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Dona de personalidade instigante, a casa coleciona atrativos, como a escada cujo patamar parece flutuar. A mágica é resultado de cálculos matemáticos precisos que dispuseram vigas de aço apoiadas na laje superior e na terra.
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Abertas com talhadeiras, as rochas foram atravessadas pela estrutura metálica que sustenta a construção.
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Sob o pavimento superior fica um deck que funciona como academia de ginástica.
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Janelas e portas talhadas em freijó concedem ao quarto luminosidade e a visão da paisagem deslumbrante. Toda a madeira que compõe a construção, como a estrutura de maçaranduba, veio de manejo florestal, uma forma de não agredir a natureza.
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Emoldurado pelas rochas e pela vegetação, o deck de ipê é perfeito para banhos de sol. A passarela se prolonga pelo hall aberto, dedicado exclusivamente à vista para o mar.
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Além de preservar a vegetação, o arquiteto Mauro Munhoz também gosta de valorizar a comunidade e o jeito de construir local. Daí a escolha pelas telhas de barro, familiares à mão-de-obra da região, que trabalhou na obra. Sem contar que é um tipo de cobertura adequado ao clima quente e chuvoso de Angra.
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Plantas nativas incrementam o jardim criado pela paisagista Else Segreto. Um convite para se refestelar neste cenário onírico, 36 m acima do nível do mar.