A mostra acontece entre os dias 22 de setembro e 1º de novembro de 2009, na casa Rosell-Ríos (av. Grau 428 – Lima - Peru). De terça a sexta e domingo, das 12h às 20h e sextas e sábados, das 12h às 21h. Os ingressos custam 20 novos sois (terça a sexta) e 25 novos sois (sábado e domingo), sendo que estudantes de arquitetura e design de interiores pagam metade (de terça a sexta).
Casa Cor Peru resgata a arquitetura da casa Rosell-Ríos
Monumento histórico do bairro de Barranco traz 42 ambientes assinados por 62 profissionais
Por Nádia Sayuri Kaku
[img0]Requinte e sofisticação marcam a edição 2009 da Casa Cor Peru, que fica em cartaz até o dia 1º de novembro e traz 42 espaços assinados por 62 profissionais. A sede deste ano é a eclética casa Rosell-Ríos, localizada no bairro de Barranco, em Lima, que apresenta elementos da arquitetura vitoriana, art nouveau, neorococó e neoclássico, sem deixar de lado elementos pré-colombianos, como referências aos mares, peixes, incas, sol e lua. Considerada patrimônio histórico desde 1972, a construção estava abandonada há décadas e foi inteiramente restaurada. Entre as novidades desta edição estão os bate-papos sobre gastronomia e atualidades oferecidos pela Faculdade de Hotelaria e Gastronomia da Universidade San Ignacio de Loyola e a venda especial de objetos utilizados nos ambientes nos últimos dias da mostra. A Casa Cor teve origem no Brasil, onde está presente em 13 cidades, e possui três edições internacionais (Peru, Panamá e Suécia). Você confere nas fotos abaixo alguns dos destaques da mostra peruana. O Casa.com.br mostra tudo da Casa Cor 2009. Você pode ainda participar da cobertura via Twitter e via Orkut.
Fachada. O trabalho de Aldo Lértora foi restaurar e iluminar a fachada da casa Rosell-Rios que, após décadas de abandono, estava deteriorada e com problemas estruturais. A madeira atacada por insetos e fungos foi devidamente tratada e o mármore das escadas foi refeito. O profissional conseguiu determinar a cor original por meio de explorações estratigráficas e o gesso da cúpula com base na documentação gráfica. A iluminação foi pensada de uma forma que destacasse todos os elementos arquitetônicos da casa e não perdesse a sensação de calor.
Adega. Com o conceito de “A Ressureição para a vida”, as arquitetas Melissa Lopez Rubina e Carmen Reque Arana criaram uma adega subterrânea cuja ideia principal é dar vida ao inerte, utilizando principalmente materiais reciclados. A circulação é linear, respeitando a arquitetura original de um corredor, e a parte superior das paredes foi revestida de gesso em forma sinuosa, ressaltada pela iluminação que vem de baixo. A textura do piso e da parede é constituída de 550 correias de couro reciclado e a estrutura acomoda até 280 garrafas de vinho.
Bar 2. O espaço de Yolanda Corvetto e Karissa Bezerra foi criado para passar uma mensagem sobre sustentabilidade de uma maneira lúdica e divertida. O piso original foi mantido e o teto de madeira recebeu acabamento em pátina. A cor vermelha das paredes ressalta as orquídeas – flores que não necessitam de muita água – e embalagens tetrapack compõem o espelho e a mesa. As poltronas são de ratan e a iluminação é feita por leds.
Salão dourado. O projeto de Roque Saldías Daly começou com a restauração dos detalhes decorativos originais do salão feito em estilo rococó, que se faz presente nas cores luminosas, com tons pastéis suaves e claros. Predominam as formas inspiradas na natureza, como a pintura das paredes que retratam rosas, céus diáfanos e mariposas. O piso de parquet recebeu acabamento de verniz mate e os tapetes feitos com tintas vegetais vieram da índia e do Paquistão. Os móveis foram feitos especialmente para a mostra possuem linhas contemporâneas, mas se integram ao ambiente pelo acabamento em dourado.
Hall central. Como o próprio nome já diz, a proposta do ambiente de José A. Cánepa Yori é ser o espaço de boas-vindas da casa, que acolha todo tipo de pessoa. O revestimento eclético das paredes e do teto é um reboco de gesso com motivos incas e egípcios e os tons escolhidos foram baseados nas cores originais da casa. Móveis antigos e contemporâneos se mesclam e o piso é de majólica inglesa no estilo art nouveau.
Dormitório principal. Texturas e estampas se mesclam no projeto de Germán Carvajal e Miranda Green. Os tons pastéis e beges esquentam o ambiente e o espelho na parede ao fundo dá sensação de amplitude. A iluminação acentua a sensação de conforto buscada no quarto, complementada com os tecidos usados em diversos lugares. Repare nos detalhes da cortina da cama e no quadro na cabeceira.