas de freijó e vidro. Por que a mistura deu certo: Os revestimentos foram escolhidos dentro de uma paleta de cores suaves, que se harmonizam com a madeira da bancada e das portas, diz Julyana.
Divulgação
Disfarce para a coluna que restou após a demolição da parede divisória, o painel de madeira teca aquece o ambiente, mesmo efeito obtido pela porta de freijó (AJS Marcenaria). A mesa tem a base do modelo Tulipa e o tampo é feito sob medida. Cadeiras Série 7 da Artesian e persianas com tela solar da Arthur Decor.
Divulgação
Quadros, livros e porcelanas brancas compartilham o espaço com temperos e panelas no apartamento dos designers Eduardo Aiello e Alex de Oliveira. A nossa proposta de cozinha é uma área de estar com fogão, explica Aiello.
Divulgação
Acabamentos principais: Piso de cerâmica Azulejos na parede da área molhada Tampo de mármore Armário sob a pia com pintura branca Mesa com tampo de laminado laranja Cadeira de palhinha sintética. Por que a mistura deu certo: Alugamos este apartamento com piso e parede brancos. Sobre essa base, distribuímos nossas peças, buscando criar uma composição equilibrada, diz Aiello.
Divulgação
A dupla adota na casa o mesmo estilo dos acessórios fashion que assina, feitos da reciclagem de peças encontradas em feiras de antiguidades. Repare na mesa dos anos 1970 acompanhada de poltrona da década de 1960 com revestimento de ikat de seda, que, por sua vez, faz parceria irreverente com a sóbria cadeira de jacarandá e palhinha. O restante do espaço, todo branco, oferece uma base neutra a essa composição marcante.
Divulgação
Figuras de porcelana ocupam o alto do armário suspenso (Tok & Stok). Fogão e depurador do Extra, talheres da Etna e passadeira da Leroy Merlin.
Divulgação
Em um pavilhão envidraçado, separado do corpo da casa e próximo à piscina, fica a cozinha gourmet da atriz Gorete Milagres. Cor e alegria fazem parte de minha personalidade. Por isso, participei da escolha de cada tonalidade durante a reforma, conta a atriz. Tanto envolvimento tem uma razão de ser: Gorete é uma cozinheira aclamada pelos amigos e gosta de recebê-los com pizzas caprichadas e tradicionais receitas mineiras. O projeto dos arquitetos Gustavo Jansen e Viviane Daue tratou de equipar bem o espaço e de criar uma atmosfera convidativa. Unimos área gourmet e estar em uma estética contemporânea e calorosa, explica Jansen. As pizzas são assadas no forno industrial (Flexa de Ouro), ao fundo. Na ilha, cooktop e coifa da Falmec.
Divulgação
Prato de porcelana da Vista Alegre.
Divulgação
Acabamentos principais: Silestone cor de uva na ilha (África Mármores) Armários de laca (Favo) no mesmo tom Tampos de granito cinza Piso de porcelanato Neostone (Recesa) de nuance similar. Por que a mistura deu certo: O bacana foi achar materiais diferentes com tonalidades iguais. O rigor na seleção das cores cria a sensação de unidade e harmonia, afirma Jansen.
Divulgação
Gorete se esmera na arrumação da mesa para receber os amigos. O móvel dos anos 1970 ganha a companhia de cadeiras de fibra de vidro dos anos 1960, renovadas por tecido com estampa gráfica (peças da Loja Teo). A obra do pavilhão foi executada pela Marcondes Ferraz Engenharia.
Divulgação
Idealizada para um homem solteiro que gosta de cozinhar e receber, a reforma da cozinha buscou a integração plena deste ambiente com as salas de jantar e estar. Nosso projeto imprimiu uma estética marcante para o espaço de trabalho, que está em sintonia com a área social, explica o arquiteto Renato Salles, sócio de Vivian Giometti no Estúdio Cada Um. O tom abóbora das portas de vidro dos armários, por exemplo, é retomado nas cadeiras da sala de jantar. Também de vidro, as divisórias de correr, instaladas para isolar a área se necessário, têm uma superfície reflexiva acobreada. Quando fechadas, reforçam os ares futuristas do espaço.
Divulgação
Acima da ilha, que também serve de balcão de refeições, o depurador com cúpula de aço inox (Elica) lembra uma luminária. Cooktop e forno da Lofra.
Divulgação
Na sala de jantar, mesa da Brinna, cadeiras da Kartell, pendentes em formato de gota da Fas e vasos da Scandinavia Designs.
Divulgação
Acabamentos principais: Armários com portas de vidro abóbora (Brinna) Divisórias de vidro reflexivo cobre (Brinna) Bancada e ilha de Corian branco (Dupont) Piso de placas cimentícias (Concresteel). Por que a mistura deu certo: Combinamos cores frias e quentes, além de superfícies brutas, como a placa cimentícia, a materiais leves e brilhantes, caso do vidro, revela Salles.
Divulgação
A reforma da cozinha do apartamento começou com a escolha do ladrilho hidráulico colorido. Definido esse revestimento, indiquei uma paleta de cores harmônicas a ele, como o tom de goiaba do laminado dos armários, conta o arquiteto Gustavo Calazans, responsável pelo projeto. O toque rústico do piso também abriu a possibilidade de empregar tijolos aparentes em algumas paredes. Outras receberam pintura branca para preservar a luminosidade. Os moradores - um casal jovem que costuma receber os amigos - aprovaram a ideia de ter a sala de almoço integrada ao ambiente, com a opção de isolá-lo por meio de portas de madeira pintada. Duas vigas de aço corten (Algrad) escondem o trilho da porta, que corre ao longo da parede de tijolos. No teto da cozinha, o forro de gesso oculta o duto da coifa (Tuboar) e embute a iluminação.
Divulgação
Veja o detalhe do caminho de tecido bordado (Galeria Arte Brasileira) cobrindo a mesa de madeira (Cecilia Dale).
Divulgação
Acabamentos principais: Piso de ladrilho hidráulico (Brasil Imperial) Tijolo aparente Armários de laminado goiaba (Elgin) Silestone creme (Marmoraria Polimarmore) na ilha Paredes e portas de correr brancas. Por que a mistura deu certo: O ladrilho hidráulico combina com outros materiais rústicos e suas seis cores orientaram a seleção dos demais tons do espaço, ensina Calazans.
Divulgação
A torre lateral do armário acomoda o micro-ondas e o forno de aço inox (ambos da Brastemp), aparelhos complementares ao cooktop, instalado na ilha. Fruteira de cerâmica da Stella Ferraz e bowls da Etna. No encontro entre parede e teto, uma viga de concreto foi deixada aparente. Banquetas altas do Depósito Santa Fé.
Divulgação
Quando morava em um apartamento, o sonho da arquiteta Carla Barranco era projetar sua própria casa. Assim que a oportunidade surgiu, ela já tinha em mente integrar a cozinha com a área social, e também com o jardim e o espaço de lazer externo, por meio de grandes painéis de vidro que se abrem para o verde. Adoro cozinhar rodeada pela família e pelos amigos. Por isso, criei um ambiente que funciona como um ponto de encontro, conta. Carla centralizou na área a ilha de trabalho, acoplando a ela a mesa de refeições. Escolhi o tampo de teca porque é bastante resistente. Posso usar a mesa para fazer bolos com as crianças sem problemas.
Divulgação
Acabamentos principais: Piso, tampo da pia, ilha e base da mesa feitos de marmoglass (Di Mármore) Mesa de madeira teca Armários de laminado branco (Kitchens) Taquinhos de cumaru. Por que a mistura deu certo: A combinação do laminado e do marmoglass brancos com a vista para o verde dá a sensação de amplitude. Já a madeira traz acolhimento, diz Carla.
Divulgação
Em torno da mesa, foi possível acomodar seis cadeiras (Artefacto Basic). A coifa e os eletrodomésticos de aço inox são da Viking. Louças e panelas da Rauls. Na pia, torneira Gourmet, da Deca. Sobre a área de trabalho, a luminária em formato de canaleta (Reka) rebate a luz no teto.
Divulgação
O músico Nando Reis mora só e viaja muito. Porém, quando está em casa, gosta de juntar a família. Cozinhar, eu não sei. Mas posso dizer que me garanto no preparo dos sanduíches e do tempero da salada para mim e meus filhos, conta. As animadas reuniões têm lugar na cozinha da casa dos anos 1950, cuja reforma é assinada pelo arquiteto Paulo Alves. Projetei o ambiente entre a área de estar e jantar e a sala de almoço, espaços que se comunicam por meio de um corredor com piso de madeira, explica Alves. Para conquistar essa integração, o arquiteto eliminou várias paredes, revestindo as partes estruturais que restaram de concreto aparente. Mesa e cadeiras antigas definem o espaço da sala de almoço. Sob a janela, aparador de ipê e catuaba produzido pela MarcenariaSão Paulo. Enfeites artesanais da Galeria Arte Brasileira.
Divulgação
Acabamentos principais: Piso de porcelanato com aspecto de placas cimentícias (Portobello) Paredes de concreto aparente e brancas Tábuas de madeira castelo (Natufloor) Bancada de granito preto. Por que a mistura deu certo Os materiais vão do branco ao preto, passando pelo cinza, o que configura uma cozinha de visual masculino, comenta Paulo Alves.
Divulgação
Nando Reis usa a bancada, sob a qual os armários são de MDF BP (Marcenaria São Paulo). Quadro do artista Speto. Coifa e fogão de aço inox da Brastemp.



