3 charmosos estilos de salas que nunca saem da moda!

Finalizar a decoração com a certeza de que os ambientes vão permanecer atuais, sem cansar em pouco tempo, não é tarefa fácil. Mas existem caminhos seguros para atingir o objetivo.

Reportagem Visual Zizi Carderari e Sergio Messias (Assistente) Texto Lúcia Santos Gurovitz Fotos Evelyn Müller (Ambientes)

Nesta matéria, conheça três estilos de sala que nunca perdem o tom. Todos os espaços são acompanhados de sugestões de compras antenadas. Não deixe de acessar também a galeria dos produtos maravilhosos que compõem estes ambientes.

Clássica: em tons e linhas suaves A França dos anos 1930 e 40 serviu de modelo para o designer de interiores Roberto Negrete compor a decoração desta sala. “A arquitetura da casa segue uma linguagem neoclássica, ou seja, remete aos séculos 18 e 19. Preferi trazer os ambientes para uma referência mais próxima, mas sem me afastar de um repertório francês”, afirma. Réplicas de móveis assinados pelo decorador parisiense Jean-Michel Frank (1895-1941) – um ícone de elegância do início do século 20 – garantiram a suavidade ao espaço. “Escolhi um mobiliário livre de detalhes, em que o requinte vem dos materiais e do primor artesanal”, afirma Negrete. “Isso ajuda a chegar a um visual leve e condizente com os dias de hoje.”

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Reproduções de peças desenhadas por Jean-Michel Frank, as poltronas com br...
Reproduções de peças desenhadas por Jean-Michel Frank, as poltronas com braços de madeira e a mesa de centro estão à venda na Vermeil. Dois panos de voal sobrepostos enriquecem as cortinas (Empório Cortinas).

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No hall de entrada, Negrete seguiu mais à risca o neoclássico e adotou um l...
No hall de entrada, Negrete seguiu mais à risca o neoclássico e adotou um lustre de cristal do século 19 (Grecco Monteiro Antiguidades) e banquetas de estilo Luís XVI. A arquitetura é de Antônio Scarpa.

Detalhes discretos

Molduras em relevo nas paredes são características das casas francesas. “Elas eram usadas para delimitar o local de instalação do papel de parede”, conta Roberto Negrete. “Neste projeto, seguindo a proposta de depurar os detalhes, optei por apenas aplicar as molduras de poliuretano na superfície e cobrir tudo com uma tinta cor de barbante.” O tom entra em harmonia com o bege do tapete, das poltronas e do sofá – este uma réplica do estofado da suíte do Hotel Ritz, em Paris, na qual a estilista Coco Chanel viveu nos anos 1930. “Evocar uma personagem com tanto estilo encantou a moradora”, afirma Negrete.

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Sofá e poltronas beges executados por Paschoal Ambrósio. Tapete produzido p...
Sofá e poltronas beges executados por Paschoal Ambrósio. Tapete produzido pela Cia. dos Tapetes Ocidentais. Abajures Barovier (anos 1950) da Collectors. Na mesa de centro, bailarinas da empresa Hagenauer, colecionadas pela moradora.

Por que esta sala não sai da moda?

1. O projeto elege a elegância francesa como inspiração e todas as escolhas se mantêm fiéis a essa proposta.

2. Aposta em um mobiliário clássico, cujo desenho resiste ao tempo, produzido

com muita qualidade.

3. Tem paredes monocromáticas, que não cansam, valorizadas por molduras. Predominam os tons neutros.

4. Adota a disposição simétrica dos móveis, como é típico no estilo clássico, o

que propicia conforto visual.

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Detalhe da lareira e do espelho na sala estilo clássica
Detalhe da lareira e do espelho na sala estilo clássica

Toque étnico: sobre uma base neutra

A base da sala é contemporânea: traz móveis de linhas retas e peças de tons neutros, como o sofá off-white e o grande tapete de sisal. Sobre esses elementos, a arquiteta Esther Giobbi acrescentou um tempero étnico. “Usei tecidos coloridos de diferentes origens para trazer calor e personalidade ao ambiente”, afirma. É o caso do ikat turco – feito em tear e com tingimento natural – aplicado ao assento e ao encosto das poltronas de veludo, e do pufe sob a mesa de centro, que exibe um patchwork de panos indianos com bordados do tipo bouti. “Escolhi peças com características marcantes das culturas que elas representam. Isso é importante para compor o clima étnico”, diz Esther.

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Almofadas laranja, produzidas em Minas Gerais, avivam o sofá de camurça sin...
Almofadas laranja, produzidas em Minas Gerais, avivam o sofá de camurça sintética (Micasa). Elas estão à venda na loja de Esther Giobbi, de onde também vieram as poltronas, o pufe indiano, o tapete, o abajur e a mesa com tampo de azulejos portugueses. Nas paredes, a tela do grafiteiro Zezão (Choque Cultural) e o tríptico de Nelson Leirner contribuem para o colorido.

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Mesa com toque indiano compõe a sala
Mesa com toque indiano compõe a sala

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Almofadas, poltronas e um pufe indiano compõe a sala com estilo indiano
Almofadas, poltronas e um pufe indiano compõe a sala com estilo indiano

Mistura bem dosada

Peças de design assinado, como a poltrona criada por Charles e Ray Eames e o relógio Sunflower, de George Nelson, ajudam a fazer com que o diálogo entre contemporâneo e étnico aconteça na medida certa. “Não se trata de reproduzir uma casa estrangeira no Brasil. Os objetos que simbolizam outros povos surgem de forma dosada”, explica Esther. Segundo ela, outro ponto importante para acertar na mistura é optar por itens que não sejam tão distantes de nossas referências. “As poltronas indonésias feitas de tronco de coqueiro poderiam ser brasileiras.” Assim como o colorido dos tecidos fala com nossa cultura.

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Um tapete tribal turco (Esther Giobbi), sobre a peça de sisal, adiciona mais...
Um tapete tribal turco (Esther Giobbi), sobre a peça de sisal, adiciona mais cor à sala. Nas poltronas de coqueiro, almofadas indianas garantem o conforto. Poltrona Charles Eames da Teperman e relógio de parede da Vitra.

Por que esta sala não sai de moda?

1. Piso de madeira, sofá offwhite, tapete de fibra e marcenaria branca e reta compõem uma base atemporal.

2. O colorido está em tecidos, acessórios e pequenos móveis, que podem ser substituídos para variar o visual.

3. O fascínio do Ocidente por objetos de outras culturas atravessa os séculos e permanece em voga.

4. As formas orgânicas das peças étnicas amenizam as linhas retas contemporâneas e trazem aconchego.

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Poltrona e relógio da sala com estilo tribal
Poltrona e relógio da sala com estilo tribal

Visual natural: combinado ao design escandinavo

Investir em um bom piso de madeira e numa marcenaria de linhas puras é um ótimo começo para produzir uma sala de visual durável. Neste projeto das arquitetas Luzia Ralston C. Ribeiro, Fabiana Rocha e Priscila Izoldi, as madeiras deram o tom. “A moradora adora esse material, especialmente a peroba-do-campo, espécie que hoje só encontramos em demolições”, afirma Luzia. Para criar as estantes e a mesa de trabalho, o trio convidou a designer Claudia Moreira Salles. Depois, distribuiu pelo ambiente peças representativas do design escandinavo, assinadas por nomes como o finlandês Alvar Aalto (1898-1976) e o dinamarquês Arne Jacobsen (1902-1971), mestres na arte de curvar a madeira.

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Na sala de jantar, estante de perobado-campo feita pela Marcenaria da Fazenda...
Na sala de jantar, estante de perobado-campo feita pela Marcenaria da Fazenda. Ao redor da mesa Tulipa, cadeiras Série 7, de Arne Jacobsen (Arquivovivo). Pendentes da Dominici. Junto ao escritório, árvore de André Simmank e Meire Akamine. A poltrona Modelo 37 (Firma Casa), de Alvar Aalto, com tecido que imita zebra, é um manifesto do designer contra o uso indiscriminado de peles.

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Sala de estar com toque de madeira. Sofá da Dpot e mesa lateral da Scandinav...
Sala de estar com toque de madeira. Sofá da Dpot e mesa lateral da Scandinavia Designs. Piso de perobamica da Pau-Pau.

Simplicidade de formas

O uso de madeiras claras, as linhas sinuosas, o emprego racional de materiais e a valorização do conforto e da praticidade estão entre os preceitos que mantêm o design escandinavo sempre atual, embora algumas de suas peças ícone já tenham mais de 70 anos. “É a simplicidade, e não o excesso, que define esse estilo e faz com que ele perdure”, diz Luzia. Neste apartamento, a busca por um visual perene começou antes mesmo da seleção do mobiliário, já no projeto de reforma, que adotou uma arquitetura de interiores limpa e eliminou um quarto para unir estar, jantar, escritório e canto da TV em um espaço sem barreiras.

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Feita de MDF laqueado de branco (Marcenaria da Fazenda), a estante da TV dá ...
Feita de MDF laqueado de branco (Marcenaria da Fazenda), a estante da TV dá leveza ao ambiente. Sofá da Forma e cadeira Loop, do dinamarquês Claus Breinholt (A Lot Of). A luminária de mesa e os vasos sobre o aparador são da Scandinavia Designs.

Por que esta sala não sai de moda?

1. O ambiente reverencia a madeira, material natural, de toque caloroso e que sempre agrada.

2. Na marcenaria, combinar peroba- do-campo e peças laqueadas de branco ilumina o espaço e assegura a leveza.

3. Optou-se por privilegiar o design escandinavo, uma ver tente do mobiliário que já se tornou clássica.

4. Apesar de reunir várias funções, há a unidade visual entre os diferentes espaços da sala.

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Vista Lateral de apartamento com ar escandinavo.
Vista Lateral de apartamento com ar escandinavo.

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