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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Um bom exemplo

postado por Casa.com.br às

Ainda sobre os imóveis históricos de Higienópolis, quero registrar aqui um bom exemplo de preservação e uso.

Uma iniciativa interessante ocorreu recentemente na antiga casa de Dona Veridiana Prado, na esquina da avenida Higienópolis com a rua homônima da ilustre cidadã paulistana. O imóvel foi comprado pelo Iate Clube de Santos, que deve investir cerca de R$ 5 milhões na reforma e manutenção de toda a área, que conta com uma arquitetura de cair o queixo, mobiliário antiquíssimo e até uma linda estátua da mitológica Diana assinada por Vitor Brecheret em seu hall principal. Os jardins também são um pedaço do paraíso.



De vez em quando os vizinhos chiam com a barulheira das festas. Fazer o que? Pelo menos essa casa será preservada e a história do bairro também.

Até,

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Casa tomada.....de fantasmas

postado por Casa.com.br às

O conto "Casa Tomada", de Julio Cortázar, fala de duas pessoas que passam suas vidas inteiras numa casa. A casa, na verdade, é a grande protagonista da história, uma vez que metaforicamente explica a personalidade dos seus moradores e de suas vidas desperdiçadas.

Somente com essa palavra ?desperdício? é que consigo realmente classificar os casarões antigos do bairro de Higienópolis, em São Paulo, onde moro, que estão abandonados, à espera de atitudes do poder público ou de seus proprietários. Viajo muito pelo Brasil e sei que aqui somos mestres em desperdiçar imóveis históricos, que hoje se encontram em total estado de penúria e abandono por falta de iniciativa.

Pois três dessas casas ficam no meu caminho e me dá um aperto no coração quando passo em frente a qualquer uma delas.

A primeira tem uma história sinistra, mas uma arquitetura que mereceria ser preservada. O imóvel abrigou a Policia Federal com seus presos torturados e torturadores nos tempos da ditadura e, recentemente, serviu até de prisão para o ex-juíz Nicolau dos Santos, aquele condenado pelo desvio de dinheiro na construção do Tribunal de Justiça do Trabalho do Estado. Hoje, é um estacionamento.

A segunda pertenceu à família Berrini e foi comprada pelos empreendedores do Shopping Higienópolis na época de sua construção. Abrigou uma lojinha do Museu de Arte Moderna (MAM) e uma meteórica iniciativa do estilista Ocimar Versolato, que não vingou por problemas entre os sócios que se tornaram públicos até em coluna social. Hoje está fechada e sem perspectivas de nova ocupação.




A terceira e mais importante fica na esquina da Higienópolis com a Rua Albuquerque Lins. O imóvel era de propriedade da família Leôncio Magalhães e foi desapropriado pelo Estado para abrigar a Secretaria de Segurança Pública que deu o espaço para a Delegacia Anti-Sequestros....e essa reserva parece perdurar até hoje, dois anos depois, uma vez que a casa ainda está vazia. Sei até que o grupo do shopping tentou comprá-la, mas se o fez ainda não tomou posse de fato.

Para uma sociedade em crescimento, com mil carências, é um desperdício imperdoável manter imóveis dessa importância histórica e arquitetônica parados. Sei que são tombados, que têm uso limitado por leis de zoneamento, mas a solução para cada um deles precisa ser pensada já que imóvel vazio acaba em ruínas.

E que o poder público nem venha com a idéia de centros culturais ou museus. Os que estão aí mostram que os recursos já são escassos para serem ainda mais repartidos. Iniciativas assim devem migrar para a periferia, para que os jovens invisíveis que perambulam em busca de algo possam ao menos enxergar um pouco.

Desculpe o desabafo, mas esse assunto me deixa pra lá de chateado.

Até,

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Lojas divertidas

postado por Casa.com.br às

Sabe aquele dia em que você acorda de muito bom-humor e que nada, mas nada mesmo vai conseguir estragar o seu astral?

Pois é esse o dia de dar uma passada na Rua da Cantareira e fazer umas comprinhas bem divertidas para sua casa.

Tem uma loja com vidros coloridos, outra com flores secas, a vizinha com flores e plantas falsas e por último uma loja com bichinhos de pelúcia, que pode ter inspirado os irmãos Campana na criação daquela poltrona pra lá de simpática.


Todas elas na mesma calçada, uma do lado da outra, na altura do número 80.

Eu já comentei aqui no blog que não gosto de flores e plantas falsas, mas tenho que admitir que em dias muito especiais, numa festa, por exemplo, elas podem cair muito bem.

Se jogue.

Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Rua 25 de Março e o Mercadão - um mar de gente

postado por Casa.com.br às
Já virou tradição. Quando tem feriado prolongado e ficamos em São Paulo, é dia de tomar a cidade para si, visitar aqueles pontos que não temos tempo de freqüentar nos dias comuns, dada multidão.

E a 'ponte' da semana passada me levou a fazer compras na Rua 25 de Março. Impressionante é a quantidade de gente de fora da cidade, do Estado e até do País que vem para este centro comercial, o maior centro de comércio popular da América Latina e um dos maiores do mundo.




Parei o carro no estacionamento do Jockey Club, na esquina da Ladeira Porto Geral com a Rua Boa Vista, e desci a pé até o Mercado Central, prédio histórico assinado pelo arquiteto Ramos de Azevedo com vitrais da Casa Conrado.

Acredite, não há prazer maior do que sentir a vibração desse pedaço da cidade. Quando viajo, não deixo de conhecer os mercados, as ruas de comércio e até as feiras-livres de cada lugar. Então, porque não fazer a mesma coisa na minha cidade?

As descobertas compensam qualquer desconforto. O mercado é cheio de vida, não só estampada nas diversas etnias que circulam, como também nas frutas que estão à venda nas barracas. E é supercomum nos empolgarmos e sairmos de lá com muito mais coisas nas mãos do que o planejado.

Os donos das barracas nos deixam provar frutas exclusivas e relativamente mais baratas do que as vendidas nos mercados de luxo de São Paulo. Nesse final de semana, me deixei levar pelo pêssego californiano e pelas cerejas austríacas. Mas também saí com pistache libanês de alta qualidade e bom preço.

Já a fila para os famosos pastéis de bacalhau, essa não deu para encarar.


Amanhã tem mais,

Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Uma casa na Rua Atlântica

postado por Casa.com.br às

Tem uma jóia na biografia do grande Abelardo Figueiredo ("O Show não pode parar", editora Sapucaia), que é o capítulo dedicado à sua casa, na rua Atlântica, em São Paulo. A narrativa mostra um sujeito que desembarca na cidade nos anos 60 disposto a mudar a história do show-business brasileiro e se apaixona por essa casa numa rua linda e arborizada. O porém, na época, era o estado de conservação do imóvel.



E foi com esse desafio nas mãos, mais um em sua vida, que o empresário criou um lugar mágico para criar seus filhos, receber amigos e curtir sua companheira de vida, a Laurinha. As fotos daqui que também estão no livro mostram os dois prontos para mais uma festa, onde misturavam artistas com os melhores representantes da ainda fechada sociedade paulistana. Os detalhes de decoração são encantadores, com muita prataria, móveis grandes de madeira e tampões de mármore nas mesas. Veja também os detalhes dos bordados das cortinas e das almofadas. É incrível!




Uma curiosidade: o João Marcelo, filho da Elis, tomou uma bronca por ter sujado o sofá branco da sala, numa dessas reuniões para amigos. O incidente quase acabou com a amizade dos casais, mas nem Elis foi capaz de resistir aos encantos desse senhor.

Sou amigo de Monica Figueiredo, filha do Abelardo, desde os tempos de Editora Abril e de alguma forma incentivador desse livro.

Recomendo.

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Madrugada das caçambas

postado por Casa.com.br às


Bem que poderia fazer parte de um pesadelo qualquer, mas os barulhos metálicos, como correntes que batiam umas nas outras, começaram a ficar altos demais e me tiraram do sono profundo em plena madrugada. Pois já na janela do apartamento percebi que se tratava de uma operação de retirada de caçamba. Ferro batendo em ferro, motor de guincho e gritos dos funcionários que pareciam mais sinos desafinados. A operação durou meia hora, o suficiente para me deixar insone pelo restante da noite.



Pois essa febre de construções e reformas tem o seu preço.




Logo cedo, dei uma volta pelo quarteirão e não foi nada difícil fotografar uma dúzia desses monstrengos. Alguns deles estavam estacionados um ao lado do outro, formando um verdadeiro congestionamento, como se já não nos bastassem os de carros.



Liguei para uma das empresas e soube que o custo é de 160 Reais por 5 dias, e que a entrega e retirada acontecem sempre a noite, depois das 22 horas. Tudo isso regulado pela prefeitura, que imprime nas caçambas oficiais a seguinte frase: contrate caçamba cadastrada www.limpurb.sp.gov.br. No site, o usuário descobre que entulho é responsabilidade do proprietário do imóvel e encontra uma lista de empresas prestadoras desse serviço.



Fico aqui pensando o que é feito desse material todo. Lembro que o reuso dos restos de construção ainda não conta com amplo serviço de reciclagem. Pena.



Mais um motivo para a gente parar para pensar e planejar melhor antes de quebrar a casa toda.



Nosso sono agradece.



Até,

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Temporada de Caça (ou de Casa?)

postado por Casa.com.br às



Com a inauguração de Casa Cor São Paulo nessa semana, será dada a largada para a temporada do morar deste ano de 2008. Pois mande engraxar seu sapatinho velho e confortável e se prepare para quilômetros de jardins, corredores e espaços decorados de todas as mostras que pipocam país afora. A lista de eventos, show-houses, lojas decoradas é imensa e percorre praticamente todos os estados e suas capitais. Algumas exposições interessantes também acontecem em cidades satélites e grandes centros do interior.

E isso é sinal de que não só a indústria do setor, como as grandes construtoras e fabricantes de móveis e objetos de decoração vai muito bem, obrigado, mas também de que todos os arquitetos, decoradores, paisagistas estão de olho na personalização, nos produtos mais artesanais, nas soluções exclusivas. E essas novidades todas estarão expostas nesses eventos, a começar por Casa Cor São Paulo. Todos eles têm nomes que fazem a diferença num projeto.

Desses eventos quero destacar Casa Cor Paraná, que abre no dia 13 de junho. Essa edição marca os 15 anos da mostra e acontece num dos prédios mais importantes de Curitiba, o Clube Concórdia (foto). Estive lá e adorei a história do lugar e os detalhes arquitetônicos. Na certa será um evento muito inspirador.

Até,

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Casa Cor São Paulo - A garagem

postado por Casa.com.br às



Em sua primeira participação na Casa Cor, que começa na semana que vem, o arquiteto Felipe Diniz teve que encarar um belo desafio: a garagem. E pelo visto ele começou com o pé direito, com um projeto pra lá de original, que transforma a garagem num lugar que vai muito além de guardar carro e tralha.

Com uma arquitetura limpa, Felipe destaca coisas para quem ama automobilismo. Preste atenção nas pequenas vitrines, com miniaturas montadas por dois de seus maiores elos: seu pai e seu filho. São verdadeiras jóias. Além disso, tem o mezanino, com uma saleta para receber os amigos de hobby.




Com uma garagem assim, ninguém vai sequer pensar em tirar o carro para dar uma voltinha. Até.

Casa Cor São Paulo - bem estar

postado por Casa.com.br às

Numa cidade como a nossa São Paulo, poucos programas superam o conforto da nossa casa. Foi pensando nisso que Patricia Martinez decidiu fazer, para esta Casa Cor, um espaço claro, fofinho, superconfortável, que também tira proveito do jardim realizado por Alex Hanasaki. Todo o ambiente é dedicado ao bem estar, com móveis atuais, como a chaise-longue desenhada por Marcus Ferreira, a lareira de ferro suspensa e as paredes todas brancas. Ótimo para um bom vinho, livro e boa companhia. Ah, no banheiro tem até uma sauna.














As escolhas foram corretamente feitas por Patricia, que diz ter se inspirado nela mesma para fazer a decor. Esperta a moça, não?

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Casa Cor São Paulo - conforto demais

postado por Casa.com.br às

Quase cai de costas quando entrei na casa assinada pelo Roberto Migotto que está quase pronta para a Casa Cor São Paulo. Com certeza será um dos destaques da mostra deste ano. O lugar é maravilhoso e extremamente atual, pois todos os detalhes foram pensados para transformar aquele espaço num refúgio ou num ninho para viver um grande amor.




Liguei para ele agora mesmo para dar os parabéns e aproveitei para saber mais detalhes desse trabalho tão inspirado. Depois de ficar feliz com os elogios, Migotto confessou que quase desistiu de participar do evento, dada a complexidade do que queria realizar para o espaço que assinaria. Ainda bem que a desistência não passou de um temor momentâneo, pois assim não fomos privados de aproveitar esse talento e aprender sobre como deixar nossas casas mais bonitas pela ótica desse profissional.

Pontos altos: a parede de plantas do banheiro, os móveis escandinavos misturados com peças africanas, e o tapete quadriculado desenhado por ele e confeccionado no Nepal.

Toque divertido: o alce de acrílico sobre a lareira.

Amei.

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Casa Cor São Paulo - Uma surpresa no ar

postado por Casa.com.br às













No meio do jardim, bem ao lado da pista do Jockey Club, no alto das árvores, lá está ela, uma casinha de madeira pendurada, linda, linda, um sonho.

Pois foi assim que a dupla de arquitetos Fred Benedetti e Fernanda Abs prepararam uma das maiores surpresas dessa edição de Casa Cor em São Paulo: uma casa da árvore.

No meio da mata, com todo respeito às árvores, uma escada nos leva para o alto, lentamente, para descobrir um pedaço do paraíso, de onde dá para ver o perfil da cidade ao fundo, em paz.

Tudo de madeira certificada, bem natural, com móveis contemporâneos, banheiro, cozinha integrada a sala. Na medida certa.



E, acredite, o chuveiro fica na varanda ao ar livre. Sai de lá imaginando o meu banho ali, nu, de frente para a minha cidade.

Que delícia.

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Casa Cor São Paulo - OBA!!!

postado por Casa.com.br às


Na semana que vem inaugura o maior show da decoração do Brasil: Casa Cor São Paulo 2008. E a edição desse ano promete novidades. O espaço é uma bucólica vila de casas dentro do Jockey Club, em Cidade Jardim, com uma vista linda para a cidade.

Serão mais de 60 ambientes assinados por grandes nomes da arquitetura e paisagismo. Lembro que é nesse evento que a gente percebe as principais tendências e conhece lançamentos de produtos bacanas para casa.





Passei por lá hoje só para dar uma olhadinha nos últimos preparativos e o que eu encontrei foi um batalhão de operários num trabalho pesado para que tudo esteja pronto para as primeiras festas que acontecerão já nesse próximo fim de semana, daqui a três dias. Nossa! Será que eles vão conseguir terminar tudo a tempo? Depois eu conto.

Amanhã eu mostro alguns ambientes, prometo.



Até,

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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Buenos Aires - shopping da casa

postado por Casa.com.br às












O Buenos Aires Design é um shopping inteiramente dedicado ao design e à decoração. Eu não resisto. Toda vez que passo por lá, compro um monte de coisas bacanas, com bom desenho e a preços bem interessantes. É excesso de peso na certa.

Na verdade, esse shopping já foi melhor. Crises econômicas tiraram o brilho desde sua inauguração. Mas sempre vale a pena a visita para descobrir novidades e, claro, cair no consumo sem culpas.














Minha loja preferida é a Morph, cheia de gadgets e inutilidades absolutamente necessárias. Dessa vez, aproveitei para renovar meus jogos americanos. Objetos de couro sempre valem a pena.

E se você passar por lá na hora do almoço, aproveite os restaurantes que ficam no terraço com uma bela vista para o jardim.


Até.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Buenos Aires - café com jornal

postado por Casa.com.br às












Uma das mágicas que Buenos Aires proporciona é nos fazer sentir na Europa bem aqui do lado. Não dá pra negar isso e nem se trata de complexo tupiniquim. Tudo bem que São Paulo, por exemplo, tem hoje uma cena rolando com cafés supercharmosos sendo inaugurados a rodo onde podemos sentar e ficar tranquilamente lendo e tomando alguma coisa. Mas na capital argentina a cultura da leitura é tão mais difundida e preservada por seus habitantes....é realmente impressionante.

E é esse um dos hábitos europeus mais incorporados pelos portenhos. É nesse momento que as pessoas que nem se conhecem conversam sobre política e economia, sempre, e fumam, fumam muito.

Eu aproveitei os dias por aqui para conhecer dois desses cafés: El Gato Negro, na Corrientes, 1669, e a Confeitaria Ideal, na Suipacha, 384. Os dois têm quase cem anos e hoje são considerados bens culturais do país. Na Ideal, no fim da tarde, acontece um baile muito animado, com aulas de tango e outros ritmos. E mesmo os mais travados se pegam pelo menos acompanhando as músicas com palmas, batidas de pé, essas coisas.













No fim das contas, você acaba tomando café, dançando e comendo alguma coisinha para mais uma pernada pela cidade plana e bem planejada, gostosa, com o friozinho no rosto e coração aquecido.



até..

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Buenos Aires - hotel é bom e eu gosto

postado por Casa.com.br às

Buenos Aires é uma cidade de classe. E isso se percebe não só no andar das pessoas pelas ruas, nos trens de metrô com quase todos os passageiros com livros ou jornais nas mãos e na conservação do patrimônio, que só é alcançada pela educação da sociedade - algo que podemos aprender com nossos vizinhos - entre outros. A iniciativa privada investe pesado para compor esse cenário, em especial nos prédios de escritórios e hotéis.












O velho e classudo Alvear Palace, na Recoleta ainda é a opção preferida dos mais tradicionais, com serviço altamente refinado. Mas os modernos também não têm do que reclamar, já que o Faena , ícone de hospedagem conceito, também ganhou a companhia do Park Hyatt e, mais recentemente, do Axel, um hotel heterofriendly, assim identificado. A bandeira nasceu em Barcelona e desembarcou em Buenos Aires para atender o visitante gay, público que mais cresce na capital portenha.


A construção pretende revitalizar San Telmo, bairro mais conhecido pelas suas feirinhas de domingo, e que passou décadas esquecido. Nos últimos anos, o investimento imobilário local e internacional se expandiu naquela região. Em torno do Axel também estão instaladas novas galerias de arte, papelarias, lojas de moda, todas de olho nos novos consumidores ávidos por design e com dinheiro no bolso.


Uma curiosidade é a piscina do hotel Axel, que fica na cobertura. Sua estrutura de vidro permite que os banhistas sejam vistos do lobby, seis andares abaixo. Alías, quase todas as paredes são de vidro, inclusive as caixas dos elevadores. Transparência total. Bom para quem quer ver e ser visto.













Um conselho: em viagem não deixe de visitar os hotéis design, mesmo que não seja hóspede. Usar seus bares, restaurantes, lojas, e até dar uma passadinha no banheiro, costuma ser um bom programa.

Até,

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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Buenos Aires - só por uns dias

postado por Casa.com.br às










Visitar a capital argentina é sempre uma delícia. Sair de uma cidade tão confusa e cheia de gargalos como São Paulo e em poucas horas estar aqui é ótimo. Decidi vir para Buenos Aires a fim de garimpar coisas novas e rever alguns endereços clássicos.

Além da comida e da bebida, o que mais me agrada na cidade é seu patrimônio arquitetônico e a malha urbana. Andar a pé em ruas planas e ver a arquitetura européia instalada em prédios, parques e praças é especial. São marcos de um tempo não muito distante de prosperidade e desenvolvimento cultural ? a Argentina, até os primeiros anos do século passado, ainda era uma das vinte maiores economias do mundo.

Ao mesmo tempo, a cidade ganha novas e arrojadas construções, fruto da recuperação econômica que ocorre desde os piquetes e panelaços que levantaram uma sociedade politicamente mais ativa do que a nossa de seus sofás e tiraram presidentes de suas cadeiras.

O melhor exemplo disso é Puerto Madero, uma área absolutamente degradada até meados dos anos 90 e que hoje é sinônimo dessa mistura entre velho e novo. De um dos lados, armazéns e piers foram transformados em moradias, escritórios, lojas e restaurantes. Do outro, uma infinidade de prédios novos, ancorados pelo Faena Hotel, imaginado por Alan Faena, com desenho de ninguém menos que Philippe Starck , que compõem uma nova cidade.













Nos próximos dias vou mostrar algumas de minhas descobertas por aqui.

Acompanhe.

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Eu amo, Eu odeio

postado por Casa.com.br às
Não sei se você gosta de listas. Eu adoro! Essas listas clássicas que antigamente apareciam nas revistas sempre me fascinaram. Então, só para mexer um pouco com a audiência eu preparei uma listinha das coisas da casa que eu amo e as que eu odeio, para vocês criticarem. Vale completar a lista, claro e, se divertir com ela.







Eu amo - Eu odeio


plantas de verdade - plantas falsas

cores - branco hospital

pinguin de geladeira - bibelôs

anão de jardim - estátuas no jardim

tecidos naturais - sintéticos

silêncio - poluição

espaço - bagunça

amigos - telemarketing

reciclados - fazer lixo

feito a mão - pirataria

limpeza - bagunça

possuir - consumir

relaxar - estressar

cozinhar - lavar louça

dormir - correr

receber amigos - pagar as contas

paz - caos da cidade

segurança - medo

pipóca/sofá/filminho - telemarketing

livros, muitos livros - pó e ácaros

Internet - spam

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Artistas e achados

postado por Casa.com.br às
Essa é para quem gosta de arte e quer conhecer gente nova.

Existe em São Paulo uma galeria que só trabalha com artistas fora do convencional, a Choque Cultural.

Ela fica no bairro de Pinheiros, num sobrado bem paulistano. Só o espaço já vale a visita. Nas suas paredes estão grafiteiros, designers gráficos e até tatuadores, gente de talento. Artistas freqüentes nos túneis e pilastras dos viadutos da cidade e que agora podem mostrar seus trabalhos para um público maior.

Apostar nessas obras de arte pode ser uma boa. Quem possui trabalhos dos grafiteiros Os Gêmeos, por exemplo, deve estar feliz com o investimento. Hoje os dois garotos são reconhecidos até fora do Brasil.

A quantidade de pichações em São Paulo incomoda, especialmente depois que a cidade foi limpa da publicidade exterior. Mas no meio de tanta sujeira, de repente aparece um bom trabalho. Parado no transito nunca deixo de prestar atenção e quando acho algo que me emociona, fico muito feliz. É como o "jogo dos sete erros". Vale como antídoto contra o tédio das horas perdidas dentro do carro.



Galeria choque cultural
Rua João Moura, 997
São Paulo
Telefone 11 3061-4051
www.choquecultural.com.br





Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Jardim Encantado

postado por Casa.com.br às

Num dia desses fui trabalhar na Cor da Rua. Um dia de sol com o céu muito azul, limpo e lindo. Dia típico de outono. Na hora do café, no jardim da casa, fiquei encantado com a magia do lugar. Graças a Deus estava com a minha máquina fotográfica para registrar esse momento que agora quero dividir com você. Quem cuida desse jardim é o Carlinhos Barbosa, ex-menino de rua, com uma história de vida daquelas. Ele rega, poda, trata a água do chafariz com cloro, pinta, faz a manutenção das rodas d?água, enfim, cuida para que tudo esteja sempre na mais perfeita ordem. Ele faz isso há quase cinco anos. E o blog de hoje é para agradecê-lo. Carlinhos você é campeão! Transformar um pedacinho de terra no centro de uma das cidades mais cinza do planeta num paraíso, não é para qualquer um. Que sirva de exemplo pra todos nós.




Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Salvador - Muros decorados

postado por Casa.com.br às

Um avião? Um passaro? Um Super-homem?

Não...

É impossível passear pelas ruas de Salvador sem descobrir a arte de Bel Borba. São mosaicos inspirados em bichos, árvores ou orixás nos muros e encostas e esculturas distribuídas democraticamente para que todos possam apreciá-las pelos caminhos da cidade.

Luisinha Brandão, amiga baiana, anfitriã impecável, que faz questão de mostrar as belezas da sua terra, foi quem pacientemente me levou para conhecer essas instalações.

E segundo Luisinha, o cara é uma figura. Bel Borba com seu bigodinho, sua marca registrada, cativa a todos. Sua inspiração vai de Glauber ao Maluco Beleza, com aquele talento típico dos artistas baianos. Não tive a honra de conhecê-lo, mas gostaria de registrar aqui minha vontade de ter alguma obra sua em São Paulo. Sugiro que a instalação seja feita nos baixos do Minhocão. Quem sabe assim aquele monstrengo fique um pouco mais agradável.

Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Salvador - Um novo olhar

postado por Casa.com.br às
Há uma nova galeria de fotos em Salvador, a Galeria do Olhar no Trapiche Adelaide, endereço chique da cidade.


Até o dia 10 de junho o visitante poderá conhecer o trabalho do fotógrafo cubano, Mario Diaz. Incrível como o povo de Cuba se parece com o de Salvador. A alegria de viver é a mesma.

Fiquei encantado não só com a coleção de fotos como também com os livros à venda. Uma escolha e tanto.

O responsável por esse trabalho é o Armando Correa Ribeiro, o empresário que revitalizou o Trapiche Adelaide, onde funciona o restaurante famoso, com o mesmo nome.

Sobre ele quero revelar 2 segredos :

- é apaixonado por fotografia desde sempre, mas só agora pôde dar asas a sua paixão.

- a exemplo do que fez com o Trapiche Adelaide, ele toca nesse momento um projeto gigante de revitalização do bairro de Santa Tereza. Quer transformá-lo num novo Pelourinho, tendo como modelo o Chiado em Lisboa e o centro antigo de Havana, e claro, conta com a parceria de investidores, inclusive o grupo Txai. Tudo isso respeitando as pessoas que lá moram,e o patrimônio tombado, que precisa ser recuperado com urgência.

Quem conhece o Armando sabe que seus planos vão acontecer em grande estilo.

Ganha a Bahia e ganhamos nós.



Galeria do Olhar

Trapiche Adelaide

Praça Tupinambás, 02

Comércio Salvador

www.galeriadoolhar.com.br
Este administrador de empresas, com pós em matemática financeira, foi o diretor de Casa Cor durante sete anos. Agora, em carreira solo, vai contar - aqui neste blog - o que viu, o que não viu e o que preferia não ter visto nesses tantos anos dedicando-se ao morar.

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