21 fachadas com telhado em evidência
Colonial, normando ou europeu, não importa o estilo: o telhado é a moldura da construção.
Por Helene Zaro Koller
O telhado imprime personalidade à construção. Em diversos casos, é o desenho formado pelas telhas que define o estilo da casa se colonial, normando, europeu, em formato de chalés. Águas (ou panos) é o nome dado cada uma das faces do telhado, que pode ser formado de telhas de demolição, concreto, cerâmica, massa asfáltica, ardósia, vidro. Estas 21 fachadas trazem o telhado em evidência, servindo como sugestão para o seu projeto. E para compor o telhado, é preciso que as telhas se adequem ao seu estilo.
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Esta casa em Campos do Jordão, interior de São Paulo, apresenta uma entrada triunfal, marcada pelas diversas águas do telhado, que foi revestido de telhas asfálticas do tipo shingle. Importadas dos Estados Unidos, elas cobrem o telhado de estilo americano com inclinação de 160 graus. Projeto de Patrícia Said.
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A cobertura em tom suave, o jogo de telhados e a combinação de alvenaria e madeira roliça conferem a esta casa de fim de semana um ar sólido, mas ao mesmo tempo delicado. A residência fica numa parte plana do terreno, com espaço para uma ampla área de lazer, que abriga a piscina de traçado sinuoso e borda infinita. As telhas são de concreto, em tom marfim-palha. Projeto de Flávia Ralston.
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Esta casa em Gonçalves, MG, foi erguida sobre pilotis para respeitar ao máximo o meio ambiente. Por sinal, em breve, ela parecerá flutuar sobre a copa das árvores: o proprietário está reflorestando o terreno com espécies nativas, o que esconderá as duas linhas de quatro pilares que sustentam a construção. As telhas cerâmicas e a estrutura de madeira, elementos normalmente associados a um estilo rústico e carregado, deram origem a um telhado com inclinação de 40%, discreto graças ao traço do arquiteto. Projeto de Mauro Munhoz Arquitetura.
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Em respeito à natureza, esta construção, perto da capital paulista, aproveita um platô e mal toca o chão. Varandas de 1,80 m permitem desfrutar da paisagem. Os beirais largos afastam a chuva dos painéis de OSB, usados em paredes e forro. Mesmo assim, as paredes foram protegidas com manta e ripas de jatobá no acabamento. Leve, a telha metálica permitiu economizar na madeira da cobertura e da estrutura. Os arquitetos ditaram tanto o comprimento das peças (12 m) como a largura máxima para o telhado e adotaram uma água só (com 10 graus de inclinação) para simplificar. Projeto de Daniel Salvatore, Henrique Fina e Marcus Vinícius Barreto Lima.
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Localizada abaixo do nível da rua, esta construção em Bauru, SP, valoriza a cobertura para se sobressair e não parecer afundada. O telhado foi dividido em três partes, sendo que o bloco central tem pé-direito mais alto. Para que o resultado ficasse discreto sem ser sóbrio, telhas de concreto champanhe, usadas aqui com 30% de inclinação. Lajes de concreto no teto formam os largos beirais (2 m), sustentam a estrutura de garapeira da cobertura e oferecem bom isolamento termoacústico e estanquidade, dispensando subcobertura. Projeto de Edward Albiero e Maurício Costa, obra da Dinâmica Construtora.
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Como o dono desta casa queria a sala no meio e os quartos nas laterais, o telhado foi dividido em duas partes ou a cumeeira ficaria muito alta. Também se instalaram janelas entre esses planos, que iluminam e ventilam. Para deixar a cobertura leve e reduzir o madeiramento (vigas de peroba, o restante de angelim), optou-se por telhas de fibra vegetal onduladas, usadas com 19% de inclinação nas águas de baixo e 25% nas superiores. No entanto, é preciso evitar o emprego desse material em locais de pé-direito baixo, pois pode ficar quente. Para melhorar o isolamento térmico neste projeto, instalou-se manta de subcobertura aluminizada. Projeto de José Augusto Conceição.
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Nesta casa, valeu o gosto do proprietário pela telha asfáltica shingle, na cor cinza. Para racionalizar a obra e dar leveza ao visual, o arquiteto traçou duas águas a 46%. Ele afirma que a cobertura inclinada deixa mais espaço interno e ajuda a renovar o ar. O pé-direito duplo da área social surgiu exatamente para isso. Aberturas nesse ponto da casa permitem que o ar quente escape. Outra dica sobre o material: sobrepostas e fixadas sobre base de madeira, essas telhas não saem do lugar, o que é importante num local de chuvas fortes. Projeto de Guilherme Mattos, obra da construtora Nova Arquitetura.
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Este sítio, encravado numa região serrana nos arredores de São Paulo, privilegia o uso de materiais rústicos, como pedra, taipa e madeira. As pedras do tipo arenito formam os alicerces e sobem até as paredes de taipa (barro compactado sobre trama de eucalipto e sobras de pínus e araucária). No encontro entre as águas do telhado não há rufos nem cimento, como é usual; assim, as telhas de demolição resguardam a casa com delicadeza. Projeto de Mauro Munhoz Arquitetura.
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Esta casa de sítio localizada em Itu, SP, exibe uma combinação peculiar de materiais tudo em nuances de amarelo e laranja. Colunas e detalhes de tijolo aparente dão um aspecto rústico à construção. Harmonizam com a textura que reveste as paredes, na cor do sol. As janelas, feitas com ipê, colaboram para o resultado harmônico. Até mesmo o telhado, dividido em vários planos para ter inclinação menor e não prejudicar a vista, é de concreto, mas parece de barro vermelho. Projeto de reforma de Jorge Kluwe.
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Erguida num terreno muito inclinado em Vinhedo, no interior de São Paulo, esta casa respeitou a topografia íngreme e privilegiou a ecologia. Em vez de um longo e enfadonho telhado, a cobertura é dividida em vários planos, permitindo o aproveitamento total da vista. A construção utiliza tijolo aparente de solo-cimento. Madeiras escuras são utilizadas em toda a casa. Nas janelas e nas portas de vidro abundantes, para deixar a luz entrar , foram usados caixilhos de cedro-rosa e angelim envernizado. O declive foi amenizado com um talude forrado de grama. Projeto de Mirian Ehrenberger.
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Acompanhando o terreno desnivelado, os ambientes desta casa distribuem-se por três níveis. Para deixar a construção mais graciosa, o arquiteto achou recomendável adotar telhados íngremes, como os dos chalés por isso, a casa não parece grande demais. A opção por uma cobertura com 100% de inclinação, no estilo normando, decorreu dessa decisão. Devido à inclinação, as telhas francesas foram amarradas uma a uma. No interior da moradia, os forros acompanham a cobertura e oferecem pé-direito alto recurso que compensa ambientes menores sem causar a sensação de aperto. Bay-windows de madeira, mansardas no telhado e massa acrílica em tom suave nas paredes arrematam o conjunto. Projeto de Antonio Augusto Padovan.
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Quem chega a este refúgio no litoral catarinense percebe que a integração com o entorno começa pela fachada verde, cor que parece camuflar a casa na natureza. Tinta acrílica fosca aplicada sobre uma leve textura confere toque rústico às paredes. Janelas pequenas e com poucas aberturas garantem a privacidade da porção voltada para a rua. Já os fundos são munidos de amplas esquadrias voltadas para o mar. Mantido em seu aspecto natural, o deque de pínus autoclavado e impermeabilizado faz parceria com o tom das telhas de concreto bege-mesclado. Projeto de Márcia Barbieri, Tatiana Voigdlener e Valsi Voigt.
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Com saídas para todos os lados, o chalé na região de Campos do Jordão, SP, não possui frente e fundos. As amplas aberturas envidraçadas permitem completa integração da construção com o entorno. A adoção de poucos materiais todos naturais na fachada reforça a sensação de continuidade. Do solo rochoso do lugar vieram as pedras que formam as paredes e conferem ao refúgio a sensação de solidez. Um recorte no telhado inclinado, de duas águas, cria uma terceira água. A solução dá movimento à cobertura sem descaracterizar o chalé, além de proteger a varanda da chuva e do sol. Projeto de Evani Kuperman Franco e Geraldo Borges Fontes.
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Apesar de ser concebido nos moldes de uma log home americana, o chalé ganha um ar contemporâneo com suas paredes de alvenaria e generosas aberturas. Os troncos de eucalipto foram tratados quimicamente contra cupins e fungos. Entre eles, uma espuma de vedação evita o surgimento de fendas. Torres laterais de pedra dão um aspecto sólido à construção, além de abrigar a lareira. A cobertura com telhas shingle (de massa asfáltica) fica apoiada pelos curiosos pilares em forma de Y. Projeto de James Lawrence Vianna.
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As vigas aparentes levam o nome de enxaimel e são características de um estilo conhecido como normando ou enxaimel. Originalmente têm função estrutural. Aqui, apenas enfeitam a superfície de tijolinhos vermelhos. As janelas de jatobá envernizado são do mesmo tom das paredes. Os telhados, com 70% de inclinação, receberam telhas de concreto no tom grafite. Projeto de João Carlos Della Manna.
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Dividida em três alas, esta casa em Porto Feliz, SP, oferece um visual movimentado, sem, no entanto, abandonar a sobriedade. As coberturas desenham vários planos inclinados as águas do telhado. As telhas de concreto em tonalidade suave combinam com as paredes amarelinhas e os detalhes brancos. Molduras pré-fabricadas de cimento ornam toda a fachada. Projeto de Eneida Nascimento Coelho Mendes, Fernando Fairbanks Coelho Mendes e Silvia Nascimento Coelho Mendes.
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A economia no projeto e nos materiais de construção não impediu que esta casa de praia, no Arroio do Sal, RS fosse enriquecida com detalhes. Erguidas com alvenaria de tijolos, revestidas com massa e pintadas de azul, as paredes contrastam com o branco das esquadrias e do madeiramento do telhado. A cobertura de telhas cerâmicas ressalta os diferentes volumes da fachada. Portas, janelas e a torre da caixa-dágua são contornadas pelo acabamento em tijolinho maciço. Projeto de Lourdes Ferla e Mara Muller (LMV Arquitetura).
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A construção rústica, no litoral sul da Bahia, faz uso de materiais da região. Paredes de tijolos artesanais e alvenaria revestida com textura tornam as fachadas delicadas. Sobrepostos, o telhado baiano e o de taubilha (lascas de madeira) dão leveza ao conjunto. Os pilares da varanda e as vigas que sustentam a cobertura são feitos de toras arredondadas artesanalmente. Projeto de Margarida Copony.
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Bay-windows, chaminés, mansardas e vigas de muiracatiara no acabamento do telhado dão graça à fachada desta casa em Campos do Jordão, SP. As paredes de alvenaria foram revestidas externamente de tijolinho aparente rústico de diversos tons, o que confere um efeito salpicado às paredes. O telhado é coberto com telhas planas de ardósia e sua inclinação é de 70%. As esquadrias são especiais (ou seja, fora de padrão). Repare na torre da chaminé maior. Ela passa no meio das tesouras do telhado, que são vedadas com vidro para permitir a entrada de luz. Projeto de Umberto Ladeira.
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Varanda, sacadas e janelas atestam: este refúgio na beira da praia convida à leveza. A alvenaria das paredes recebeu textura na cor amarela, a madeira das esquadrias (de cedrinho e peroba-rosa) e do terraço foi coberta de branco, e os telhões são de barro clarinho. A brisa que sopra do mar também é bem aproveitada pelas janelas e portas. Elaborado com troncos de eucalipto e bambu trançado, o guarda-corpo dá personalidade à construção. Projeto de Sergio Reitzfeld.
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Quem olha esta casa nos arredores de São Paulo não imagina que se trata de um projeto pronto, vendido por uma construtora especializada em obras rápidas. Tanto a planta como os materiais foram concebidos previamente pela empresa. Mas isso não significa falta de personalidade. Na fachada, a alvenaria de blocos cerâmicos ganhou revestimento de massa texturizada, pintada na cor salmão. Nas varandas, os guarda-corpos com desenhos geométricos são feitos com metal e madeira. A cobertura, bem inclinada e com telhas de concreto, dá à construção certo jeito de chalé. Projeto e execução da Consiga.
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