Superintendente da CAIXA avalia o impacto do PAC na habitação popular

Principal agente executor das ações de infra-estrutura social e urbana do Governo Federal, a CAIXA concentrará 20% do total de investimentos previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento

[img0] Paulo Galli, Superintendente Nacional de Parcerias e Apoio ao Desenvolvimento Urbano da CAIXA Econômica Federal participou, hoje, 27 de maio, do "Encontro sobre Habitação Popular e Industrialização da Construção", promovido pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), em São Paulo.

Galli debruçou-se sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e seus impactos no segmento de habitação popular. Até 2010, cerca de R$ 106 bilhões serão destinados pelo Governo Federal à construção de novas moradias, reformas, melhorias habitacionais e financiamentos. A cota para 2007 é de R$ 27,5 bilhões.

Como principal agente executor das ações de infra-estrutura social e urbana determinadas pela União, a CAIXA concentrará 20% do total de investimentos previstos pelo PAC. Seu foco são famílias com renda de até cinco salários mínimos, já que esta camada concentra o déficit habitacional do país, que hoje chega a 96,3%. No entanto, o superintendente ressalta que a Caixa continua interessada no mercado imobiliário tradicional. Por isso, está se organizando internamente para atingir esse público.

De olho nos números

A instituição tem um desafio e tanto pela frente: financiar 1,3 milhões de unidades/ano, contando com um investimento mínimo de R$ 22 bilhões por ano. Contudo, Galli destaca que as políticas habitacionais devem primar pela sustentabilidade e continuidade para que os planos decolem. A idéia é atuar em várias frentes:

Subsídios para famílias com renda de até cinco salários mínimos;
Financiamentos e repasses para Estados e municípios;
Financiamentos para pessoa física, associações ou empresas;
Arrendamentos residenciais.

Confira, a seguir, como foi dividido o orçamento de 2007 da CAIXA - R$ 17,2 bilhões - para o setor da habitação:

SBPE - Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - R$ 4,04 bilhões
Construcard - R$ 0,96 bilhões
FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - R$ 7,9 bilhões
FGTS - subsídios - R$ 1,2 bilhões
FAR - Fundo de Arrendamento Residencial/PAR - Programa de Arrendamento Residencial - R$ 0,65 bilhões
OGU - Orçamento Geral da União - R$ 2,6 bilhões
FDS - Fundo de Desenvolvimento - R$ 0,05 bilhões

Moradias populares

O mercado imobiliário pode continuar otimista em relação ao segmento da habitação popular. Segundo Galli, a tendência é que o setor continue atraindo novos empreendimentos. "Nos últimos anos, registramos um aumento no número de empresas que querem operar com recursos do FGTS. Isso trará mudanças significativas para o mercado", avalia. A expectativa é que se crie no Brasil um "clico perene" de produção sistêmica. O que, na visão do superintendente, é essencial para vencermos o monstruoso déficit habitacional do país. Mas sem perder de vista a qualidade urbanística.