A mostra acontece entre os dias 3 de setembro a 15 de outubro, na Ladeira da Barra, 354, Espaço Solaire - Salvador, BA. De terça a sábado, das 16h às 22h e aos domingos, das 16h às 21h. Os ingressos custam R$ 25.
Criatividade e aconchego na Casa Cor Bahia
Ideias de decoração de paredes e ambientes integrados deram o tom na 15ª edição da mostra de decoração baiana
Além dos conceitos de sustentabilidade e homenagens ao paisagista Roberto Burle Marx, a versão baiana da Casa Cor traz novas formas de usar materiais, muitas ideias de decoração de paredes e sugestões de ambientes integrados. A mostra acontece em um terreno com 2000 m², que abriga uma casa de três pavimentos com 1.335 m². Além dos ambientes que estão instalados dentro da construção, a Casa Cor Bahia conta também com ambientes externos, totalizando 37 espaços concebidos por 52 profissionais. Os visitantes que se encantarem com alguma peça, poderão levá-la para a casa. O Special Sale acontecerá entre os dias 12 e 15 de outubro com descontos de 30% a 70%. A página de Casa Cor, no Casa.com.br, mostra todas para você, inclusive a Casa Kids, a Casa Hotel e o BGourmet, que aconteceram em São Paulo. Participe da cobertura também via Orkut e Twitter.
Gabinete. A estante com nichos que vão do chão ao teto e ocupam três paredes é a principal atração deste ambiente da arquiteta Joana Requião. A montagem de madeira liptus, prensada e certificada, impressiona e valoriza o pé direito de 4 m do sobrado. A proposta destaca os livros ao lado de desenhos, fotos, telas e objetos de arte.
Quarto do bebê. Assinado por Cláudia e Daniela Lopes, esse quarto abusa das flores: nos estofados, na roupa de cama, no tecido colado na parede e até no lustre! Segundo as profissionais, o ambiente faz uma releitura do estilo provençal, além de aliar o tema floral aos tons pastéis e à madeira utilizada nos móveis. O ambiente foi dividido em duas áreas, com fronteira demarcada por banho de luz na cortina. Na primeira, há o berço, a poltrona de amamentação e o sofá. Na segunda, a banheira, trocadores e o closet do bebê. O piso, térmico e de fácil limpeza, foi escolhido por ser o mais indicado para quartos de bebês. Nichos vazados dão leveza ao ambiente e auxiliam na circulação de ar.
Quarto da menina. Branco e rosa dominam no quarto de menina projetado pela designer de interiores Adélia Estevez. A cama remete aos contos de fada, mas não faz tira o tom contemporâneo do espaço, confirmado pelo uso de vidros, acrilato e nos Toy Arts da bancada. O closet espaçoso pode ser visto através de um vidro incolor, onde a foto da dona do quarto é estampada.
Quarto da debutante. O espelho suspenso e a integração dos equipamentos eletrônicos ao ambiente traz ares contemporâneos ao quarto da adolescente. A arquiteta Lena Vidal mescla móveis de design arrojado com outros de concepção mais tradicional. Estes conferem toque de romantismo ao espaço, aspecto reforçado ainda mais pelas flores de tecidos.
Quarto de menino. Criação das designers de interiores Cristina Camerino e Vanja Maia, o quarto faz homenagem ao surfista Armando Daltro. Nas paredes e no mobiliário, tons terrosos resgatam elementos da natureza e, em conjunto com a iluminação e os detalhes no teto, trazem sensação de aconchego. A marcenaria foi planejada para melhor aproveitamento do espaço e atender às necessidades do dono do quarto.
Banheiro das filhas. Criar um ambiente feminino, moderno e com cores arrojadas foi a proposta das arquitetas Carolina Almeida Bittencourt e Lorna Strand. No espaço, as formas curvilíneas são destacadas na bancada de corian na cor berijela. O banheiro é dividido em dois ambientes por diferentes materiais: porcelanato de um lado e pastilhas de vidro na região do boxe. Junto do chuveiro, o uso de corian com leds na produção do nicho possibilita que o material fique translúcido.
Quarto do casal. Sofisticação no projeto que reúne branco, diversas nuanças de cinza e prata em móveis, objetos e acabamentos. Um espaço luxuoso de 28 m², criado pelo arquiteto Flávio Moura para um casal jovem e bem-sucedido. Conforto e aconchego resultam dos revestimentos escolhidos, como o acolchoado da parede atrás da cabeceira da cama e o tapete felpudo. A iluminação, com rasgos no teto e pendente da italiana Floss, é indireta para reforçar o clima intimista. A mesa de café da manhã de laca faz composição com as cadeiras clássicas revestidas de folha de prata. No móvel em frente à cama fica a máquina de café e, bem ao lado, escondida sob o espelho fumê, está a TV.
Closet do casal. Inspirado em butiques de luxo, o arquiteto Marlon Gama apostou nos tons dourados nesse amplo closet, onde o casal pode passar horas sem reclamar. Os tecidos listrados nas paredes e a mesa de maquiagem revestida em folha de ouro confirmam toda a suntuosidade do ambiente, reforçada ainda mais pelo revestimento de tapete aveludado no piso.
Sushi bar. O espaço vai funcionar durante o tempo da mostra e será administrado pelo restaurante Soho. Assim, Adriano Mascarenhas idealizou o ambiente com a imagem de sofisticação despojada, atribuída aos endereços dessa rede de culinária japonesa. Materiais naturais, como a madeira e as fibras, trouxeram a informalidade. O requinte ficou por conta dos móveis com desenho personalizado. Tons de amarelo e roxo agregam modernidade e a iluminação bem direcionada para cima de cada mesa estimula o apetite e valoriza os pratos coloridos, tradição da cozinha oriental.
Deck da piscina. A informalidade de um gazebo permite a mistura de materiais. A rusticidade fica por conta da parede de taipa, da mesa de centro de madeira de reflorestamento maciça e do deck, montado com assoalho de trens e dormentes comprados pela designer Ana Paula Guimarães e pelo arquiteto Thiago Manarelli. O design moderno das poltronas de Sergio Rodrigues e a tecnologia do teto de policarbonato com protetor solar retrátil também se destacam. A árvore rasga o deck e, ao redor dela, o cantinho fica mais charmoso.
Café. No criativo ambiente ao ar livre, o designer de interiores Paulo Henrique Souza se vale de diferentes referências. A mesa foi pintada por um artista plástico e tem a figura de Iemanjá estampada. As cadeiras de diretor são adornadas com encosto de pele de vaca.
Paisagismo da piscina. Mais uma homenagem a Burle Marx, o espaço da arquiteta Kátia Soria e da designer Tereza Soria traz espécies de plantas tropicais reflorestadas. Sobre duas toras de eucalipto, impera uma gravura do paisagista. No entorno da piscina, que não pode ser visto na foto, as profissionais usaram piso feito com garrafas pet e entulho dos ambientes de Casa Cor Bahia.
Living com office. A rigidez de um escritório é quebrada no ambiente da designer Mônica Daniela, onde o branco predomina e estampas descontraídas ajudam a dar leveza. A disposição do sofá, poltrona e mesa de centro, elementos do living, ajudam a dar conforto e sensação de amplitude.
Hall do colecionador. Foram necessárias muitas conversas com somelliers e apreciadores de vinhos para que as arquitetas Gabriela França Baiardi e Luise Teixeira pudessem construir o ambiente. No aconchegante espaço para degustar vinhos, o colecionador abriga suas bebidas, rolhas, rótulos, certificados e memórias de viagens. Uma das paredes tem revestimento de MDF, que remete à madeira de demolição, e outra é forrada com papel de parede, que lembra cor de vinho. Criativas, as arquitetas colocaram no teto revestimento de celulose, que melhora a acústica do ambiente, e troncos de eucalipto, deixando-o charmoso.
Club do chef. As arquitetas Adriane Lins e Juliana Patury quiseram retratar um novo conceito de cozinha. Integrado à sala de jantar e à varanda, o espaço é próprio para o gourmet cozinhar. Entre um risoto e uma taça de vinho, a convivência entre o mestre cuca e os convidados é auxiliada pela bancada de granito marrom. Sua sofisticação contrasta com as cadeiras de fibra natural.
Galeria vertical. A inspiração das arquitetas Liliana Valente e Zezé Gantois partiu do Musée d’Orsay, em Paris, e da Modern Tate Galery, em Londres. Cores vibrantes nas paredes destacam as obras claras do artista Braz Marinho. A ideia é que o visitante dessa galeria de arte aprecie as obras no pavimento inferior, nas escadarias e no pavimento superior.
Banheiro público da piscina. O granito levigado foi colocado na parede pelo lado do avesso, deixando à mostra seu aspecto mais áspero e rústico. A madeira de demolição reforçou a inspiração de Leonardo Mascarenhas, autor do projeto, na arquitetura caiçara, mas a composição com peças sofisticadas -- cuba Slim da Deca, cadeira Kartell com tecido Missoni e escultura de Leonel Mattos.
Quarto do casal jovem. Pensando nos apartamentos compactos, tão comuns hoje em dia, a designer de interiores Viviane Vieira assina este quarto multifuncional, que integra escritório, cinema e closet. Este, aliás, contempla um elegante painel de camurça ao fundo e não tem paredes, o que deixa tudo mais prático. Os tons de cinza e bege, que tendem ao natural, não cansam com facilidade e trazem aconchego, assim como o tapete que ocupa quase todo o piso.
Loja. Além de vender, o ambiente também pode ser usado para promover pequenos ambientes. Foi pensando em elegância e sofisticação que a arquiteta Luciana Leal e a designer Maria Kruschewsky projetaram o espaço de 30 m², misturando o moderno com referências clássicas francesas. A sofisticação está em todo o ambiente: seda forra as paredes, as cortinas são de linho espanhol e os móveis são exclusivos. Preto e branco predominam na loja.
Banheiro do restaurante. No ambiente de Marcos Alan e Marcos Jucá, tons pastéis e marrons, mais sóbrios, deixam obras de arte em destaque. A bancada é feita de granito que imita madeira e, nas paredes, pastilhas de vidro dão charme especial. O ambiente comporta ainda outro lavatório, próximo ao vaso sanitário, em que um tronco de árvore serve de base para a cuba.
Restaurante. Os arquitetos Caio Martins e Luciana Rebellov procuraram evitar excesso de vidros, espelhos e cores escuras, tão comuns em restaurantes modernos. A dupla quis transmitir uma atmosfera de aconchego nesse salão inspirado no oriente. Para isso, lançaram mão de madeira, piso rústico de porcelanato e cores quentes. Além do aconchego, as cortinas de patchwork da artista Carol Souza roubam a cena.
Bilheteria e lounge. Em uma caixa de estrutura metálica coberta com vidro, a bilheteria e o lounge são divididos apenas por móveis. Isso torna este moderno espaço mais amplo e possibilita as alterações na decoração de maneira facilitada. A transparência, a cor branca e as linhas retas foram enfatizadas pelo arquiteto Sidney Quintela.
Casa da árvore. O designer de interiores Rogério Menezes traz uma proposta ecologicamente correta para o espaço de 87 m² com sala, cozinha, quarto e varanda. Para começar, as paredes são revestidas com ripas de madeira de descarte, que fazem um jogo de sentidos e cores. O teto é outra surpresa: uma plotagem de bambu com painel. A ideia foi fazer a natureza abraçar a casa, como um refúgio em meio ao concreto urbano. Mesmo fugindo do caos da cidade, não há como abrir mão de alguns luxos modernos, como a bancada de corian e poltrona Shadowi, da Moroso.
Recanto da família. Um espaço de convivência, em que um grande sofá convida a família para assistir televisão juntos ou simplesmente se encontrar para uma boa conversa. O ambiente foi criado pelos arquitetos Aline Cangussú e Mario Figueiredo com o charme de um anexo com janela alta para mais claridade e integração do espaço externo ao interno. A iluminação é especial: articula várias luminárias direcionadas para a estante e culmina no pendente sobre a mesa lateral. A funcionalidade e a leveza dos móveis de linhas retas associadas às fotografias de Pierre Verger complementam o estilo limpo e contemporâneo.
Atelier gourmet. Neste espaço, a designer de interiores Iamna Smacevscki valoriza o pé-direito duplo com uma estante comprida e samambaias, que quase alcançam o teto. Esta parede é pintada com tinta verde, o que dá um ar descontraído à sala e chama a atenção, já que no restante da sala predominam as cores claras.
Studio do paisagista. Burle Marx foi a inspiração das arquitetas Cristiana Reis, Flavia Foguel e Milena Sá para montar este espaço de trabalho e lazer, cercado de flores, plantas e materiais naturais. Aqui, imperam a madeira e a pedra limestone nas paredes, piso e bancada. Painéis de vidro com trançado de fibra sintética filtram a luz e expõem a natureza.
Jardim do sapotizeiro. Além de plantas esculturais, como cipa e pandano, Alex Sá utilizou altas palmeiras, que valorizam a fachada da casa. Entre a vegetação, um banco de madeira com alegres almofadas convidam o visitante à contemplação – ou ao descanso, depois da vista ao evento.
Varanda de entrada. A entrada da Casa Cor Bahia é também uma varanda para casa e apartamento. A arquiteta Aliucha Calumby transita entre o elegante e o despojado no espaço, onde relaxar e conversar com os amigos é regra. Enquanto os móveis são releituras do mobiliário clássico, o preto e branco do piso, dos estofados e dos objetos conferem um tom despretensioso. O uso de madeira dá um toque acolhedor, apesar do pé direito alto, com 4,35 m.
Estar. As cores sóbrias dão aspecto viril ao living, assinado por dois arquitetos: Paulo Andrade e Paulo Melo. A rusticidade está presente nas paredes cimentadas e na peça mais chamativa do ambiente, a luminária em forma de cavalo em tamanho natural. Para um clima aconchegante, os profissionais optaram por tapete indiano de lã.
Living. Os tons claros predominam no ambiente do arquiteto José Raimundo Marcelino, que preservou o forro e o piso de madeira originais e optou por sofás forrados com linho na cor natural. Isso dá espaço para que ele dê chance à poltrona de couro sintético roxo e à mesa de centro de mármore escuro.
Sala de jantar. O pé direito de 4 m com forro de madeira original da casa foi o ponto de partida adotado pela decoradora Nágila Andrade para projetar uma sala de jantar glamourosa, com direito a lustre de cristal bacarat. Os móveis de linhas retas ousam nos materiais: a estante de 6 m, que serve de aparador e emoldura a TV atrás do espelho, é feita de corian. Mesa de laca com vidro e cadeiras estofadas com shantung cinza-claro. Outras tonalidades de cinza aparecem no linhão, que reveste as paredes e nos tecidos do pufe sob o banco de vidro.
Atelier do açúcar. A cozinha, que homenageia uma boleira, transmite afetividade, com o aconchego das lâminas de madeira na parede e a rusticidade do mármore bruto no piso. O toque contemporâneo é dado pelos eletrodomésticos espelhados e pela mesa de 3,5 m, feita também com lâmina de madeira e laca. O ponto alto do projeto de Nathália Velame é a automatização da temperatura, da sonorização e da iluminação. Se a boleira está dando uma aula nesse espaço, por exemplo, com um simples acionamento de voz, o ingrediente citado por ela é iluminado nos nichos.
Sala de almoço. A cor é uma só: branco. Assim, para destacar os móveis, Wesley Lemos explorou textura e novos efeitos As paredes têm acabamento Marmorato (Suvinil), que lembra mármore. O jogo geométrico chama atenção no teto, que desce arredondado e destacado pela iluminação indireta nas laterais. Curvas também no lustre Mercury da La Lampe, nas cadeiras Charles Eames com revestimento de veludo nude, e na mesa PI, de Jacqueline Terpins, que ganhou, especialmente para a mostra, tampo oval no lugar do retangular. Tudo contrasta com as angulações precisas e rígidas da obra de Ray Vianna.
Estar íntimo. Crítico de apartamentos modernos onde os integrantes da família se enclausuram nos aposentos, o arquiteto Wagner Paiva imaginou este espaço multiuso. Apesar do uso de fibra natural, o profissional quis evitar um ar praiano, por isso lançou mão do cinza nas paredes – inclusive no painel de peças de PVC reciclado. O conforto é garantido pelo sofá modulável de linho branco, que aumenta de tamanho e pode virar uma chaise. No piso, a peroba rosa de 30 anos foi restaurada com lixamento e aplicação de cera.
Home theater. Projetado pela arquiteta Eliane Kruschewsky, o home theater tem todas as paredes e estantes revestidas com lâmina de madeira ébano, recurso que chama a atenção de quem entra na sala. Para dar um toque de classe ao ambiente, a profissional optou por tapete em linha de seda, objetos de coleção e peças de cristal.
Home games. Nem só de adolescentes vivem os videogames – e esta sala é uma prova disso. Pensando no público adulto, a arquiteta Margarete Iglesias conferiu sofisticação ao ambiente ao utilizar mobiliário de design arrojado, papel de parede tipo escama de peixe e luminárias pendentes. Mas, para não perder o ar futurista que a sala clama, tons prateados e superfícies metalizadas e transparentes têm seu lugar. Itens que não poderiam faltar (e não faltam): forro acústico, painel ripado de madeira para dar suporte à bancada dos computadores e espaços específicos para acomodar acessórios e equipamentos dos games.
Hall com lavabo. A divisória de vidro que isola o vaso sanitário e a bancada é adornada com adesivos de uma orquídea descoberta por Burle Marx – paisagista homenageado no ambiente. Orquídeas também marcam presença no suporte da janela e ajudam a manter a luminosidade e a intimidade. No ambiente da designer Júlia Faria, peças modernas e antigas dividem espaço, deixando-o mais contemporâneo.