
Buenos Aires é uma cidade de classe. E isso se percebe não só no andar das pessoas pelas ruas, nos trens de metrô com quase todos os passageiros com livros ou jornais nas mãos e na conservação do patrimônio, que só é alcançada pela educação da sociedade - algo que podemos aprender com nossos vizinhos - entre outros. A iniciativa privada investe pesado para compor esse cenário, em especial nos prédios de escritórios e hotéis.

O velho e classudo Alvear Palace, na
Recoleta ainda é a opção preferida dos mais tradicionais, com serviço altamente refinado. Mas os modernos também não têm do que reclamar, já que o
Faena , ícone de hospedagem conceito, também ganhou a companhia do
Park Hyatt e, mais recentemente, do
Axel, um hotel heterofriendly, assim identificado. A bandeira nasceu em Barcelona e desembarcou em Buenos Aires para atender o visitante gay, público que mais cresce na capital portenha.
A construção pretende revitalizar San Telmo, bairro mais conhecido pelas suas feirinhas de domingo, e que passou décadas esquecido. Nos últimos anos, o investimento imobilário local e internacional se expandiu naquela região. Em torno do Axel também estão instaladas novas galerias de arte, papelarias, lojas de moda, todas de olho nos novos consumidores ávidos por design e com dinheiro no bolso.
Uma curiosidade é a piscina do hotel Axel, que fica na cobertura. Sua estrutura de vidro permite que os banhistas sejam vistos do lobby, seis andares abaixo. Alías, quase todas as paredes são de vidro, inclusive as caixas dos elevadores. Transparência total. Bom para quem quer ver e ser visto.


Um conselho: em viagem não deixe de visitar os hotéis design, mesmo que não seja hóspede. Usar seus bares, restaurantes, lojas, e até dar uma passadinha no banheiro, costuma ser um bom programa.
Até,
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