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A sala de estar é cercada por portas deslizantes e transparentes que oferecem uma vista generosa. Os painéis de vidro laminado 12 mm têm 5,50 m de altura e são inteiriços. Foram especialmente fabricados para esta obra, assim como os caixilhos de alumínio, ambos pensados para resistir aos ventos fortes da região.
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Para evitar problemas com a umidade, comum no litoral, o arquiteto optou por erguer a casa a 1 m do solo, sobre pilares de concreto. Em busca de aconchego e integração, a madeira cumaru compõe fachadas, pisos e mobiliário externo. As tábuas do tipo assoalho têm larguras variadas: 6, 10 e 20 cm. Nas janelas, brises articulados de cumaru.
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A vista da paisagem presenteia todos os ambientes, inclusive o escritório.
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Tudo é leve, a fim de não quebrar o encanto do visual. A escada tem degraus em balanço e conduz à delicada passarela que liga os ambientes íntimos.
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Note que o forro de gesso sob essa ponte tem um rasgo onde fica embutido um telão retrátil.
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A decoração respeita a arquitetura, livre de excessos. Importada dos Estados Unidos, a lareira metálica suspensa segue a mesma intenção. Ela aquece a casa nos dias mais frios, emanando calor em toda sua extensão.
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As fronteiras entre interior e exterior se confundem. Na sala de estar, os painéis de correr mantêm os ambientes ventilados e frescos, mesmo no verão. “Com exceção dos quartos, a casa dispensa ar condicionado”, explica Arthur.