20 quartos que seu filho vai querer ter
Dicas de como aproveitar o espaço e ideias criativas conquistam a atenção dos pais e dos adolescentes.
Por Helene Zaro Koller
Meninos são difíceis de agradar. Ainda mais quando deixam para trás a infância e chegam à adolescência. Nessa época, o quarto deles também passa por uma metamorfose: o ambiente deixa de ser o lugar de brincar e passa a receber os amigos para ouvir música, jogar jogos de computador, bater altos papos. Nossa seleção de 20 quartos para seu filho adolescente traz ideias criativas e sugestões de disposição dos móveis para aproveitar o espaço da melhor maneira.
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Gabriel, 12 anos, toca em uma banda e adora praticar esportes. Seu maior desejo era transformar o quarto em uma suíte. Para atendê-lo, a arquiteta Marise Marini incorporou ao espaço um banheiro que antes dava para o corredor. O ambiente ficou, então, com 15 m² e ganhou uma decoração cheia de cor. Acima da bicama, está o quadro de fotos de 1,70 m de comprimento. A estante de madeira laqueada, que faz o papel de cabeceira, tem iluminação embutida. Xodó do garoto, a guitarra conquistou um móvel com espaço extra para o amplificador.
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Nada mais atraente para um adolescente que um ambiente despojado, rústico e moderno. Pensando nisso, a arquiteta Andréa Chicharo partiu em busca de materiais com estampas e texturas atraentes para este quarto de quase 20 m². O piso de peroba e o teto com caibros de madeira, na inclinação do telhado, dão sensação de aconchego ao ambiente. A TV está presa num suporte giratório. Ao lado da bancada de estudos, um móvel com gaveteiros organiza livros e cadernos. Repare ainda nos ganchos fixados na parede: eles economizam espaço e funcionam como cabide para que mochilas, roupas e bonés não se espalhem pelo ambiente.
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O menino de 12 anos queria que seu quarto de quase 20 m² tivesse tudo de que ele gosta: espaço para os amigos, muitos armários e um visual radical. Utilizei a madeira canela de demolição em parte da alvenaria, revesti o sofá-cama com tecido camuflado e cobri a cama e o pufe com uma lona original de caminhão, com todos os seus furos e remendos, conta a designer de interiores Viviane Magri Dinamarco. A espaçosa bancada de estudos ganhou prateleiras e nichos que acolhem TV, som, vídeo, fitas de jogos, CDs e DVDs. Para não prejudicar a abertura da janela, criou-se um baú-cabeceira, onde ficam guitarra e amplificador.
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Foi com muita criatividade que a arquiteta Andréa Chicharo projetou o dormitório de 12 m² do menino de 11 anos. Criei um tablado no fundo do ambiente, elevando o canto de dormir, conta. No limite dessa estrutura, alocou a mesa de estudos, com computador e gaveteiro, dividindo o espaço em duas partes: a da cama e a de brincadeiras. Andréa projetou painéis de freijó sustentando a TV de LCD e prateleiras para brinquedos. Com essa divisão, o quarto ficou espaçoso e conta com uma boa área de lazer.
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O jovem proprietário deste quarto de 16 m² queria uma elegância contemporânea, com cama de casal e espaço para estudo, mas com visual de escritório. Revesti uma das paredes com madeira escura e na outra optei por uma tinta de tom charuto, dando continuidade à cor do encosto da cama, diz a arquiteta Beatriz Dutra. Junto à escrivaninha, um painel de aço e prateleiras de vidro. Couro, material de toque agradável, cobre o tampo da mesa e está presente em detalhes do acabamento da colcha de linho. Sobre o piso de madeira cumaru, um tapete de fibra natural.
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Ler e navegar na internet são as atividades preferidas do proprietário deste dormitório de 15 m², um rapaz de 15 anos. E um de seus pedidos era que pudesse assistir a TV tanto da escrivaninha, junto ao computador, quanto da cama. Assim, a TV foi fixada num tubo de aço, gira 270 graus e é acionada por meio de um controle infravermelho. Propus revestir a parte superior de algumas paredes com um trabalho de decupagem utilizando recortes de jornal, conta a designer de interiores Noura van Dijk. Toda a aparelhagem eletrônica está escondida num armário ao lado da mesa de estudos. Um gaveteiro de alumínio com rodízios substitui o criado-mudo.
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Uma grande bancada de laca branca integra a cabeceira neste quarto de 14,8 m². O dono, uma rapaz de 18 anos, queria um dormitório funcional, que não tivesse aparência infantil nem séria demais. Com o recurso da bancada conseguimos uma cama mais moderna e bastante espaço para colocar objetos e coleções, conta a arquiteta Fernanda Marques. Um painel de aço inox foi fixado na parede junto à cabeceira, criando um espaço para fotos e recados. A área de estudo ganhou prateleiras e um móvel volante com gaveteiro. Sobre o piso de perobinha clara, um tapete fofo traz conforto e destaca a área de circulação. Na janela, uma persiana rolô filtra a luz natural.
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O proprietário deste quarto de 15,5 m² tem 15 anos, mas mesmo assim queria um ambiente clássico de descanso, tingido com tons sóbrios como cru, bege e fendi. Para clarear, revestimos quase toda a marcenaria com laca off-white, com exceção da mesa de cabeceira, feita de madeira freijó, diz a arquiteta e designer de interiores Débora Aguiar. A bicama encostada à parede propicia um melhor aproveitamento dos espaços. Na parede ao lado, um espelho de grandes dimensões aumenta a sensação de amplitude no dormitório e reflete uma caricatura gigante que retrata o morador. Sobre as prateleiras repousam coleções, raquetes e bolas de tênis, o esporte mais praticado. Focos de luz embutidos foram distribuídos no forro ao redor de toda a área.
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O proprietário deste quarto de 14 m² é fanático por cinema. Criei armários altos horizontais, de laminado grafite e portas basculantes, arrematadas com um perfil de aço perfurado imitando negativos de filmes, explica a arquiteta Ignez Ferraz. O acesso é obtido pela escada de metal que se apoia em qualquer um dos quadrados vazados. A área foi dividida em dois ambientes por meio de um armário baixo, onde fica a pequena TV giratória com fiação embutida. De um lado, um sofá se transforma em cama, assim como o pufe. Este se encaixa sob a mesa de cabeceira, liberando espaço quando não está em uso. Do outro lado, a longa bancada reúne computador, gaveteiros e mesa desdobrável para trabalhos em grupo.
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Um visual essencialmente masculino marca o dormitório do rapaz de 16 anos. Para tornar o quarto de 10 m² bem original, a arquiteta Lucia Gomes Órfão lançou mão de recursos decorativos diferenciados: Criei um painel com bolinhas de gude inseridas numa caixa de madeira coberta com vidro temperado, capaz de suportar o peso, conta. O efeito visual ficou ainda mais destacado pelo nicho com iluminação embutida, inserido sobre a cabeceira da cama. A escrivaninha com tampo duplo madeira e vidro ganhou a companhia de um armário suspenso, fechado com portas corrediças de vidro verde, combinando com todo o ambiente.
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O proprietário deste dormitório tem 19 anos e queria um ambiente discreto e espaçoso, com cores neutras. Como a planta de 18 m² é mais comprida do que larga, evitei colocar móveis na parede oposta à cama, facilitando a circulação, explica a arquiteta Beatriz Dutra. No canto, porém, dispôs uma estante alta de madeira pintada de preto apoiando a TV e guardando alguns objetos. Um painel escuro composto de placas de madeira enfileiradas protege a cabeceira e se prolonga até a janela. Essa área foi destinada a três prateleiras presas com cabo de aço e à confortável escrivaninha tingida de branco, aproveitando bem a iluminação natural. A decoração ganhou pôsteres de cinema e o resultado se revelou aconchegante e funcional.
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A onda perfeita que ilustra a lycra tensionada produzida pela Tergo Print dá o tom do quarto do adolescente surfista. A arquiteta Paula Gambier começou a elaborar a decoração partindo da premissa de que o painel ficaria sobre a cama e em frente à bancada de estudos. Outro norte do projeto foi o espaço reduzido de 12 m². Os móveis revestidos de folha de wengé seguem um estudo detalhado. Para poder guardar os jogos de lençol no quarto, a bicama esconde uma área de armazenamento entre o colchão principal e o extra. Além disso, foi preciso criar caixas especiais para embutir-las na parede. Nada pior do que prateleiras escurecendo o tampo de trabalho, argumenta o jovem proprietário.
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Além de uma cama macia e um canto para estudar, o dono do quarto de 16 m² queria um espaço privilegiado para as coisas relacionadas ao esporte que pratica. Pensando nisso, pediu auxilio à decoradora Jóia Bergamo. As bolas ganharam lugar sobre uma bancada baixa, a mesma que embute os aparelhos de som e vídeo e também possui gavetas para apetrechos esportivos. A marcenaria é enxuta: toda de laca branca e linhas retas, ela satisfaz as necessidades do jovem sem sobrecarregar o ambiente com excesso de móveis.
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Foi o perfil caseiro do jovem de 20 anos que inspirou esta ideia, assinada pela designer de interiores Sumara Bottazzari. Aqui, quarto, banheiro e closet convivem praticamente no mesmo espaço de 28 m², imprimindo uma atmosfera despojada e acolhedora. Paredes brancas com recortes gráficos entram em harmonia com o mobiliário modular. A pedido do dono, poucas cores foram empregadas. A cama baixa, encostada na parede, durante o dia se transforma em sofá, confortável para curtir a programação ou dedilhar canções no violão. Uma série de gavetões oferece lugar suficiente para tudo que não coube no closet. O projeto luminotécnico também merece destaque. Cada canto do ambiente tem seu próprio conjunto de lâmpadas, sempre condizentes com o tido de atividade nele exercida.
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A decoradora Andréa Ortiz fez questão de criar para seu enteado de 18 anos um quarto onde ele pode curtir as reminiscências do tempo de menino e satisfazer as necessidades atuais. Assim, o lambri na parede tem uma prateleira onde fica exposta a coleção de carrinhos. Aos pés da cama tipo marquesa, o espaço de 13 m² abriga uma espaçosa escrivaninha, que recebe luz tanto da janela quanto da luminária. A fim de ajudar na organização, Andréa escolheu uma estante com gaveteiro e um móvel baixo com bandejas soltas.
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Não precisa nem dizer que o dono deste quarto é louco por música. Quem entra nos domínios de Renan, de 16 anos, é surpreendido por uma enorme pintura de Bob Marley, que ocupa toda a cabeceira da cama. Gosto de reggae desde moleque, conta o adolescente, que toca violão e guitarra. Para ressaltar a figura, pintada pelo artista Prisola, móveis neutros em que predomina o branco. A cama esconde um baú, que ajuda a pôr fim em qualquer bagunça. Projeto de Claudia Pina e Simone Borgas.
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A proposta da decoradora Dodora Gontijo para o quarto de Matheus, 12 anos, foi criar uma base neutra com os móveis principais. O melhor é bolar uma decoração independente da idade, que resista à mudança de interesse, comum nessa fase, e não precise ser trocada a cada ano, explica ela. Outra sacada do ambiente é a mobilidade: além do carinho de TV, com rodízios, a bancada se desloca ela possui um eixo giratório preso junto ao lambri. Assim, há espaço suficiente para quando amigos quiserem pernoitar ali.
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Um único móvel agrupa bancada, estantes e gaveteiros no quarto de André, 9 anos. Com muitas prateleiras e nichos abertos e fechados, o móvel abriga de miudezas a material escolar. Desenhado em forma de L e tampo arredondado no canto, ele não prejudica a circulação, diz a arquiteta Mara Chap Chap, que assina o projeto com Ni de Barros Bareto e Marta de Sá Oliveira. Localizado junto à janela (que é de correr), o conjunto aproveita o lado mais iluminado. Aliás, a iluminação também foi repensada. Com quase 20 m², tivemos de instalar cinco spots, além do ponto de luz centralizado, explica Mara.
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Antonio, 12 anos, é atleta de tênis e futebol, com uma coleção de medalhas e troféus. Esses elementos nortearam o projeto do quarto, idealizado por Juliana Serra. A decoradora priorizou madeira certificada nos móveis e algumas peças têm rodízios, o que facilita a mudança na distribuição. O comprimento das pranchas de madeira apoiadas em mãos-francesas serviu de parâmetro para a bancada de estudo, de mesmo acabamento. Tons sóbrios em tecidos e revestimentos evocam sobriedade.
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Os amigos do garoto de 8 anos ficam surpresos quando entram em seu quarto, de 20 m². Apoiado na estrutura do closet aberto, o mezanino, a 2 m de altura, ganhou zabutons, que acolhem as visitas para pernoites. Para descer de lá, basta escorregar pelo tubo de bombeiro ou se pendurar na escada e se atirar nos pufes em forma de bola. Tons vibrantes de verde e azul em paredes e acessórios oferecem uma atmosfera cheia de energia. Explorei o branco na marcenaria para equilibrar o excesso de cor, explica a decoradora Simone Goltcher. Fácil de limpar, o piso vinílico é indicado para quartos de alérgicos.
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