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Cercada por densa vegetação, nos arredores de Belo Horizonte, a casa de campo do arquiteto Carico, tornou-se sua residência oficial quando casou pela segunda vez. Antes, porém, passou por uma reforma para minimizar o aspecto rústico e ganhar mais luz.
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No deck de madeira de demolição (Marcenaria Isaura Kalas), a mesa para refeições ao ar livre traz cinco cadeiras Verner Panton na cor laranja – uma série limitada produzida pela Vitra. Poltrona Anêmona, dos irmãos Campana.
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O living teve uma das paredes de tijolos substituída por panos de vidro. Sobre o sofá branco, tela de Siron Franco. A mesa de centro, desenhada por Carico, tem relevos de folha de ouro. Poltronas de Le Corbusier.
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Nesta saleta, destaque para os bancos de madeira maciça (Less) e para a luminária Taccia (Dominici), desenhada em 1962 por Achille Castiglioni.
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Na sala de jantar, mesa Nomus, de Norman Forster, recebe cadeiras LCW, de Charles e Ray Eames. Ao fundo, um exemplar das janelas francesas mantidas após a reforma – única concessão do arquiteto a antigüidades.
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Localizado no andar superior, o quarto do casal tem uma cama desenhada por Ricardo Minelli e Fábio Berbari (Érea). Nas mesinhas de cabeceira, duas luminárias clássicas. Em primeiro plano, Berenice, de Alberto Meda (Iluminar). Ao fundo, Archimoon Soft, de Philippe Starck (Dominici).
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Num dos cantos do quarto, mais uma seleção primorosa: cômoda de Antônio Citterio (Neo Design), poltrona Frau (São Romão) e luminária Rosy Angelis, de Philippe Starck (Dominici). Sobre o móvel, solitário de Shiro Kuramata, bonecos de Philippe Starck e luminária de Jorge Pensi.
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Nesta sala envidraçada até no teto, anexa à suíte do casal, a disposição das cadeiras e luminárias sugere um bate-papo animado.