

Visitar a capital argentina é sempre uma delícia. Sair de uma cidade tão confusa e cheia de gargalos como São Paulo e em poucas horas estar aqui é ótimo. Decidi vir para Buenos Aires a fim de garimpar coisas novas e rever alguns endereços clássicos.
Além da comida e da bebida, o que mais me agrada na cidade é seu patrimônio arquitetônico e a malha urbana. Andar a pé em ruas planas e ver a arquitetura européia instalada em prédios, parques e praças é especial. São marcos de um tempo não muito distante de prosperidade e desenvolvimento cultural ? a Argentina, até os primeiros anos do século passado, ainda era uma das vinte maiores economias do mundo.
Ao mesmo tempo, a cidade ganha novas e arrojadas construções, fruto da recuperação econômica que ocorre desde os piquetes e panelaços que levantaram uma sociedade politicamente mais ativa do que a nossa de seus sofás e tiraram presidentes de suas cadeiras.
O melhor exemplo disso é Puerto Madero, uma área absolutamente degradada até meados dos anos 90 e que hoje é sinônimo dessa mistura entre velho e novo. De um dos lados, armazéns e piers foram transformados em moradias, escritórios, lojas e restaurantes. Do outro, uma infinidade de prédios novos, ancorados pelo Faena Hotel, imaginado por Alan Faena, com desenho de ninguém menos que
Philippe Starck , que compõem uma nova cidade.


Nos próximos dias vou mostrar algumas de minhas descobertas por aqui.
Acompanhe.