Em coletiva de imprensa realizada ontem, 12 de fevereiro, em São Paulo, a CAIXA anunciou a boa nova: fechou 2007 com recorde de contratação em habitação. “De R$ 14,2 bilhões alcançados em 2006, saltamos para R$ 21,5 bilhões em 2007. Isso significa um aumento de 51%”, revelou Jorge Hereda, vice-presidente de Governo da CAIXA.
A presidenta da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, enumerou as razões que levaram ao êxito atingido pelo banco. “Esse cenário reflete o aumento do poder de compra das famílias brasileiras de baixa renda, a sensibilização do setor imobiliário no sentido de atender às necessidades desse segmento, bem como a influência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que trouxe um significativo volume de recursos para a CAIXA”.
Os grandes beneficiados com o boom da habitação em 2007 foram as famílias com renda mensal bruta de até cinco salários mínimos. Esse perfil representou 82% dos contratantes. Outro número que chamou a atenção dos executivos da CAIXA diz respeito ao grupo de mutuários com até 30 anos. O público jovem encabeçou o ranking dos financiamentos habitacionais, compreendendo 36% do total de negócios fechados.
Planos para 2008
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O orçamento inicial de 2008 para a habitação também foi anunciado no evento. Segundo os executivos da CAIXA, a bonança deve continuar este ano. Ao todo, serão destinados 20,3 bilhões para o setor.
O mês de janeiro se encarregou de sinalizar essa maré de otimismo. Logo na virada do ano, mudanças no FGTS vieram facilitar a vida dos cotistas. O pacote inclui redução de 0,5% ao ano na taxa de juro dos empréstimos concedidos para os proponentes titulares de conta vinculada do FGTS com no mínimo três anos de opção, ininterruptos ou não. O aumento do valor do imóvel para até R$ 350 mil e a ampliação da faixa de renda que passou a incluir aqueles que ganham acima de R$ 4,9 mil foram outras alterações festejadas pelos clientes.
No âmbito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SPBE), mais melhorias. O banco anunciou a redução da taxa de juro pós-fixada – que pode chegar a 1% ao ano, dependendo da modalidade contratada - para financiamento de imóvel residencial por meio de empréstimo debitado em conta corrente na CAIXA ou por desconto em folha de pagamento.
Reforço no atendimento
A CAIXA decidiu combater a burocracia de frente. A partir de hoje, 13 de fevereiro, entram em ação as Ilhas habitacionais, pontos instalados em 825 agências em todo o país dedicados exclusivamente ao atendimento de financiamento habitacional. “Cada ilha poderá atender até dez clientes simultaneamente”, contou Carlos Borges, vice-presidente de Atendimento. Segundo ele, a longa espera para a obtenção do crédito pertence ao passado. “Se a documentação do cliente estiver organizada, os trâmites de contratação do crédito podem ser reduzidos em até 30 dias”, afirmou. O público também pode contar com a continuidade dos Feirões em 2008, segundo Borges, uma “marca da CAIXA”. Os números animadores de 2007 justificam a permanência do evento. No último ano, foram realizados 10 feirões e 30 feiras, que receberam 673 mil visitantes. O total de negócios realizados chegou a 11.078, contabilizando R$ 479 milhões, enquanto outros 48.153 foram encaminhados, o que representa R$ 2,3 bilhões.