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Jardins
Fontes e espelhos d'água

Barulhinho bom

Aproveite as 10 idéias de fontes e espelhos d'águas e garanta tranqüilidade e vigor para o jardim.

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Território das carpas
Se não fosse o arquiteto Andres Galvez, esta parte do terreno abrigaria uma sala de TV. "Durante a reforma, ele me convenceu a instalá-la na antiga garagem. Assim, sobrou área para um espelho-d'água", conta o proprietário, Carlos Rios, que cria aqui 60 carpas. Como o local não é totalmente coberto, a manutenção da água é freqüente e feita com algicidas. "Para favorecer o desenvolvimento dos peixes, o tanque deve ter pelo menos 80 cm de profundidade", conta Rios. Papiros, comprados no Ceasa, e uma queda-d'água arrematam o paisagismo. Foto: Evelyn Müller

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Multicolorida
Tem ares de anos 60 a fonte construída pela paisagista Natalia Barros em uma casa dessa época. Cacos de ladrilhos coloridos revestem a parede de fundo e a borda do tanque (60 cm de profundidade), que serviu de piscina para o filho do casal. Uma bica de cobre orienta a saída da água, e o barulho é suavizado por pedras no interior. Uma primavera (Bougainvillea sp) (1), papiros (2) e íris-branca (3) enfeitam o entorno. "São plantas que gostam de umidade", avisa Natalia. Nos vasos, variedades de suculentas (4). Foto: Evelyn Müller

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Sotaque marroquino
Quem visita o jardim da arquiteta Rita Müller encanta-se com o painel (60 x 80 cm) de ladrilho hidráulico da fonte projetada por ela. "Selecionei o padrão no site da empresa Brasil Imperial", conta. O tom avermelhado do desenho coincide com o terracota da casa e com o da folhagem da cóleus (1). Pedras no tanque escondem a bomba e ajudam a regular a intensidade do ruído da água. Um pé de hamamelis (Lorapetalum chinense) (2) oferece sombra ao lugar. Foto: Evelyn Müller

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Distribuição clássica
Construído sobre a laje da garagem, este jardim tem o espelho-d'água (3,80 x 1,80 m) como elemento central, seguindo o estilo francês. A mistura de plantas, porém, quebra a formalidade: no entorno, moréias de flores amarelas (Dietes bicolor) (1) e brancas (Dietes iridióides) (2), íris (3) e, na água, sombrinhachinesa (Cyperus alternifolius) (4), minipapiros (5) e alface-d'água (6). A topiaria de buxinho (7) demarca o caminho de seixos. "Da varanda, enxerga-se o reflexo da casa na água", diz o paisagista Roberto Riscala. Foto: Evelyn Müller

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Traços longilíneos
Da sala de estar, é possível acompanhar o movimento da água deslizando pela parede de 2 m de altura. Este espelho-d'água vertical de pastilhas de vidro transparentes (Glass Mosaic) é a atração do paisagismo assinado por Alex Hanazaki. Cruzetas de postes antigos, kaisucas (1) e viburnos em topiaria (2)emolduram a área. "A cerca viva cria uma volumetria e evita acidentes", garante Alex. À noite, duas luminárias aquáticas (Pointer Ambiental) dão um efeito cênico ao jardim. Deque de itaúba (Projeto 01) e pedriscos forram o piso. Foto: Evelyn Müller

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Aspecto de lago
No jardim da casa da apresentadora Ana Maria Braga, o paisagista Gilberto Elkis desenhou um espelho-d'água em formato de L. Pastilhas de vidro pretas (Vidrotil) deram ao tanque o aspecto de lago. Piso de mármore travertino.

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Ao som da água
Sentar-se à sombra desta jabuticabeira e relaxar ouvindo o barulhinho da fonte, ao fundo, é uma delícia. Para propiciar esse deleite, a paisagista Cristina Moura, tel. (11) 3812-1099, São Paulo, concebeu um banco de alvenaria, revestido de pastilhas de vidro, com a árvore ao centro. "Deixei uma faixa de 90 cm de terra em toda a volta do caule para que as raízes não causem rachaduras no concreto conforme cresçam", diz. Adubar a planta antes e depois da construção é outra providência fundamental. A terra do canteiro se comunica com o solo sob o banco, o que dispensa a colocação de drenos.
Como criar a fonte
Em um nicho de alvenaria, próximo à fachada, a paisagista encaixou uma vasilha de zinco, que acumula a água das bicas. Por um dreno no fundo do recipiente, o líquido escoa e passa pela bomba. Tábuas de perobinha, usadas no revestimento da parede, ocultam o mecanismo. O toque de verde fica por conta dos papiros, mergulhados no tanque. "Essa espécie aquática exige poucos cuidados", afirma Cristina.

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Cada fonte com seu estilo
Não importa o jardim: uma fonte não passa despercebida. "Por isso, é preciso cuidado para integrá-la ao estilo da casa", diz a paisagista Caterina Poli, da Grama e Flor, tel. (11) 3814-4956, São Paulo. Para uma moradia com jeito de campo, ela escolheu um modelo rústico de concreto revestido de terracota e fixou-o à parede de tijolos de demolição. No projeto da foto à direita, o paisagista Odilon Neto, da Anni Verdi, tel. (11) 3064-7924, São Paulo, partiu para uma proposta contemporânea: sobre o deque de madeira, ergueu um tanque de linhas retas, de concreto coberto de saibro (pó de tijolo), e instalou bicas de cobre. Ambiente da loja Dkaza, tel. (11) 3073-1321, São Paulo. Foto Evelyn Müller
Oxigenar é preciso
"Ligar a bomba diariamente é obrigatório para quem tem uma fonte no jardim", diz Odilon Neto. A oxigenação evita a proliferação de mosquitos e o surgimento de algas. Outro cuidado é observar o nível de água: no calor, a reposição precisa ser mais constante. Foto Cacá Bratke

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Paisagem bucólica como na França
Nesta casa, quem está na sacada, construída na parte mais alta do terreno, tem esta visão do jardim. O traçado retilíneo dos canteiros e das construções se destaca, e a esparsa cerca viva que delimita o lote deixa entrever o buraco número 1 do campo de golfe. Bicas de cobre surgem em meio às murtas e abastecem o espelho-d'água com bordas de pedra bolão - seixos grandes de rio - e interior revestido de pastilhas cerâmicas da Jatobá. Na piscina, sobre o piso de fulget, vasos de alumínio treliçados exibem pés de laranjinhas kinkan perfumadas. Os cachepôs de concreto patinado abrigam buxinhos-bolas, todos da Simon. Mobiliário da Casual. Foto: Evelyn Müller

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Vista valorizada
Voltada para o muro lateral da casa, a paisagem da janela do quarto não agradava os moradores. Um pequeno jardim com fonte, planejado pela paisagista Cynthia Azevedo, tel. (11) 3237-3314, São Paulo, deixou o local mais atraente. O primeiro passo foi pintar a parede com uma cor viva para aquecer e tornar a área acolhedora. Para contrastar com esse fundo, foram selecionados vasos brancos de cimento patinado, da Rosa Pinc, tel. (11) 3742-4407. Dois dos recipientes recebem as crássulas, pequenas árvores originárias da África do Sul, de manutenção simples. "Elas resistem bem ao sol e não precisam de regas. Basta a água da chuva", explica Cynthia. A fonte mereceu destaque, posicionada sobre um deque de ipê e à frente de um painel de bambu, do qual sai a bica - trabalho da Kanela, tel. (11) 3742-8641.
Sem quebra-quebra
Uma mangueira e uma bomba de aquário permitiram instalar a fonte sem quebrar a parede para passar o encanamento. A água escoa lentamente por uma perfuração no fundo do vaso. Dali sai a mangueira, que segue por debaixo do deque e sobe por trás do painel de bambu. Acionado diariamente por meio de um interruptor dentro da casa, o sistema oxigena a água dos aguapés e evita a proliferação de mosquitos.Fotos: Itaci

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