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Na passarela de pouco mais de 20 m de comprimento, repare no traço exato do arquiteto: a mureta do lado esquerdo é uma continuação visual do pilar do pórtico.
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Envidraçada, a face voltada para o lago compensa a ausência de janelas nos três outros lados da casa. Esta vista também revela a topografia do terreno, cuja inclinação de 17% foi mantida e sugeriu uma fundação tipo tubulão (27 pilares fincados a até 5 m de profundidade sustentam a construção).
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Na sala de estar, a grande atração é a escada. Moldada com concreto e apoiada em pilaretes metálicos, ela foi revestida de placas metálicas nas laterais e mármore branco nas pisadas, ligeiramente maiores que o comprimento do degrau. Além da lareira, a casa conta com outra arma contra o frio: o piso aquecido a gás por um sistema de serpentinas (Casa da Água Quente).
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O piso da varanda emprega granitina, mistura feita na obra com mármore moído (Minasit) e cimento branco estrutural. Depois de aplicada em requadros de 1,20 x 1,20 m, a massa foi lavada com jatos fortes para que as pedrinhas ficassem em relevo.
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Os mesmos pilares atravessam os três pisos da casa. “Para um melhor acabamento, moldamos as colunas com fôrmas de PVC”, explica o engenheiro Evandro Pinho Lara, responsável pela obra. As esquadrias de alumínio (linha Fórmula, da Alcoa, fornecidas pela Aludesign) foram escolhidas em função de sua boa vedação. “Nesta região, a chuva é quase horizontal”, diz o engenheiro, em tom de brincadeira. Os vidros temperados 10 mm foram encomendados à Vitrum.
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No banheiro, a localização da hidromassagem também tira partido da vista.
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Há poucos cômodos, a pedido do futuro morador. No piso superior, onde fica a suíte, uma porta de correr permite separar o ambiente em dois. No subsolo, o quarto de hóspedes está isolado da ala dedicada à garagem e à área de serviço.
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A granitina também aparece nos ambientes internos. A diferença é que, neste caso, utilizou-se pó de mármore, mais fino, no lugar do mármore moído. Além disso, o piso foi polido depois de pronto, resultando numa textura mais lisa.
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Embutidas a cada metro em rasgos na alvenaria, lâmpadas bipino de 20 w iluminam a passarela. No pórtico, a luz vem de duas arandelas com lâmpadas fluorescentes compactas. Por fim, na fachada, instalaram-se lâmpadas fluorescentes lineares.
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A surpresa causada pelo pórtico torna-se ainda maior depois de atravessá-lo: ali, o vão ganha mais 4 m em largura (fica, no total, com 7 m) e oferece uma vista completa da lagoa.